Pendulum [fic]

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Pendulum [fic]

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Jan 10, 2013 8:54 am

Pendulum - Capítulo 1: A Fuga

"Sai da mão de Deus que a contempla
antes de criá-la, como uma criança
que chora e ri sem verdadeiro motivo,
a alma ingénua que tudo ignora,
excepto quando, movida pelo desejo de retornar a Ele,
segue de bom grado o que a diverte."

Dante Alighieri, Purgatório -Alma

Muitas pessoas pensam que o tempo é algo definido, estático e duro, porém, isso não é verdade, o tempo é líquido, ele flui, mas não só em direção, conecta passado, presente e futuro, ao mesmo tempo, apesar de nós não podermos vê-lo dessa forma, podemos dar uma olhada nos acontecimentos transcorridos em outras épocas.

Europa, Século XVII

Em um quarto luxuoso, com iluminações de cores roxas e rosas, vindas de fontes desconhecidas pela maioria dos humanos, um adolescente de cabelos loiros-escuros e uma menininha de uma longa crina dourada sentavam sobre uma cama com as mesmas cores do quarto, embora parecessem novos, não eram humanos, e tinham 60 anos e 23 anos respectivamente, não envelheciam como humanos envelheciam, estavam apressadamente colocando peças de roupas dentro de duas bolsas de couro que ambos tinham sobre a cama, os irmãos então se entreolharam, - Já lhe disse para não se preocupar Teresa, vamos conseguir, tudo vai dar certo, a irmã balançou a cabeça em afirmação, embora ainda estivesse visivelmente hesitante, - Mas... e se não conseguirmos, vamos ficar presos para sempre! Ela exclamou, com um tom de voz preocupado, - Não, eu consigo arranjar uma desculpa, posso dizer que estávamos indo passear um pouco... Teresa começou a lacrimejar um pouco, e então falou, - É bem a sua cara Jack, seu irmão riu brevemente, mas mandou-a voltar a arrumar suas coisas, pois o quanto antes começassem, mais rápido seria, Jack então pegou ambas as bolsas e as amarrou às suas costas, e então ele e a irmã atravessaram um corredor adjacente ao quarto, dando uma última olhada para a vida que agora deixavam, Jack nocauteou o guarda descuidado que haviam colocado em sua porta com um golpe na nuca, e eles rapidamente fizeram seu caminho até o saguão principal.

- Onde está a mamãe? Perguntou Teresa, mas Jack não sabia responder, ele sabia sim o que significava, mas não sabia como transmitir isso à sua irmãzinha, a mãe deles já deveria estar ali desde uma hora atrás, não era do feitio de Anne se atrasar, de fato, era uma das coisas que ela mais odiava, Jack suspirou e se ajoelhou perante sua irmã, colocando um braço no ombro dela, - Teresa, vamos ter que partir sem ela, o choque tomou conta do rosto da menina, - Mamãe disse que se não estivesse aqui era porque ele a havia a segurado, Teresa olhava o chão com a cara tristonha, mas Jack se aproximou a ela e disse, - Não se preocupe, ela estará com nós em alma, Teresa se alegrou um pouco, Jack sabia que sua irmã tinha um fascínio pelo tópico de almas, embora ele próprio não estivesse certo de que elas existissem, - Tem um lado positivo nisso, já que mamãe o está distraindo, significa que ele não está cuidando de sua função, como controlador de viagens dimensionais, ou seja, seria mais fácil deles saírem, não perdendo mais tempo, a dupla se dirigiu ao corredor que levava à Esfera de Triphetir, o que os faria sair dali, mas no caminho, foram parados por uma dezena de guardas, todos carregavam lanças magicamente embebidas em um tônico paralisante.

- Isso é alguma piada? Já derrotei vocês todos em treinamento, Jack exclamou, com um tom debochado, - Peço-lhe desculpas Mestre Jack, mas devemos escoltá-lo, juntamente com a Mestra Teresa à seus quartos, vossa senhoria foi absoluto ao declarar que ambos deveriam ficar em seu quarto, Jack se postou na frente de Teresa e fez sinal para que viessem, dois deles avançaram, com lanças em um dos braços e escudo no outro, mas assim que chegaram perto, Jack pegou duas espadas, de algum lugar, e foi capaz de direcionar as lanças para os lados, aplicando depois um corte largo nos lados dos guardas, que caíram em dor, outros três se aproximaram, formando um cerco em volta deles, mas Jack jogou uma de suas espadas para cima, ela acertou um candelabro enorme e pesado, e com a força de seu lançamento, o derrubou, Jack e Teresa rolaram para longe do círculo que havia sido feito ao seu redor, e o candelabro caiu sobre os guardas, que não conseguiam levantá-lo, dessa vez vieram quatro guardas, que trocaram lanças por espadas, mas três deles foram vencidos na hora, pois Jack conjurara sua Zweidhander mais poderosa, e também sua favorita, Vespa, - Idiotas, o mestre é ainda melhor em combate entre espadas... Declarou o capitão da guarda, desapontado, Jack então ouviu um barulho por suas costas, e ao se virar, reparou que um dos guardas havia lançado um ataque surpresa nele, ele não teria tempo de se desviar, mas de repente, se surpreendeu, pois o guarda guinchou de dor e caiu ao chão, Teresa se abaixou, retirando sua faca das costas do guarda, ela a limpou e sorriu desajeitadamente para Jack, que lhe retribuiu.

Ambos caminharam em direção ao capitão, que era o único que restava, Jack o encarava firmemente, mas para a surpresa de ambos, ele andou levemente para o lado, deixando o caminho livre, - Senhor Jacques... Teresa exclamou, pois ambos na verdade gostavam do capitão, - Vão, eu não tenho mais motivos para pará-los, - Mas... se ele descobrir que você nos deixou, você vai... Teresa estava prestes a completar sua frase, mas seu irmão agarrou sua mão e correu pelo caminho, agradecendo o senhor Jacques profundamente, Jack e Teresa passaram pelo corredor, que estava decorado com pinturas e esculturas barrocas, populares na época, pois aquele homem as comprava sempre que ia ao mundo humano, Jack abriu a porta para a câmara da Triphetir, e então olhou mais uma vez para sua irmã, ambos trocaram olhares determinados, e quando Jack tocou na esfera de cor esmeralda, ambos desapareceram dali. Estavam agora no topo de um morro, em algum lugar no país de Gales, viam a porta para sua casa, em uma dimensão diferente, se fechando ao pé do mesmo morro, a última visão de ambos foi um grande olho reptílico de cor azul-claro e pupila negra os olhando, sabiam muito bem de quem era, Teresa havia herdado os olhos do pai, mas isso agora não importava mais, a muito custo, estavam finalmente livres, - Para onde vamos irmão? Teresa perguntou, - Eu não tenho nem idéia, Teresa.



Espero que tenham gostado, e Marshall, me desculpe por não conseguir postar no horário.


Última edição por Jack Jerripher em Qui Jul 25, 2013 7:38 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Pendulum [fic]

Mensagem  Marshall C. Duke em Qui Jan 10, 2013 9:07 am

Não se preocupe, nós nos atrasamus, ameeeei a fic nova!!


Agora Tchau.
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Re: Pendulum [fic]

Mensagem  Kain Winchester em Seg Jan 14, 2013 2:21 pm

UAU!

Foi um começo bem explosivo, se continuar assim vai ser sucesso igual à original.
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Capítulo 2: Encontros, Encontros.

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Jan 17, 2013 8:43 am

"Amor e coração nobre são uma única coisa."

Dante Alighieri, Nuova Vita - Amor


Já haviam se passado dois meses desde a escapada de Jack e Teresa, moveram-se constantemente nesse tempo, pensaram que se o pai deles fosse seguí-los, já o teria feito, portanto, foram andando de um vilarejo à outro, haviam decidido ir para Londres, devia ser um bom lugar para morar, claro, o Rei, Jaime I havia acabado de sofrer uma tentativa de assassinato, mas em geral, Londres estava em paz naquela época. Teresa e Jack haviam acabado de chegar à um pequeno vilarejo que nem ao menos possuía uma plaqueta com seu nome, - Este é o último, não é Irmão? Teresa estava evidentemente cansada de andar, e mesmo que possuíssem resistência maior que a de humanos, andavam já a uma semana sem parar, Jack concordou com um sorriso, eles então pararam em uma hospedaria, onde Teresa foi comer seu café da manhã enquanto Jack pagava pelos quartos, como não possuíam dinheiro, Jack criava algum com magia, era uma habilidade básica, conhecida como Dinheiro de Leprechaun, que desapareceria em algum tempo, ele não gostava particularmente de enganar humanos deste jeito, mas gostava menos ainda de sua irmã ter que dormir no chão.

Ao virar-se em direção à taverna que era a cantina da hospedaria, viu que um homem parecia oferecer uma bebida à Teresa, ela estava visivelmente constrangida, e o homem continuava insistindo, Jack não perdeu tempo, postou-se entre os dois, - Deixe minha irmã em paz! Vociferou ele, mas o homem começou a rir, já estava bêbado àquela hora da manhã, e sua risada fez os outros bebuns do local começarem a rir, - Não me faça rir, o garotinho bonito aí quer mandar em mim? Eu faço o que eu quero ouviu!? Ele berrou, enquanto desceu o braço em Jack, porém, ele parou-o com sua própria mão, assustando à todos no recinto, o homem tentava soltar seu punho, mas o garoto então o ergue com apenas a sua mão, o que óbviamente não era um feito humano, a distração fez o homem soltar seu disfarce momentâneamente, mas apenas Jack e Teresa perceberam que ele era, na verdade, um Demônio, os outros bebuns pareciam não ter notado, mas sua breve transformação chamara a atenção de uma pessoa encapuzada que estava sentada no canto, Jack então jogou o homem pelo arco de entrada, - Se não bebesse tanto conseguiria se levantar, imprestável! Gritou ele, a taverna estava no mais absoluto silêncio.

Jack e Teresa dormiram pacificamente em seus quartos àquela noite, ficaram na hospedaria o dia inteiro, mas era provavelmente melhor, ápós tomarem o café na manhã seguinte, estavam prontos para partir, mas antes que pudessem, a dona do local, uma senhora de idade de traços gentis, os parou, por um momento, Jack pensou que fosse pelo dinheiro, mas ela então falou: - Muito obrigado por ontem, aquele homem infâme se mudou para o nosso vilarejo à pouco tempo, mas influenciou muito os homens daqui, viraram todos bêbados, mas, hoje ninguém veio para beber, acho que fizestes com que vissem a verdade, o agradeço por isso meu jovem. Ela então se retirou, para sentar no balcão, e os irmãos saíram dalí, Teresa podia ver que Jack estava para baixo, e sabia exatamente o porquê, - Jack, não fique assim, sei que está triste por termos enganado aquela senhora, mas... Ela continuaria a falar, mas seu irmão o fez primeiro, - Não precisa falar nada, Teresa... disse ele, em um tom frio e isolado, sua irmã porém, o entendia perfeitamente, pois ambos haviam sido criados praticamente sem contatos que não fossem sua mãe, or guardas ou aquele homem, e a garotinha nem ao menos podia imaginar como era a vida do irmão antes dela nascer. Era dia de feira no vilarejo, por isso, estava um pouco mais cheio do que ontem, mas no meio da confusão, Jack vira o mesmo homem do dia anterior, estava novamente irritando uma garotinha, mas tanto ele quanto sua irmã percebiam, notavam que ele tinha a intenção de matá-la desta vez, ele aproximou sua garra do pescoço da garota.

Em um piscar de olhos, Jack correu para eles, colocou-se na frente da menininha, e via agora que não estava sozinho, uma figura encapuzada também estava ao seu lado agora, de relance, viu um olho azul-acinzentado, e entendeu que tal pessoa estava tão determinada quanto ele, os dois, nem ao menos se comunicando, transformaram-se em suas formas originais, ele um Dullahan, e agora via que a outra pessoa, uma garota de cabelos loiros chanel, uma Dainslef, ambos então desferiram um golpe combinado no Demônio, que apenas caiu morto no local, a confusão assustou aos aldeões, que fugiram dali, até mesmo a garotinha que salvaram tinha medo deles agora, os dois viraram humanos novamente, e se cumprimentaram, - Jack Jerripher, e esta é minha irmã Teresa, disse ele um pouco envergonhado, a jovem era muito bonita, possuía uma figura esbelta e vestia roupas na moda, - Robin Sierra, prazer em conhecê-los! Mas antes que pudessem apertar as mãos, a porta por trás deles se abriu, e sugou os três à um vácuo de luz branca, - Mas o quê? Os três gritaram, antes de abrirem os olhos, e verem que estavam à frente de um prédio branco, estavam amarrados e estavam sendo conduzidos por uma escadaria por cinco homens armados de espadas, - Agora eu sei... Murmurou Robin, - Então diga! Jack disse, irritado, Robin suspirou e então falou, - Estamos em Baal Stolas, sede dos caçadores, Jack e Teresa já haviam ouvido falar, mas não que funcionava daquele jeito, antes que percebessem, estavam no topo da escadaria, uma garota da mesma idade deles, que parecia muito séria, porém estava ainda para se adaptar ao local de trabalho, conduziu os guardas até um tribunal, os três foram jogados, ainda amarrados, em um estande de madeira.

Um homem com vestes tradicionais de juíz bateu seu martelinho, e começou rapidamente a dizer que eles começariam a ser julgados por seus crimes, - Crimes? Que crimes? Perguntou Jack, que via que a corda os impedia de transformarem-se, em voz baixa, mas Teresa respondeu, - Vocês dois se mostraram para humanos, fazendo ambos entenderem a ficaram de bico calado, mas antes que o homem pudesse mandá-los para algum tipo de prisão, aquela mesma garota da entrada entrou no tribunal, - Senhorita Merryweather, sei que está estagiando, e não sabe das coisas, mas não deve interromper uma cessão desse jeito! Falou ele, mas a garota bravamente andou até sua bancada e depositou nele algo que carregava em sua mão, - É um Bugbear, ele pode recordar imagens, explicou Robin, o bicho piscou seu único olho, que era, técnicamente, seu corpo, e projetou a cena do ''crime'' cometido por eles, a corte entrou em pâne, - Soltem-os agora! Vociferou o juíz, - Santo Deus! Quase prendemos monstros tão heróicos! Os três foram soltos, e aplaudidos pelos humanos na corte, o juíz os advertiu que não deviam ter se transformado, mas os agradeceu, eles foram, subsequentemente, transportados para fora do vilarejo.

Ainda estavam tontos por tanta coisa ter acontecido, - Acho que é isso então, disse Jack, - Espere, para onde vocês dois vão? Robin perguntou, curiosa, - Estamos indo em direção à Londres, pretendemos morar por lá, a Dainslef então, um pouco embaraçada, pediu se podia ir junto, pois não tinha mais para onde ir, - Bom, pode, mas não temos um lugar para morar ainda... Mas antes que pudessem continuar a falar, ouviram uma voz familiar, - Sei de um lugar perfeito para nós, eles se viraram, vendo que a garota que os salvara anteriormente estava lá, - Nós? Você vem junto? Teresa perguntou feliz, quanto mais era melhor para ela, - Sophie Merryweather, ela se apresentou, - Você está largando tudo aquilo? Jack perguntou, fazendo gestos para significar a loucura que haviam presenciado, - Vocês viram não é? Aquele tribunal é pra lá de idiota, por pouco não foram sentenciados! Robin então disse que era claro que o faziam com boas intenções, mas não podiam simplesmente instaurar uma corte sem evidências, Sophie concordou, e então tirou do bolso da jaqueta o Bugbear de antes, - Eu só percebi agora, mas esse Bugbear não é da cor de costume deles, Teresa notou, ela era fã de conhecer vários tipos de monstros, Sophie concordou, impressionada com a garota, - Ele é especial, um Bugbear Prateado, é como se fosse um rei de sua colônia, só nasce um a cada milênio por colônia, ele é meu... bichinho de estimação, se chama Typho, explicou ela, extremamente envergonhada, - Bom... sei que ainda não os conheço, mas posso ir com vocês? Perguntou ela, corando, - Você nos salvou da prisão, pode vir sim! Robin declarou, - Sem falar que você disse que tem um lugar para a gente em Londres, adicionou Jack, - E o Typho é fofinho! Teresa completou, fazendo os três adolescentes rirem, e assim, partiram a pé em direção à Londres.
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Capítulo 3: A Mansão.

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Jan 24, 2013 8:23 am

"Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta."

Dante Alighieri, Paraíso - Conhecimento

Durante o caminho para Londres, os cinco viajantes tiveram tempo para se conhecerem melhor, aprenderam que Robin era uma ótima dançarina e queria ser dona de circo em algum ponto de sua vida, enquanto Sophie queria mudar a legislação, para fazê-la realmente incorporar os monstros igualmente, enquanto Jack e Teresa haviam pensado também em ajudar monstros com problemas, ficaram tão entertidos conversando, que não perceberam que já haviam chegado à uns cinco minutos atrás, - Bom, me sigam, vou mostrar nosso lugar, Sophie declarou, e então, após andarem um pouco, chegaram ao Rio Tâmisa, Jack então disparou em direção à ele, fazendo uma concha na mão para bebê-lo, mas foi detido por Sophie, - Faz anos que a água do Tâmisa não é considerada potável! Jack imediatamente largou o que estava fazendo, rindo envergonhado.

Andaram muito através da cidade após terem crusado a Ponte de Londres, até que encontraram uma rua que marcava evidentemente uma vizinhança mais calma do que o resto da cidade, Sophie então tirou um molho de chaves de sua bolsa de viagens, e se dirigiram ao fim daquela rua, viam crianças brincando na rua, com seus cachorros e bolas rústicas, era uma vizinhança alegre em uma cidade que realmente precisava de mais felicidade, chegaram enfim à uma mansão grandiosa, ou presumiram que ela havia sido assim, em outras épocas, pois agora estava dilapidada e envelhecida, - Eu sei que não é a casa mais ideal, mas ela é bem espaçosa e... Sophie estava preocupada com o que seu novo grupo ia pensar, mas ficou surpresa ao ver que todos já haviam entrado e estavam se acomodando, - É muito poerento, mas a gente pode limpar, observou Robin, - Eu vou escolher o meu quarto! Declarou Teresa, que saiu correndo para cima, com Typho a seguindo, Jack ficou apenas rindo e então abriu a palma da mão, convocando uma forte lufada de vento, que retirou muita da poeira da sala de estar, - Você também usa Magia de Vento? Perguntou Sophie, e o Dullahan logo a respondeu que ele era um circular, e para sua surpresa, Sophie também era (circulares são aqueles que podem usar magia de todos os elementos, exceto cristal, e algumas vezes gelo).

Sophie e Jack agora retiravam a poeira e mandavam-na para fora com Magia de Vento, Teresa espanava a mobilha, enquanto Robin, pelas instruções de Sophie, saira para comprar comida, de repente, ouviu-se um estalo e uma pancada, Jack e Sophie correram para verificar, e depararam-se com Teresa caída, ela estava se levantando do chão, parecia um pouco machucada, mas não seriamente, Jack correu para sua irmã, ajudando-a a se levantar, ele então criou um bloco de gelo com Magia de Gelo, - Você usa gelo também? Isso é muito raro, declarou a Harpia, mas ele agora aplicava-o na perna de sua irmã, que parecia ser a parte mais afetada, tendo uma grande marca roxa, - Isso, pressione essa parte com o gelo, OK? Ele a ensinou, - Agora, o que foi que aconteceu? Todos se viraram, Robin havia voltado com as compras, depositou-as na cozinha e agora ajudava Teresa também, - Eu vi uma mulher lá em cima, ela explicou, - Uma mulher? Como assim? Jack perguntou, e sua irmã então respondeu, - Ela, acho que ela era um Espírito Vingativo, - Feral ou como nós? Perguntou Robin, mas Sophie parecia mais preocupada com outra coisa, procurava em sua bolsa por algo, - Sabia que a gente devia ter exorcisado o lugar... Após achar o que estava procurando, entregou um papel amarelo com escritas negras para cada um, - Isso é um O-fuda, ajuda a exorcisar criaturas espectrais como Fantasmas e Espíritos, - Eu sei o que é um O-fuda... murmurou Jack, um pouco irritado com a presunção da Harpia.

Assim todos partiram para um local da Mansão, primeiramente Robin ficara com o andar de baixo, ela devia achar o meio exato do local, e após discernir que ele era a sala de estar, procurou um lugar para colar o adesivo O-fuda, resolveu colá-lo no grande candelabro de cor dourada que tinham na entrada, agachou-se e pulou, atingindo grande altura, ela colou o adesivo na parte de trás do candelabro, - Assim as visitas não vão ver essa coisa brega, declarou ela feliz, já Teresa, que ficara com a parte de cima, não tinha certeza de onde era o centro, tentou o banheiro, mas via agora que estava demais para a direita, tentara o quarto de seu irmão, mas era demais para a esquerda, por fim, aceitou o que não queria, e foi para seu quarto, não queria ir lá pois fora lá que vira a mulher, e então caira no andar abaixo, ao abrir a porta, viu a face deformada da mulher, que estava quase em sua cara, o espírito era uma mulher obesa e feia, piscava de cor azul e parecia ter estática em seu corpo, mas Teresa não era um menininha indefesa, convocara algumas facas e as jogou ao espírito, que ao assumir forma física, podia também ser machucado, mas ela tornou-se invisível novamente, a garota aproveitou essa chance e correu para dentro do seu quarto, determinada a colar o adesivo, mas a mulher pegou em seu tornozelo, porém, Typho voou baixo, assustando o espírito momentaneamente, dando à Teresa a chance de se soltar, ela então colou o adesivo na parede de seu quarto, expulsando o espírito de lá, ela então abraçou Typho, mas viu que havia alguém à sua porta, um senhor de idade, com uma comprida capa branca...

Jack estava no porão, não era terrivelmente complicado achar o centro ali, mas o problema era exatamente este, havia um círculo de sangue no chão, com um símbolo que devia ser usado para rituais e/ou feitiços marcando o centro, Jack sentira que já havia visto aquele símbolo em algum lugar, era uma invocação de Demônios? Um ritual para a colheita ser próspera? Pacto com o diabo? Ele não tinha certeza, por isso, colou o O-fuda em uma pilastra próxima ao símbolo e saiu dali. Sophie já havia colocado seu O-fuda no sotão, que agora era só um espaço vazio, e foi descendo, sen encontrando com Robin, esperaram alguns minutos, antes de verem Jack voltar do porão, - Como foi? Viu um dos assustadores móveis velhos? Robin perguntou, brincando com ele, mas logo as duas perceberam que ele parecia preocupado, - Tem um círculo ritualístico lá em baixo, precisamos verificar o que é, Sophie parecia ser a mais confusa com aquilo, - Os habitantes anteriores dessa habitação eram humanos comuns, como pode ter um símbolo mágico no porão? Mas antes que pudessem pensar mais sobre o assunto, viam que Teresa descia as escadas, mas estava acompanhada...
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Capítulo 4: O Vigia.

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Jan 31, 2013 6:50 am

"Não deve o homem, pelo maior amigo, esquecer os favores recebidos do menor."
Dante Alighieri, Convívio - Amizade.

Todos se surpreenderam com a visão do misterioso encapuzado seguindo Teresa escada à baixo, Jack pulou velozmente, - Desça! Declarou para sua irmã, ele então convocou um florete e espetou o estranho bem no estômago, exceto, que não havia nada ali para espetar, seu florete pareceu atravessá-lo como ar, o estranho do capuz branco então colocou a palma de sua mão na testa de Jack, que ainda estava surpreso, e uma luz dourada se irradiou, mandando o Dullahan voando, quebrou a porta de entrada e caiu na varanda, Sophie correu para ajudá-lo, enquanto Robin transformou seu braço em espada e se postou à frente de Teresa, mas o misterioso visitante falou, - Eu não venho aqui para criar conflito, apenas para oferecer direções, sua voz era calma, e lembrava a de um sábio avô, Jack e Sophie voltaram, desta vez ouvindo o senhor, - Estive esperando a vinda de vocês, sua chegada foi profetizada, ele disse, - É verdade gente, ele não quis me atacar lá em cima, Teresa explicou, o homem então puxou o capuz de sua face, e viram que sua aparência era a mesma de sua voz, era um senhor idoso, com uma aparência tão imponente quanto sábia, - O que você é? Perguntou Robin, ainda em posição defensiva, ele demorou-se um pouco, mas então respondeu, - Sou um guia, ou melhor, um vigia.

- E o que, por Deus, você veio fazer aqui? Perguntou-lhe Jack, que limpava os ferimentos em seu braço, o velho então abanou sua mão, criando a mesma luz dourada, todos se protegeram, pensando estarem sendo atacados, mas só então perceberam que a porta e a parede pela qual Jack voara estava agora concertada, o senhor então desceu a escada, e dirigiu-se à sala de estar, sentou-se em uma poltrona, os quatro o seguiram, de alguma forma, estavam tranquilos com sua presença agora, de fato, Sophie levantou-se e foi fazer chá para eles, quando ela voltou, serviu uma xícara para cada, e então sentou-se do lado de Robin no sofá, - Vocês já sabem o que fazer aqui nesta residência? Perguntou-lhes o senhor, mas nenhum sabia responder direito, - Queremos fazer algo que ajude outros monstros... e pessoas, Teresa esclareceu enquanto brincava com Typho, que voava de um canto à outro da sala, nenhum dos outros três discordou, e então o senhor sorriu, - Era exatamente esta a meta a qual eu queria que vocês se comprometessem, como sabem, esse mundo já não é nosso à muito tempo, e precisamos de alguém para nos cuidar, - Mas e quanto ao Conselho das Espadas? Perguntou Jack, mas Sophie logo o respondeu, assim como a Baal Stolas, a burocracia muitas vezes não ajudava em tomar conta dos problemas, e as leis vigentes não são exatamente as melhores.

O senhor então tomou seu chá e levantou-se, - E que tal se vocês abrissem uma... agência? - Agência? Que tipo de agência? Jack pergutnou, o velho então explicou-se melhor, - Uma agência que resolveria problemas, tanto os causados por monstros, como os que afligem monstros, - Parece legal, eu gosto! Aprovou Robin, - Vocês poderiam resolver isso de uma maneira mais direta, íntima e envolvida do que as pessoas do conselho ou os caçadores, - Eu achei uma ótima ideia, e vocês? Sophie indagou, Robin já estava à bordo, e Teresa também concordara, mas Jack não tinha certeza, - Ora vamos Jack! Por favor!!! Teresa fazia sua cara de fofinha para ganhar o que queria, e Robin logo se juntou à ela, dando um beijinho na bochecha do Dullahan, - Doida, por que diabos fez isso?! Gritou ele, corando um pouco, - OK, OK, que mal pode ter? Tendo acertado isso, o velho perguntou por um nome, ninguém respondeu, até que Teresa levantou a mão, - Que tal ''Alma''? O velho senhor pareceu um pouco preocupado com a menção do nome, mas logo pareceu superar, e disse, - Parece-me um ótimo nome!

Ele então abanou a mão, e centenas de cartões brancos apareceram, continham um símbolo negro parecido com o fogo fátuo, efeito químico que acontecia muito em cemitérios e pântanos, e tinham as escritas, ''Agência Alma, para todos os problemas sobrenaturais que você não consegue explicar'', Parece bem legal! Sophie comentou, o homem então abanou o braço novamente, e os papeis voaram, saindo pela porta da frente, que se abriu sozinha, os cartões se separaram, cada um indo para um caminho, e caindo através das aberturas debaixo das portas das pessoas, alguns cruzaram até oceanos, - UAU! Reagiu Robin sobre a explicação, - Eu apenas me garanti de que as pessoas certas os recebessem, esperem clientes logo, e querem ver sua placa de negócios? Todos saíram correndo para a entrada, e notaram que uma placa havia sido pendurada sobre a porta de entrada, lendo ''Agência Alma'' em uma placa branca com escritas douradas, não pareceria fora de lugar no palácio de Buckingham, - Ei, obrigada por tudo! Sophie virou-se para encarar o velho, mas ele não estava mais lá, - Nós nem ficamos sabendo o nome dele... Teresa comentou, mas eles logo ouviram uma voz, era uma mulher, vestida com roupas comuns, ela parecia nervosa e um pouco assustada, - Eu... eu recebi isso, disse ela, mostrando o cartão deles, - Você parece mesmo que precisa de ajuda... Robin disse, mas Sophie pisou em seu pé, - Não é assim que se trata uma cliente, - Por favor madame, entre, Jack sinalizou-a para a porta, a mulher pareceu lisongeada e o fez, nenhuma das garotas esperava tal comportamento do garoto.
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Capítulo 5: Começo de Adaptação.

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Fev 07, 2013 7:07 am

"Puderam vencer em mim o ardor,
que me levou a conhecer o mundo,
e os vícios e as virtudes dos homens..."

Dante Alighieri, Inferno - Conhecimento

Jack, Sophie, Robin e Teresa, com Typho no bolso, chegaram à igreja, a viram devastada, os bancos atirados para todos os lados, marcas de arranhões em paredes e no chão, vidraçarias quebradas, e diversas poças de sangue no chão, andaram até a nave da igreja, onde encontraram a fera que havia feito aquilo, - É um Bakeneko! Afirmou Teresa, logo tendo de se desviar, pois o grande gato demoníaco tentara arranhá-la, Jack foi para o centro da batalha, e desferiu uma joelhada na cara do felino, que guinchou de dor, mas empurrou o Dullahan para longe com sua enorme pata, Robin e Sophie deram cada uma um chute nos lados da besta, o que a fez ficar paralisada por alguns segundos, Jack então o assoprou e o atingiu com Magia de Fogo, pensando terem terminado o serviço, os quatro estavam prontos para sair, porém Typho saiu do bolso de Teresa, e começou a apitar.

Quando o grupo olhou novamente para o Bakeneko, viram que não só ele não estava morto, mas também estava ainda mais irritado, partes de seu esqueleto eram visíveis, e horrendas marcas de queimadura permeavam suas costas, - Nota para mim mesma, Bakenekos são resistentes à chamas, Teresa anotou em sua cabeça, mas o gato não ligava para isso, parecia ter aumentado sua agilidade, e agora pulava de parede em parede, tentou arranhar Robin, mas esta deteve sua garra com sua perna foice, - Alguém, aproveite a chance! Gritou ela, e Sophie o fez, mandou uma onda de Magia de Água, que jogou o monstro em uma parede, mas assim que se recuperou, o felino pulou novamente sobre eles, mas em um ataque quádruplo, com a espada de Jack, os ventos cortantes de Sophie, o braço espada de Robin, e a adaga de Teresa, a criatura foi picada em pedacinhos.

De volta à sede da Alma, Jack carregava uma sacola, e a depositou em cima da mesa, à frente da senhora que os havia contratado, ela abriu a sacola, observando a cabeça da criatura, - Finalmente acabou... suspirou ela aliviada, - Senhora Millton, não foi específica em mencionar o que o gato fez com o convento... Sophie comentou, a mulher fungou por algumas vezes, mas então falou, - Há alguns meses, ele chegou à igreja, onde estavamos todas fechadas orando, e ele então matou três de nossas em surpresa, e então disse que mataria mais se não concordássemos com o plano dele, ele pediu uma de nós por mês, para se alimentar bem, e ele... não só as comia, brincava com elas sabe, a mulher então disse que isso era tudo e se levantou e saiu, os pagou pelos serviços e desceu as escadas, - E é isso, nosso primeiro trabalho! Disse Robin, erguendo sua taça de suco, os outros também brinadaram, embora tivessem idade (menos Teresa), não tomavam álcool ainda.

- Bem... vocês não notaram algo estranho na história? Jack as perguntou, e assim que Sophie percebeu o que era, Robin e Teresa notaram também, - Monstros ferais não falam... Jack explicou, e então abriu a sacola, - Teresa, querida você não quer ver o que tem aqui, confie em mim, ele disse, - Humana, a cabeça do gato agora é uma cabeça humana, contou, - Então... o Bakeneko não era um monstro feral, mas ainda comia pessoas? Teresa perguntou, tão horrorizada quanto os outros, - EEEWWW! Comentaram juntos, - Bem, acho que alguns monstros não se adaptaram à esse jeito de vida... Sophie tentou explicar, - Não, eles são só nojentos, Robin comentou, - E pensar que estamos no mesmo nível desses coisas... Jack adicionou, mas não tiveram muito mais tempo à debater, pois viram que um casal estava parado na porta deles.

A mulher tinha cabelos loiros encaracolados e o homem tinha cabelos negros espessos e barba completa, ambos tinham os mesmoa olhos azuis penetrantes, Robin correu até eles, os dando boas-vindas e os conduzindo à sala, enquanto Teresa voltava da cozinha com o chá que haviam preparado durante a conversa de antes, serviu os dois, que pareciam bastante aflitos, mas ainda muito sérios, cada um tomou um gole, e então o homem começou a falar, - Recebemos o cartão de vocês, e viemos o mais rápido que pudemos, - Sim, nosso filho, temos que tenhamos o pressionado demais, e ele fugiu de casa, mas não voltou, a mulher explicou, - Olha, temo que seja melhor contatarem as auoridades, essa não é exatamente nosso ramo... Sophie explicou, um pouco temerosa, mas então todos entenderam porque ambos estavam ali, em um segundo, não eram mais o homem e a mulher, mas ambos tinham pele reptiliana e cabelos compostos de cobras, da mesma cor do cabelo anterior deles, estavam ambos de olhos fechados, para evitar a petrificação dos membros da Alma, eram Medusas.
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Capítulo 6: O Poder de Deus - Parte 1

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Fev 14, 2013 1:30 pm

"A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro
de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra,
e assume um nome diferente segundo a direcção de onde sopra."


Dante Alighieri, Purgatório - Fama


- Bom, agora eu entendo o motivo de quererem nossa ajuda! Robin notou, com o resto dos membros de Alma apenas concordando com as cabeças, ainda um pouco em estado de choque, - Bem, como fomos rudes, nem ao menos nos apresentamos, eu sou Najara e este é meu marido Pérdicos, - Prazer conhecê-los, porque não nos contam mais sobre seu filho? Jack os pediu, Najara, ainda de olhos fechados, respirou fundo, era claro para Jack que ela e o marido estavam sob muito estresse, - Nós viemos de uma região montanhosa na Grécia, e Syon sempre foi um garoto simpático, talvez nós tenhamos o pressionado demais, sabem como são os filhos, mas não vejo motivo dele fugir de casa... Constatou a mulher, ela e Pérdicos voltaram às formas humanas, - Nós tivemos informações de que ele não saiu da Grécia, pois tenho minhas conexões nas fronteiras, e além do mais, ele não tem... bem... a estrutura física dele nunca foi muito estável, então não deve estar longe, Pérdicos explicou, Najara então quebrou-se em lágrimas, - Por favor, nos ajudem a achar nosso filho! Suplicou ela entre choros, os membros da Alma não tinham dúvidas do que tinham que fazer.

Partiram em viagem pouco tempo depois, entrando nas delimitações da Grécia quase uma semana após o pedido de ajuda, estavam agora perto da vila de onde Najara e Pérdicos moravam - Então... o que sabemos até agora? Robin perguntou, em um tom cansado, porém ainda tentando ser energética como sempre - Ele não saiu da Grécia e não pode ter andado muito longe de sua vila, respondeu Sophie, - Ótimo, isso apenas nos deixa com toda a Grécia para procurar... Comentou Jack, mas Teresa puxou uma enciclopédia de suas costas, e mostrou a entrada que falava sobre Medusas, e mencionava que a espécie devia consumir segmentos rochosos específicos das montanhas para ter seu poder, - Bom, isso meio que limita as coisas, obrigado Teresa! Robin agradeceu, - Typho, pode achar o caminho para a montanha mais próxima da vila? Sophie pediu à seu Bugbear, Typho piscou seu oftalmotórax e então voou para o alto, ele então voltou e os fez seguí-lo, no caminho que levava à montanha, uma estrada com muito verde à seu contorno, encontraram um senhor de idade.

O senhor era corpulento e tinha as feições cansadas, ainda tinha cabelo, embora muito pouco, estava ajoelhado na beira da estrada, rezando, então percebeu que haviam pessoas perto dele, e se levantou para cumprimentá-los, - Olá estranhos, me desculpem pela falta de cortesia, me chamo Illithos, estava agradecendo ao bom Deus por curar minha visão, posso fazer algo para ajudá-los? Um pouco surpresos com a gentileza do velhinho, o grupo apenas se olhou, antes que Sophie perguntasse, - O senhor disse que Deus curou sua visão? O senhor sorriu, e então explicou, - Eu fiquei cego em uma batalha, e o misterioso jovem que recebe presentes de Deus me ajudou, - Jovem que recebe presentes de Deus? Jack perguntou, curioso, - É o filho adotivo do chefe da vila Dyron, ao pé daquela montanha, ele acabou de vir para a região, quase uma semana atrás.

- Quase uma semana atrás? Robin percebeu de súbito, - Parece muito com o nosso alvo, Sophie notou, Teresa deu uma moeda ao velho e eles partiram correndo, para a vila que não era assim tão distante, - O que você acha que querem dizer com poderes de Deus? Jack perguntou, - Poderes de cura aguçados, imagino, Sophie notou, - Mas não existe, quero dizer, o Deus dos humanos, acho que apenas os nossos cinco deuses existam, Jack postulou, - Ora nunca se sabe não é? Perguntou Robin, - Até mesmo eu sei que nossos deuses são apenas monstros super poderosos, não podemos dizer se o Deus dos humanos existe ou não, Teresa explicou, mal acompanhando o resto na corrida. Em uma saleta esculpida na montanha, um jovem de cabelos loiros, vestes completamente brancas e vendas sobre os olhos sangrava profusamente de suas mãos, estava amarrado à um trono sobre escadas na parede da caverna, - Ora vamos, é só essa magia que pode me dar hoje? Temos clientes esperando, sua aberração! Gritou um homem de meia idade, cabelos negros rareando e aparência suja, - Não consigo mais... Magia de Cristal usada em excesso pode me matar... Notou o garoto, com uma voz cansada, - É bom que se esforce, e não morra! Gritou o homem novamente, enfaixando as feridas do garoto, ele então deixou seus clientes entrarem, ''Porque eu...?'' Perguntava-se o garoto.
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Capítulo 7: O Poder de Deus - Parte Dois

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Fev 21, 2013 3:28 pm

A visão dos quatro amigos havia sido obscurecida por uma camada grossa de fumaça negra, que era emanada das rústicas chaminés de cada uma das pequenas casinhas da vila, - Como as pessoas podem viver aqui? Perguntou Robin, tapando seu nariz, Sophie olhou em volta para ver se alguém estava por perto, e como confirmou que o negativo era o correto, transformou-se, e com uma batida de suas majésticas asas, a fumaça foi desviada, - Obrigada por essa. Sophie! Teresa agradeceu, Sophie a disse que não era nada, - Gente, acho que sei onde o chefe da vila mora... Disse Jack, estupefato, quando as garotas olharam para a direção qual ele apontava, tiveram o mesmo olhar em suas faces, uma mansão opulenta e bonita, construída de costas para a parede da montanha, - Acham que tem corrupção aqui? Robin perguntou retóricamente, - Sim, respondeu Teresa, que não ainda entendia sarcasmo, - Querem apostar que o garoto está ali? Sophie perguntou, mas os outros não gastaram mais tempo, bateram na porta, que foi atendida por uma mulher com vestes negras de freira, - Bem vindos ao centro religioso de Dyron, vieram aqui para receberam a luz de nosso Deus? Jack disse que estavam procurando por um garoto que havia chegado à vila recentemente, - Devem estar falando do mestre mensageiro, são amigos dele? Perguntou a mulher, - De certa forma, sorriu Robin, a mulher sorriu de volta e abriu passagem para eles.

- O mestre mensageiro vai gostar de saber que amigos vieram visitá-lo! Comentou a mulher alegre, - Ei, ela não parece... freira demais para morar aqui? Robin perguntou, os outros concordaram, - Vou conduzí-los ao mestre Abadir, estavam sendo conduzidos por um hall de entrada, e então chegaram à uma saleta lateral, - Quanta gente! Teresa comentou, de fato, haviam mais de 20 pessoas naquela saleta, - Todos estes também precisam receber a ''luz de Deus''? Sophie perguntou, - Sim, o mestre tem feito muito bem, mesmo que tenha chegado à pouco tempo, ela então disse que diria ao senhor chefe que estão aqui, enquanto isso podem aguardar aqui, disse ela com um tom gentil, o grupo dos dos quatro sentou-se em uma parte isolada da sala, - Essas pessoas não parecem bem... Robin comentou, e era verdade, muitos pareciam idosos com machucados, ou simplesmente moribundos doentes, - Estão falando línguas diferentes, pessoas vem de toda a parte, pelo jeito, notou Sophie, - Bem, - Bom ver que ele está ajudando, disse Teresa, - Mas porque alguém fugiria de seus pais, isso não consigo entender... Comentou Robin, - Talvez a vida dele seja melhor aqui, Jack falou, sua irmã notava que seu irmão falava de sua própria vida agora. A mulher voltou e pediu para o grupo seguí-la, os levou à uma porta na ponta da sala, e a abriu, revelando um caminho até uma abertura na face da montanha, - Simplesmente sigam reto e chegarão no templo, o grupo agradeceu à mulher, e assim o fez.

Ao se aproximarem do templo, foram convidados à entrar por um homem de cabelos negros, óculos e com vestes brancas compridas, - Olá, eu sou Abadir, chefe da vila, os levarei ao mensageiro de nosso Deus, disse ele com um sorriso, ao passarem por um arco de entrada, o que viram os chocou, um garoto loiro, com cabelos mal-cuidados e uma toga branca simples estava sentado em um trono, seus olhos estavam vendados, aos seus pés, um velho senhor, com um braço e uma perna enfaixada, se aproximou, das mãos estendidas do garoto, apareceu um brilho arroxeado, e os membros do velho foram engolfados por uma espécie de cristal da mesma cor, ''Magia de Cristal!'' Pendou Jack, surpreso, em segundos, o velho não precisava mais de sua bengala para andar, correu até Abadir e o pagou com algumas moedas de ouro, não conseguia falar, a não ser agradecimentos, e chorava, - Bom, agora que já viram seu amigo, podem voltar, ele precisa de descanso, Abadir respondeu, contentes que ele estava bem e ajudando pessoas, eles começavam a sair, porém, uma tosse foi ouvida, e o garoto cospia sangue ao chão, isso foi o bastante para provar que algo estava errado, ao se virarem, repararam que fios invisíveis amarravam os braços do garoto ao trono, e por baixo das vestes, seus pés haviam sido pregados ao chão, - Temo que não possam ficar por muito tempo... Comentou o chefe, e então, uma dezena de homens armados com espadas apareceu, apontando-as para o grupo, cinco dos homens correram para atacá-los, porém, Jack derrotou dois, com duas espadas que ele havia invocado, Sophie, Teresa e Robin derrubaram os outros três com chutes, - Vejo que são bem treinados, mas não são páreo para a guarda de nosso Deus! Anunciou o chefe da vila, - Teresa! Vá soltar o Syon, Jack comandou, com o propósito duplo de tirá-la da luta e ajudar Syon, Typho seguiu a garota e puxou os pregos calmamente para fora dos pés do jovem, usando pequenos tentáculos que tinha embaixo de suas asinhas.

O resto dos guardas havia formado um cerco em volta do trio, eles continuavam tentando cortar os três em pedacinhos, e tinha tantos que eles nem sabiam por onde começar, - Devemos nos transformar? Robin perguntou, - Não, eles são humanos comuns, não há motivos para isso, Sophie explicou, - Garotas, eu tenho um plano! Jack cochichou no ouvido delas sua idéia, os três se postaram no centro do círculo no qual haviam sido presos pelos inimigos e deram as mãos, - Que tática é essa? Perguntou um dos guardas, mas antes que seu colega respondesse, cada um dos três correu em uma direção, e então deram uma volta ao redor do cerco, os guardas não conseguiam mais se mover, e então Jack revelou que os três estavam segurando os mesmos fios invisíveis com os quais Syon havia sido atado, e ao percorrerem o círculo, prenderam os guardas com eles, agora era só derrotar Abadir... Exceto que ele agora era um gigante Minotauro. Os guardas atados começavam a gritar, - Sophie! Robin gritou, a amiga transformou-se e carregou os soldados para fora da caverna, onde Teresa já estava com Syon, - Como ele está? Perguntou, - Ele vai ficar bom, só me preocupo com os pés, Teresa afirmou, - Tudo... Bem, eu consigo me curar, comentou ele, - Não use sua magia agora, está bem? Ela o pediu, - Vocês sabem? Perguntou ele, agarrando o braço da Harpia, mas como tocou em sua asa primeiro, sua pergunta foi respondida, ela simplesmente disse que tudo iria ficar bem, e voou dali.

- CURVEM-SE À MIM! Gritou o Minotauro, - Eu hein, me curvar à uma vaca! Retorquiu Robin, ele então socou o chão com seu punho imenso, fazendo-a rachar, - Talvez seja melhor não irritar o bovino com esteróides, Jack notou para Robin, ela agora se transformou, em uma verdadeira pilha de armas, e correu rapidamente, cortando o punho da fera com suas várias lâminas, - Impressionante! Jack remarcou, - Que tal uma combinação? Inquiriu ela à Jack com uma piscadela de olho, ele concordou e assim que ela voltou à se tranformar, ele fez o mesmo, e agora as armas que constituíam o corpo da garota o perseguiam, ele puxou a espada que era seu braço e desferiu um corte no abdômen do monstro, em seguida, rasgou-lhe face com a foice que era a perna da amiga, e por fim, atingiu-o com uma flecha no olho, com o arco que representava o torso da amiga, ela então se montou novamente, e viu Sophie chegando, os dois distraíram o monstro, enquanto Sophie, ainda voando, chutou um estalagmite na caverna, que caiu e perfurou o ombro do bovino, que gritou com dor, - EU SEREI RICO, MAIS RICO COM O PODER DAQUELA ABOMINAÇÃO! - Humph, olha quem fala... Jack comentou, mas Sophie então bateu suas asas e estendeu suas garras, liberando uma multitude de faíscas elétricas, que acertaram o estalagmite no ombro da criatura, provocando sua morte, - Esse era Κεραυνοί Αλυσίδα, ainda estou aperfeiçoando ele, Comentou ela, não feliz, mas em tom sóbrio, pois gostassem ou não, haviam tirado uma vida.

Um portal de cor roxa e verde se abriu na sala da Alma, e Jack, Sophie, Robin, Teresa, Typho e Syon saíram dele, - Porque diachos não usamos seu portal para ir para a Grécia? Perguntou Robin, - Eu só sei fazer viagens de um caminho por enquanto, e pensei que voltar seria mais importante, Jack explicou, Robin desculpou-se e concordou, Najara e Pérdicos, que estavam no andar de cima, concordando em cuidar da casa enquanto salvavam seu filho, saíram correndo para o andar de baixo, ajudaram Jack a carregar se filho para uma cama no quarto de baixo, Robin e Teresa usavam alguns das medicações que possuíam, enquanto Najara aplicava ervas que havia trazido nos ferimentos, - Pai, Mãe, porque você? Perguntava ele, ainda um pouco sem forças, - Shh querido, podemos conversar assim que estiver melhor. Alguns dias se passaram, e Syon finalmente saiu do quarto de cima, razoavelmente curado, usava ainda uma venda nos olhos, - Porque usa venda em sua forma humana? Teresa perguntou, - Eu nasci com algo esquisito, meus olhos petrificam os outros mesmo em minha forma humana, ele explicou, - Mãe, agradeço por ter ajudado a me achar, mas eu não quero voltar... Falou, - Filho, nos perdoe! Não podemos ficar sem você agora! Pérdicos falou, mas Najara segurou a mão do marido, - Amor, precisamos entender que já fizemos estrago o bastante, devemos deixar ele viver a vida dele, tomar suas decisões, ela então deixou o dinheiro na mesa de centro, - Adeus, e faça as coisas de seu jeito, meu amorzinho, - O que foi aquilo? Jack perguntou ao jovem, que era levemente mais velho que ele, Syon se sentou no sofá, ajudado por Robin, e falou - Sabem, meu clã sempre foi baseado em combate, mas eu nunca fui bom em machucar ninguém... Ele disse, - O seu talento vem de curar as pessoas, Robin afirmou, e Syon concordou, - Nasci com Magia de Cristal e quero usar isso para ajudar aos outros de alguma forma, mas não aceitavam isso lá em casa... Explicou ele em um tom comovente, - Tome, disse Sophie, que retirou suas vendas e colocou algo em seu rosto, - Eu não posso ficar sem elas, vocês vão ser petrificados! Exclamou, - Abra os olhos, confie em nós, a Harpia o disse, e ele o fez, revelando seus gentis olhos cor de avelã, percebia agora que o óculos de Abadir, que o grupo resgatara, o permitia ver o mundo sem petrificar ninguém, com uma lágrima de felicidade, olhou para todos, - Eu posso me juntar à vocês?



Traduções:
Spoiler:
Κεραυνοί Αλυσίδα, grego para, Corrente de Relâmpagos.
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Capítulo 8: Perfeição

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Fev 28, 2013 2:25 pm

"Quando os seus pés deixaram a pressa,
que tolhe a nobreza a todo o acto..."


Dante Alighieri, Purgatório - Pressa

Os cinco jovens postavam-se diante de um casarão abandonado em uma das ruelas de Londres, adjacentes à piazza de Covent Garden, - Então é basicamente isso que fazemos? Ajudar pessoas com problemas? Syon indagou, - Em geral é isso mesmo, Robin respondeu. Eles haviam sido ali chamados pelo proprietário do lote, que estava famoso na cidade por afirmar ter visto um ''Demônio Chifrudo'' vivendo em seu terreno, e é claro, ninguém o levava à sério, estava sendo ridicularizado, portanto, assim que recebeu o cartão de Alma, ele os contratou. Após olharem um para o outro, Jack finalmente decidiu abrir a porta, e subiu temerosamente os degraus, que, como o exterior do lote, estavam bem decadentes, ele por fim pousou sua mão sob a maçaneta, - O suspense está me matando! Exclamou Teresa, Jack abriu a porta revelando uma casa mal cuidada, mas com aparência normal.

- O Sr. Bingham quer que a gente lhe traga a cabeça do monstro como prova não é? Syon perguntou, com um tom balançante, pois não havia se acostumado com a dinâmica do grupo ainda, - Sim, mas nós não vamos poder fazer isso, Sophie respondeu, tentando parecer mais rígida, - E por que não? Inquiriu Teresa, - Porque se a gente fizer isso, o Sr. Bingham vai mostrar a cabeça à todos! Robin explicou, - Mas ele prometeu que não faria isso, a menina voltou a falar, - Não seja tão ingênua, irmã, Jack advertiu, enquanto subia as escadas, - Onde que ele falou que tinha visto o bicho? Robin perguntou, não levando muito à sério, - Primeiro no quarto superior e outro dia na cozinha, Sophie explanou, - E é por isso que vamos nos dividir, Jack e Teresa vão ficar com o andar superior, e eu, Robin e Syon ficamos com o térreo, Teresa concordou e subiu correndo atrás do irmão na escada, ela, de súbito, tropeçou, mas o irmão a ajudou a se levantar, - Porque sou sempre a piada? Perguntou a pequena Dullahan enchendo as bochechas.

- Quero sair daqui o mais rápido possível... Sophie exclamou, falando baixo, - Qual é!? Não seja uma medrosa! Robin lhe deu um tapinha nas costas, fazendo a Harpia lhe dar um olhar que gelou seu sangue, - Brigar não é a melhor ideia agora, ou é? Syon preocupou-se, - Não estamos brigando! Exclamaram as duas juntas enquanto vasculhavam a sala de estar. Jack e Teresa rumavam pelos corredores no andar superior, que embora parecesse menor que o de baixo, continha vários quartos, - Então... lembra qual era o quarto? Jack perguntou à sua irmã, - O Sr. Bingham não disse, ela respondeu, tentando não se assustar com o clima sombrio da casa, - Me lembre de começar a pedir mais informações para os clientes, Comentou o Dullahan, enquanto chamava uma bola de fogo em seu dedo, para iluminar, abriram uma porta, duas portas, e ainda mais portas, mas se depararam, vez por vez, por salas vazias, - Não me surpreende que tenha sido saqueado, Jack comentou, mas por fim, pareceram achar uma pista.

- Ai! Sophie gritou, e imediatamente fechou a boca, um prego na parede havia lhe furado o ombro, - Ish, me deixa ajudar, Robin então se aproximou e segurando a espalda da amiga, retirou o prego de sua pele, - Droga! Exclamou a Harpia, em um tom baixo novamente, - Aqui, disse Syon, que em um piscar de olhos, apontou a mão para a ferida de Sophie, e um cristal transparente de cor rosa apareceu, envolvendo o ombro da mulher-ave, - Ei... o que? Ela perguntou, mas o sangue começou a voltar para a ferida, e a pele se fechou novamente, - UAU! Parece que nosso médico é útil mesmo! Robin afirmou, dando um pequeno soco no ombro do colega, que sorriu, Sophie ainda estava sem palavras, - Desculpe, você ainda vai sentir a dor, eu só curei a ferida... O Medusa explicou, - Não precisa se desculpar, eu é que tenho que te agradecer, eu acho, constatou ela, - Mas o que um prego estava fazendo assim na parede? Robin perguntou, e de fato, era uma posição realmente muito estranha para se colocar um prego, a Dainslef então recolheu o pequeno objeto do chão, e percebeu que nem mesmo era um prego, - Um espinho! Exclamou Sophie.

Do lado dos irmãos, que haviam se deparado com o quarto, uma gigantesca bola formada por objetos pontiagudos se mexia incessantemente em um dos cantos do quarto, - O que é isso? Indagou Teresa, falando baixo para somente seu irmão ouví-la, - Eu não sei, fique aqui, ele a advertiu, e começou a se aproximar, com um par de sais nas mãos, quando chegou perto da bola, viu que estava fixada ao chão por muitos objetos como os que formavam seu estranho corpo, mas ele logo teve que retroceder, pois um tentáculo formado das agulhas tentou agarrá-lo, o Dullahan saltou para o lado, mesmo que tivesse sido arranhado no braço, ainda estava bem, a bola de pontas começou a se movimentar selvagemente, e criou muitos outros tentáculos, que se extenderam com muita precisão, porém, para a sorte de Jack, Teresa pulara à sua frente, segurando um escudo, e o protegera, - Teresa! Te disse para ficar longe! Exclamou ele, a garota apenas respondeu que ele estaria morto se ela não intervisse, nesse momento, Jack pôde, mesmo que por um segundo, ver uma estranha frieza na expressão de Teresa.

A porta do quarto se abriu, e os três amigos apareceram para ajudar, - Ouvimos um barulho e... SANTA MÃE! Exclamou Robin, ao ver a criatura, - Mas o que é isso? Syon perguntou, Teresa folheava as páginas de seu guia, mas não achava nenhum monstro remotamente parecido com a massa de espinhos que viam, Sophie decidiu que ações de teste seriam necessárias, e atirou um raio na bola de espinhos, que paralisou-se por um instante, mas logo voltou a se mexer, - Talvez não ataque a bola de espinhos da morte? Jack brincou com Sophie, que somente sorriu amarelamente, Jack então usou seus Sais, pulando no centro da bola de epinhos, e atacando, mas logo foi empurrado para longe por um dos tentáculos espinhosos, - Bom, já que começaram... Robin então pulou, transformando seu braço na espada, porém, antes dela poder se aproximar demais, os espinhos retrocederam, revelando a forma de um pequeno homem com pernas e chifres de bode, - É um Sátiro! Syon reconheceu, tendo vivido na Grécia.

- Srta Sierra, é você mesma!? Disse a criatura, com sua voz fina, - Sim, sou eu mesma, como sabe meu sobrenome? Robin perguntou, - Eu sou seu fã! Costumava ver seus espetáculos todo o tempo! Ele pparecia que estava prestes a desmaiar, estava com um sorriso extremamente largo, - Espetáculos? Jack perguntou, e a curiosidade se espalhou pelo grupo, - Eu... costumava fazer apresentações em um circo intinerante, revelou a Dainslef, gerando reações impressionadas, - Mas enfim, quem é você? Sophie perguntou ao Sátiro, - Me chamo Eric, sou um informante, e juro que não queria assustar ninguém, mas aquele velhote continua mandando gente aqui em minha casa atrás de mim! Exclamou ele, furioso, - Sua casa? Syon perguntou, - Sim, eu sempre morei aqui, ele afirmou, - Entendo, o Sr. Bingham comprou o terreno, mas os humanos não sabiam que você morava aqui! Jack conjecturou, o Sátiro confirmou, - Olha, nós temos um lugar para ficar, se quiser ir com nós... Ofereceu Robin, - Morar... Na mesma casa da senhorita? O homem-bode saiu da casa saltitando de alegria, Sophie disponibilizou a casa de guarda, no jardim de trás para Eric morar, pois ele podia ser útil como informante, - E quanto ao senhor Bingham? Jack perguntou, - Não se preocupe, eu tenho uma ideia, afirmou Syon, por fim, eles pegaram um dos espinhos da magia de Eric, e transfiguraram-no em uma cabeça falsa. Jack voltou da mansão do Lorde Bingham com o saco de dinheiro do pagamento, - Está tudo bem, eu avisei a ele que a cabeça era encantada, e só ele podia ver, ideia do Syon, o Dullahan explicou, as garotas então bateram palmas, e Alma voltou a se sentar na sala para tomar chá.
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Capítulo 9: A Semente da Esperança

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Mar 07, 2013 4:48 pm

"Aquele que mais sabe, mais lastima o tempo perdido, esperando por um futuro melhor"

Dante Alighieri, Tempo.

Era uma tarde fria em Londres, a chuva caía pesadamente, molhando a grande cidade, esta era, provavelmente, uma das maiores chuvas que a cidade já enfrentara, os membros de Alma estavam ocupados nas escadarias da mansão, de mãos dadas, recitavam um encantamento que protegeria o teto da chuva e do vento, e desviaria trovões de estar no caminho deles. Após terminarem, desceram à sala de estar, se sentando, Teresa parecia um pouco assustadiça, - Teresa, não tenha medo da natureza, você é mais corajosa que isso, seu irmão a advertiu, ela sorriu para ele, indo ao chão brincar com Typho, batidas vieram à porta, - Deve ser só o vento, Syon argumentou, - O vento não cria batidas com esse ritmo, Sophie lhe respondeu, Robin ergueu-se e foi atender a porta, a abriu rapidamente, evitando que se batesse na parede com a rajada de vento, uma garota loira, um pouco mais velha que Teresa estava à porta, ela estava completamente encharcada, apenas vestia roupas tribais, porém, não eram de nenhuma tribo que eles haviam ouvido falar, - Ahn... podemos ajudar? Robin perguntou, a garota sorriu docemente, parecia não se importar de estar molhada e com fria, estando com poucas roupas, - Me chamo Samantha, disse ela, antes de entrar.

Jack correu para dar seu pesado casaco para ela, que agradeceu, - Você está toda molhada... Sophie notou, enquanto lan
çava sobre ela sua Magia de Vento, fazendo seu melhor para secá-la com ar quente, - Sophie... Syon exclamou, preocupado, - Não fique assim, ela é uma de nós, a Harpia explicou, ao repararem melhor, viram que suas orelhas eram cumpridas, e algumas flores pequenas pareciam crescer de seu corpo, a denunciando como uma Ninfa, - É uma Sylvan, não é? Teresa perguntou à Samantha, curiosa, a Ninfa sorriu, - Sim, você é muito inteligente, ela adicionou, impressionada, - O que é uma ''Sylvan''? Robin perguntou, tendo terminado de fechar a porta e vedá-la, - Sylvans são espíritos da floresta, subespécies de Ninfas, como Naiádes são Ninfas das águas, explicou Teresa, passando por seu livro, - Obrigada, estou bem agora, explicou Samantha, se sentando ao sofá, - O que podemos fazer por você? Syon perguntou, a Ninfa pareceu reunir coragem para dizer, e então o fez, - Preciso da ajuda de vocês, na Floresta Iilfort! O pedido dela pareceu ressoar pela sala, até mais alto que a chuva lá fora, - Nas Romênia!? Jack perguntou, extasiado, - Sempre quis conhecê-la, explicou o Dullahan, - Esperem, esperem, como vamos chegar lá? Syon perguntou, - Não só isso, porque precisamos ir até lá? Perguntou Sophie, - Seria mais fácil explicar quando estivermos lá, posso providenciar o transporte, disse a Ninfa, um pouco encabulada, - Não que eu queria insinuar algo, mas porque e como veio até aqui, da Romênia? A Harpia retomou perguntando, Samantha mostrou o cartão da Alma para eles, - Iremos da mesma maneira que eu cheguei aqui, explicou ela. Fez-se uma linha reta apontando para a planta que decorava, em seu pote, a sala da Alma, - Assim não precisamos sair na chuva, explicou a Ninfa, contente, ela pareceu sussurrar algo para a planta, que gerou seis pequenos frutos amarelos, Samantha os distribuiu, e assim que cada um colocou o fruto em sua boca, desapareceram.

Estavam agora em um cenário completamente diferente, uma clareira vividamente colorida os convidava, - O ar aqui é tão... puro, notou Robin, farejando o ar, - É muito bonita, não é? Samantha perguntou, - E você é a guardiã dela? Perguntou Syon, a Ninfa acenou que sim, - Porém... ela está sendo atacada, a notícia assustou à todos, que ainda admiravam a beleza do lugar, - Como assim? Jack perguntou, - Explicando melhor, a árvore-mãe, está em perigo, - Árvore-mãe? Indagou Teresa, - Samantha fez sinal para eles a seguirem. Após andarem por alguns minutos, com cuidado para não pisarem em nenhum pequeno animal ou nos perigos naturais que a floresta oferecia, chegaram à uma árvore simplesmente gigantesca, não era difícil imaginar que ela ia muito além das próprias núvens, - Ela esteve aqui desde que o mundo é mundo, os humanos não a vêem, e ela sobreviveu à tudo, mas não sei se aguentará, ela explicou, seu tronco era branco como alabasto, mas tinha marcas de cortes visíveis, e suas raízes grossas podiam ser vistas acima do solo, - Meus deuses! Exclamou Sophie, paralisada pela grandeza e beleza da árvore, - Literalmente, essa árvore foi onde, em tempos passados, quatro monstros se tornaram... Antes de Samantha terminar sua fala, Robin adivinhou, - Os quatro deuses! Samantha acenou a cabeça positivamente, - Então essa...! Syon apontou, com o mesmo choque no rosto que todos também mantinham, - Esta é a Árvore do Mundo, a origem de toda a energia, explicou a Sylvan, - Eu não quero ser estraga-prazeres, mas eu me sinto com menos energia aqui, para falar a verdade, Jack notou, os outros, um por um, perceberam e concordaram, - Precisamente, a Ninfa afirmou, completando, - Ela está sendo atacada pelo novo senhor destas terras, ele não parece se importar, mas se ela morrer, a energia que nós monstros usamos em nossas técnicas e magias, e que os humanos usam sem nem perceber, acabará.

- Por isso os fenômenos climáticos erráticos pelo mundo, notou Sophie, que era desde sempre em tom com o clima, pois o controlava, - Exato, a Árvore do Mundo provêm a maior fonte de energia natural no planeta, se ela morrer, cataclismas acontecerão no mundo todo, Samantha explanou, em um tom sério, - Se ela morrer... Começou Teresa - Nós não teremos futuro, Syon complementou, a gravidade da situação amanheceu em todos, que lembravam-se das coisas que mais gostavam nesse mundo, - Pessoal, essa é nossa missão mais importante até agora, Jack denotou, todos concordaram, Samantha sorriu, motivada, - Como uma Ninfa tão jovem veio a ser a guardiã justo da floresta com a Árvore do Mundo? Jack perguntou à Samantha, enquanto ele, como os outros, tomava sua posição de defesa, em um círculo próximo à verde convergência que sustentava o local onde as raízes milenares da árvore branca cavavam o solo por nutrientes, Samantha o fitou com um olhar triste, e declarou, - Sou a mais velha de minha linhagem, as outras... pereceram em batalhas contra o senhor da terra, ela explicou, em um tom de melancolia, Jack colocou a mão sobre o ombro dela, - Meus pêsames, se precisar de ajuda, sempre pode contar conosco, o Dullahan a disse, com determinação em seu tímbre, - Você é bom com isso, ela denotou, - Prática, ele explicou, olhando para Teresa, mas a conversa dos dois foi cortada, pois um enorme bando de Slaughterers apareceu por detrás das árvores, todos eles portando machados ou espadas.

- Malditos homens-porco! Gritou Robin, que, como uma Amazona, empunhava sua espada-braço, cortando os Slaughterers que estavam chegando perto do posto de defesa dela primeiro, em seguida, Teresa bloqueava o machado de um particularmente forte, com o seu próprio machado conjurado, ela o chutou no meio das pernas, aproveitando, e o cortou com a lâmina, ela podia parecer pequena, mas era forte. Syon segurava um bastão de madeira fortalecida, mesmo que não gostasse, precisou aprender a usá-lo quando era criança pela cultura das Medusas, e ainda mais, ele podia nocautear inimigos sem lhes tirar uma gota de sangue, o que era perfeito. Dois dos homens-porco pareceram ter a ridícula ideia de que criaturas do tamanho deles poderiam administrar um ataque surpresa, e saltaram de cima de uma árvore, Sophie, com olhos de ave de rapina, simplesmente os soprou para longe com Magia de Vento, Jack e Samantha seguravam um número robusto em suas posições, Jack convocara uma variedade de armas, que flutuavam em sua volta, e utilizava um técnica conhecida como Weapons Array, que consistia em pegar uma das armas flutuando, utilizá-la, e rapidamente trocar de arma, repetindo o processo em grande velocidade, cortando um grupo com uma espada em cada mão, atirando em um à distância com um arco, jogando um chakram para derrubar um círculo de oponentes, e finalizando com uma grande marreta, esmagando um bando das criaturas.

Uma dúzia extra dos Slaughterers aparecia, virando uma centena, o pensamento medonho de terem que enfrentar milhares se instalava nas mentes de cada um, - Feche os olhos! Exclamou Syon para Sophie, que obedeceu, ele retirara os óculos, causando todos os monstros à sua volta e a de Sophie, a serem petrificados, - Perdão, me distraí, Sophie exclamou, dura, mas querendo mostrar emoção, Syon apertou sua mão, Teresa agora estava junta de Robin, a mais velha segurou a Dullahan pelo braço, enquanto eram cercadas, e Robin a ergueu e a girou em um círculo, fazendo-a chutar os homens-porco para longe, o maior dos batalhões foi detido por Samantha, que cantou em uma melodia que não podia ser compreendida, e vinhas das árvores prenderam o grande grupo, ela fez uma moção com o braço, as vinhas quebraram-lhes o pescoço, mas o golpe claramente a esgotou, fazendo-a ofegar, Jack continuava rasgando os porcos, suas armaduras desta vez eram mais resistentes, tinha que empunhar uma cimitarra em cada mão e talhá-los duas vezes rapidamente para fazer algum estrago, ele então soprou com Magia de Gelo, congelando uma multitude das criaturas.

O Trabalho árduo dos amigos parecia estar, de fato, adiantando, - Que bom que consegui reunir vocês à tempo! Samantha agradeceu à eles e aos céus, o exército de Slaughterers estava sendo empurrado e encurralado cada vez mais para fora da orla da mata, em uma rápida troca de palavras no campo de batalha, Jack pediu à Syon e Robin para controlarem a multidão dos Slaughterers e expulsarem-os para fora da floresta, e ele, Sophie, Teresa e Samantha defenderiam a árvore dos que não estivessem em retirada, a dupla concordou, e desta vez começou a usar mais de suas magias de Vento e Água, respectivamente, para expulsar os remanescentes do exército para os campos além da mata, assim que desapareceram da vista, os que defendiam a árvore terminaram seu trabalho, ou pensaram que o haviam feito... Embora os Slaughterers que estivessem na clareira da Árvore do Mundo estivessem todos mortos, ruídos e tremores pareciam vir do lado oposto... do outro lado da Floresta Iilfort, atrás da grande planta, pareciam cada vez mais perto, todos sabiam o que estava por vir, embora não quisessem se pronunciar, até que puderam ver, ficar cara-a-cara com a monstruosidade, o Senhor da Terra era um Slaughterer gigante, quase metade do tamanho da própria árvore, - Nós podemos fazer isso! Exclamou Sophie, o fato de que ela podia manter uma voz razoavelmente calma nesta situação era impressionante, o Senhor da Terra ergueu seu machado igualmente grande, e o direcionou para a parte mais machucada do tronco.

Jack e Sophie pularam, com os pés no tronco da árvore, e empunhando espadas, os dois juntos conseguiram parar a enorme força do rei-porco, e o empurraram, Teresa correu ao pé dele e cravou cinco facas em seu pé esquerdo, uma em cada falange superior de cada dedo, Samantha focou seu poder para continuar amarrando o direito dele com plantas, a criatura urrava de dor, e usou sua mão livre para rasgar as plantas da Ninfa de seu pé, e chutou Teresa para longe com seu pé de colosso, Sophie energizou sua espada com Magia de Fogo, Jack fez o mesmo com Magia de Gelo, a reação calor-frio dos dois causou um rachadura feia no machado do Senhor da Terra, mas o machado tinha dois gumes, e o virou rapidamente, lançando a Harpia e o Dullahan para o chão, eles rapidamente se levantaram, ao lado de Teresa, que acenou para o irmão, ele entendeu a mensagem e passou um braço pelos ombros de Samantha e o outro pelo de Sophie, e as abaixou, - É a técnica assinatura de Teresa, não está pronta, mas ainda é poderosa, murmurou ele, em um segundo, Teresa convocou algumas dúzias de mosquetes, e ao estalar os dedos, as travas deles se bateram, disparando as balas contra o gigantesco Senhor da Terra, que urrou de dor, mesmo que alguns pontos de seu corpo não tivessem sido perfurados, graças à seu couro duro, Jack se virou, e convocou diversos estiletes de ferro com Chariot, que ele lançou justo nos buracos de bala, deixando-os presos no corpo do monstro, - Sophie agora! Gritou o Dullahan, ela por um segundo não entendeu, mas se lembrou que os estiletes eram de metal, usando Αφής του Δία, o raio foi conduzido até as lâminas dos estiletes, amplificando o choque, e fritando o Senhor da Terra, por um segundo, todos pensavam que haviam completado a missão, porém, os olhos do porco brilharam em vermelho, e ele jogou seu machado contra o tronco, o rompendo com grande força.

O coração dos quatro saiu de ritmo, a árvore anciã, desapareceu antes de tocar o chão, ao invés de só cair, todos sentiram que sua energia havia desaparecido, e reverteram para suas formas originais de monstro, não tendo nem ao menos a mais banal energia para manter as formas humanas, o Senhor da Terra riu, antes de morrer de vez no chão, e eles nem ao menos sabiam qual motivo ele tinha para atacar a Árvore, - A falta de energia se espalhará pelo mundo em breve, e tudo acabará, disse Samantha, chorando, inconformada, ninguém podia suportar dizer nenhuma palavra, tinham... falhado? Um objeto pequeno da cor dourada foi visto caindo do céu, Jack ergue o braço, transtornado como Sophie e Teresa, os três à beira de lágrimas, e pegou o pequeno grão circular na palma de sua mão, - O que é isso? Ele murmurou, com apenas tristeza em sua voz, Samantha desviou sua atenção para o objeto na mão dele, seus lábios tristes viraram de súbito um lindo sorriso, - Nós conseguimos, salvamos ela! Gritou a Ninfa, em puro júbilo, - Como assim?! Sophie perguntou, a voz dela era uma mistura de animação com falta de jeito para se expressar, Teresa mirava o objeto sem compreender, Syon e Robin voltavam agora, - Cadê a Árvore?! Indagou o Medusa, Robin apenas cobriu sua boca em choque.

- Não se preocupem, ela está bem! Afirmou Samantha, todos continuavam muito confusos, - Aqui! Apontou ela, se aproximando de Jack, ela segurou a mão dele, e mostrou à todos o objeto, era uma pequena semente dourada, com uma folha verde saindo, - Isso é?! O Dullahan surpreendeu-se, - Sim, é a semente da árvore! Todos sorriram profusamente, alguns choravam de felicidade, - Não acredito, achei que tivéssemos falhado! Sophie exclamou, - A árvore vai ficar bem novamente! Teresa disse feliz, dando pulinhos enquanto segurava Typho, Samantha trouxe todos para perto, os abraçando, - Suas ações para o bem de todos salvaram a energia da natureza, agora eu só preciso cuidar dela, e não importa de que tamanho ela fique, ela continuará dando a mesma energia de sempre, conseguiram! Ela disse, mais do que feliz, o grupo suspirou aliviado, seu trabalho não tinha sido em vão. Formaram um círculo em volta do espaço de terra que grande Árvore do Mundo uma vez ocupara, Samantha desceu na cratera em que a árvore estava, e se aproximou de seu centro, com suas mãos, a Ninfa de cabelos de ouro enterrou e tapou a semente que tinha a mesma cor de suas tranças, uma luz naturalmente reluziu no local, e um pequeno talo magicamente apareceu no local, acabo de plantar a Árvore do Mundo, ela disse, ainda ajoelhada, olhando para seus novos amigos, - Não... Acho que tenho um nome melhor, ela surpreendeu-os, - ''A Semente da Esperança''.
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Capítulo 10: O Trabalho de Um Dia.

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Mar 14, 2013 3:11 pm

"Com aquela medida que o homem usa para medir a si mesmo, mede as suas coisas."

Dante Alighieri, Convívio - Moderação

Ainda muito chocados com a aventura que foi proteger a Árvore do Mundo, os membros da Alma voltaram para sua sede, não tiveram trabalhos por alguns dias, e mesmo se tivessem, sabiam que não iriam ter conseguido realizá-los, tinham salvado o mundo, isso não era nada pequeno, mas era algo muito grande, de que eles sempre se lembrariam, Samantha havia ficado lá para proteger a semente, e caso estivesse em problemas, afirmou que os chamaria novamente. O tempo, por consequência do ataque à árvore ter parado, voltou ao normal, estava agora quente em Londres, ou pelo menos, tão quente quanto Londres podia ficar, os monstros resolveram finalmente trabalhar na reconstrução da mansão, os garotos estavam encarregados de reparar a mansão por fora, Jack martelava pregos em uma tábua, - Por que não fica? Ele ameaçou o objeto inanimado, Syon percebeu que o colega nunca havia mexido em ferramentas na vida, se aproximou, tirando o martelo da mão dele, e o virou, Jack percebera o erro, - Então é basicamente como um martelo? Perguntou, - Nem tão forte assim, o Medusa respondeu, meio sem jeito, desta vez o Dullahan conseguia manter a tábua pregada.

As garotas se preocupavam em ajeitar a mansão internamente, - Realmente, que machistas! Robin exclamou, enquanto varria sujeira para o quintal, - Homens consertam, mulheres embelezam, pode ser assim com as humanas, mas era de se pensar que monstros saberiam a diferença! Voltou ela a bufar, - Se preocupe menos com os impactos socio-culturais e mais com o trabalho, Sophie notou, tirando as manchas dos móveis e das tapeçarias com magia, fazendo a Dainslef encher as bochechas de ar como criança, fazendo Teresa, que tentava remover um mancha no chão da sala, rir. Sophie acabou de lavar os móveis, e então se dirigiu com as outras garotas para a casinha do lado de fora, - Espero que Eric não deixe presentinhos para limpar... a Harpia disse, - Ele é um Sátiro, não um simples bode, Robin retrucou, - Defendendo seu fã, é? Sophie brincou, fazendo com que Robin sacudisse os pulsos em raiva, ao abrirem o barraco, perceberam, para a surpresa delas, que Eric era bem ajeitado, pois não havia absolutamente nenhuma bagunça dentro do que era praticamente um cubículo de madeira, o Sátiro, normalmente noturno, dormia em uma colcha extendida no canto, percebia-se logo de cara que era estudioso, pois vários livros estavam alinhados próximos às paredes, - Será que ele me deixa pegar emprestado? Indagou Teresa, segurando um almanaque de ''História des Monstros'', - É melhor não mexer no que não é seu, Robin aconselhou, - Não é, Sophie? Virou-se ela para falar com a Harpia, - Você também! Exclamou a Dainslef novamente ao ver que Sophie também admirava um dos livros de Eric.

- Au! Gritou Jack, pois tinha martelado seu dedo... pela décima vez, Syon dava um riso meio cômico e meio sem entender, ''Como ele é tão bom com armas, mas tão nada com trabalhos práticos?'', ele se perguntou, Jack então se concentrou, e então martelou o último prego, segurando seu dedo, mostrou seu bravado para Syon, - Foi bom para a prática! Anunciou ele, com o peito estufado, - Claro, claro que é, o Medusa respondeu, os dois então não conseguiram mais segurar, caindo em gargalhadas, foram para dentro, trocar as camisas suadas, - Jack, o que acha da Sophie? Syon perguntou, trocando de roupa, - Como assim? Indagou o Dullahan, de costas para ele, - A... você sabe, voltou o jovem, - Não sei se compreendo, Jack disse, antes de sair do quarto, - Esquece, murmurou Syon, o que ele não sabia, era que Jack entendia perfeitamente o que ele queria dizer, e o ajudaria a tornar isso realidade...

Um barulho veio até a porta, as garotas, que já estavam na sala, iam atender, Robin levantou-se, passando por Jack, que descia a escada e foi para a porta, Sophie e Teresa se entreolharam, escondendo os livros que pegaram, atrás do sofá, Robin voltou, na frente de todos, pois os garotos já tinham descido, e então anunciou, - Olha quem eu encontrei! disse em um tom misturado entre sarcasmo e incredulidade, - Quem é ele? Syon perguntou, pois ele não tinha conhecido o velho senhor com os robes brancos, que os ajudara a fundar Alma, - Por favor, me chamem de guia, ou vigia, como preferirem, ele pregou, - Prazer em conhecê-lo, senhor, ele estendeu a mão para o Medusa, que retribuiu, quase conseguindo ver os olhos do idoso, - Ao que devemos essa visita? Perguntou Teresa, curiosa, o homem se sentou, longe de todos, em um sofá oposto, - Primeiramente, gostaria de agradecer pelo trabalho que estão fazendo, a última missão foi muito aplaudida, ele remarcou, docemente, - Obrigado! Todos agardeceram juntos, um pouco encabulados, ''Onde foram aplaudidas?'' Sophie se perguntou, - Eu preciso que vão à Paris, ele anunciou, laconicamente, - Bom... isso foi súbito! Robin afirmou, - Sei que é, mas a pessoa que carregava o pedido de ajuda à vocês não pode chegar até aqui... Ele explicou, os cinco se entreolharam, saboreando os amargos horrores por trás daquela frase, pensamentos sobre o que teria acontecido povoaram as mentes de cada um deles, - Lá, deverão se infiltrar no salão Belmont, no equinócio, onde uma conspiração se instaura, e também encontrarão um novo aliado! O Vigia anunciou, percebendo que ele estava prestes a desaparecer, como de última, Jack perguntou, - Espere! Os trabalhos que estamos fazendo, são parte de uma profecia, ou algo assim? O homem pareceu surpreso, e respondeu, - Algo assim, antes de sumir, - Então... acho que é isso, arrumem suas coisas! Sophie comandou.

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Capítulo 11: Vive La France! - Parte Um

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Mar 21, 2013 1:54 pm

"E ele a mim: 'Todos tiveram a mente
tão ofuscada pelo amor às riquezas na vida terrena,
que não despenderam nada com equilíbrio'."

Dante Alighieri, Inferno - Avareza


- Esquadrão Matilha, posso contar com vocês? A Voz comandadora de uma mulher ecoou pelo salão vazio, - Sim, madame chefe! Deu continências um homem alto, careca e com olhos azuis penetrantes, seu físico era assustador, ele então se virou para seus subordinados, que consistiam de quatro outros, duas mulheres, uma delas alta de cabelos negros, e físico forte, e a outra loira de cabelo curto e um pouco mais petita, os outros homens eram um levemente gordo e de cabelo raspado, e um magricela de cabelos pretos encaracolados, o Capitão fez sinal e eles se viraram, rumando à porta, chegando à ela, colocaram uma chave incomum no cadeado, e quando abriram uma porta, estavam em pleno meio de Paris.

- Alguma coisa morreu aqui? Perguntou Robin, tapando o nariz, sem dúvidas, Paris era um lugar muito sujo, os cinco precisavam andar coladinhos, pois entre eles, mendigos, e vendedores ambulantes, as ruelas da cidade estavam completamente lotadas, a cidade era muito cheia de sujeira e dejetos, mas apenas no lado dos pobres obviamente, - Espero que nosso plano funcione... Murmurou Jack, Sophie ficou vermelha, enquanto Syon tentava confortá-la, Teresa soltou um risinho, após terem localizado um mapa da cidade, encontraram onde era a moradia do Barão Belmont, e se dirigiram até ele, ainda na muvuca das pessoas, e para piorar, charretes passavam no mesmo lugar das pessoas, retirando o já limitado espaço para a locomoção da multidão, - Essas pobres pessoas... Sophie notou, o grupo podia ver que tanto humanos como monstros escondidos passavam necessidades na fria cidade...

Após terem chegado à um campo mais limpo, pois já era nas partes da cidade destinada à nobreza, Sophie correu para trás de uma árvore, com Teresa e Robin, enquanto Jack e Syon também encontraram um arbusto para se trocarem das roupas de viagem, vestindo peças de gala, negras para Jack e beges para Syon, ambas com rosas nos bolsos superiores, alguns minutos depois, Teresa saiu de trás de uma árvore, vestia um vestidinho azul-claro, ela correu para o irmão que a abraçou e apertou suas bochechas, - Mas que coisa mais fofa! Exclamou, ela emburrou-se, fazendo Syon rir, logo atrás dela, veio Robin, deixando os garotos no chão, ela vestia um traje púrpura com uma faixa de pescoço e abotoaduras combinando, - Estou bem? Ela perguntou, ambos os garotos não sabiam o que dizer, mas isso pareceu divertí-la ainda mais, passados mais alguns minutos, Sophie saiu, o fôlego dos quatro sumiu, ela vestia um vestido muito bonito, branco de peles com detalhes em preto, usava saltos altos de brilhantes, segurava um leque que combinava com o vestido, com o qual ela não parecia saber o que fazer, e por fim, um grande chapéu branco, parecia realmente uma dama da alta sociedade, o que era a entrada deles para a festa, haviam pintado sua pele para branqueá-la, conforme a moda, mas não precisavam de blush, pois ela estava corando sem parar.

Sophie tentava não tropeçar, andar de salto não era sua coisa, exatamente, mas Syon segurava sua mão, como acompanhante, ela não pôde deixar de notar que ele parecia bem com o cabelo loiro-claro arrumado, e com óculos, parecia mais maduro e sério, Jack e as garotas andavam atrás, também agindo como servos, uma mulher de vestido negro, combinando com os cabelos passou por eles correndo, e esbarrou em Jack, - Me desculpe! Gritou ele, sem jeito, - Não precisa, fui eu! Ela respondeu, gritando de longe. Após caminharem pelo campo, chegaram à mansão, umas cinco vezes maior que a deles na Inglaterra, - Tanta opulência... perto da pobreza... Syon notou, os outros engoliram em seco, - Será... que estamos fazendo a coisa certa? Robin, que era normalmente alegre, perguntou com tom triste, nenhum deles soube responder.

- Lady Wingrates, declarou Sophie, estendendo a mão, com luvas de ópera para o guarda da entrada, que olhou para os outros, atrás dela, -... E acompanhantes, ela completou, com o tom meio tropeçante, o homem engoliu em seco e os deixou entrar, subindo a escadaria, eles adentraram no salão de entrada, ainda vazio, Robin correu para o lado da amiga, e sussurrou em seu ouvido, - Sophie, sei que você realmente tem sangue nobre por parte de seu padrinho, mas deve agir como tal! A Harpia olhou novamente para a amiga, - Eu quase não convenci ele, não é? Ela pediu, preocupada, Robin lhe deu um tapinha nas costas, - Força, garota! Não muito longe dali, em um bosque atrás da mansão, a mulher de vestido negro de antes se reunia com seus companheiros, - Matilha completa! Anunciou o líder, Hamilton, - Beta, Gama, Épsilon! Fiquem em seus postos! Comandou ele, a loira e os homens, que haviam raptado e amarrado alguns servos da mansão, vestiram-se com as roupas deles e voltaram para dentro, - Ômega, você vem comigo! Ordenou Hamilton para a mulher de vestido negro, - Estamos só nos dois aqui, me chame por meu nome, - Renée, estamos em missão... Ele afirmou, - Eu sei, eu sei, mas isso fica parecendo que nós somos os vilões! Ela declarou.
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Capítulo 12: Vive La France! - Parte 2

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Mar 28, 2013 1:10 pm

Como ainda não haviam muitos convidados, os que já haviam chegado foram conduzidos para o jardim de trás da mansão, onde sentaram-se em cadeiras que haviam sido postas na sombra, um jovem bonito, formal e vestido de roupas caríssimas da mais alta grife parisiense sentou-se ao lado dela, - Sou o Lorde Jean Belmont, Sophie o fitou nos olhos, azuis límpidos, o cabelo negro despenteado o deixavam muito bonito, a Harpia ficou sem saber o que fazer, logo Robin, que estava atrás dela, tocou seu braço, entendendo o gesto, Sophie inclinou sua mão direita na direção do Lorde, - Sou Lady Wingrates, ela anunciou, enchendo a voz de pompa, - Enchanté... Ele anunciou, enquanto beijava a mão dela, a fazendo ficar vermelha, mas sabendo que isso aconteceria, Sophie cobriu o rosto com o enorme leque, - Sabe, conheci seu tio quando eu ainda era criança, ia caçar junto com eu e meu pai, um grande homem! Jean declarou, Sophie apenas concordou, um mordomo se aproximou do Lorde, sussurrando algo em seu ouvido, - Suelena já está aqui? Ele perguntou, - Obrigado Buttenheimer, ele agradeceu ao mordomo antes de se levantar, na curiosidade, Sophie chamou Buttenheimer para perto e lhe pediu, - Quem é Suelena? - A noiva de milorde, respondeu o homem, que já era velho e tinha uma aparência de papai noel, - Ele está prestes a conhecê-la, completou, - Noiva é... Espere, prestes a conhecê-la?! Sophie se assustou.

O grupo olhou para trás, nenhum dos nobres parecia ter notado nada, mas eles viam o jovem Lorde cumprimentando uma mulher loira, com os cabelos amarrados em dois rabos de cavalo, ela trazia dois servos consigo, e estava usando um vestido cor anil mostrando o decote, - Ela é linda... Jack comentou, com Syon também concordando com a cabeça, - Você sempre teve fraco por loiras maninho! Atacou Teresa, com tom condescendente, o Lorde parecia extremamente encantado com sua prometida, ainda que de longe não pudessem ouvir o que os dois diziam, - Ei... sou só eu ou a futura Lady não parece interessada nele? Robin perguntou, os outros tiveram que concordar, suas risadinhas e sorrisos pareciam falsos e fabricados, - Gente, não é na vida amorosa do Lorde Belmont que temos que colocar nossa missão, Jack comentou, - Estraga prazeres... Robin comentou, com Teresa concordando, - Então, o que exatamente estamos fazendo aqui? Syon perguntou, Sophie se virou para eles, - O vigia nos disse que havia uma conspiração contra nós monstros, mas temos que investigar mais profundamente, acho melhor que nos separemos, ela afirmou, Jack e Teresa pegaram o interior da mansão, afirmando que tinham experiência em não serem detectados, Syon resolveu ir falar com um bando de nobres que conversavam de pé no jardim, e antes que Sophie mandasse Robin para outro lugar, ela ficou à seu lado, ajustando as peles do vestido da Lady Wingrates, pois a dita Lady não parava de se incomodar com ele, tentando removê-lo.

Hamilton e Renée estavam em um dos maiores quartos da mansão, - É incrível como esse lugar tem pouca segurança, declarou ela, jogando os longos cabelos para trás, Hamilton procurava alguma coisa por debaixo da cama, até que saiu dela, segurando uma espécie de caixa negra, - O que vem a ser isso? Renée perguntou, - Como eu temia, uma Bomba de Energia, ele declarou, a colocando de volta no lugar, - Ei! Vai deixar ela aí mesmo? Não quer botar ela em um lugar mais perigoso não? A mulher berrou, - Quieta Ômega, se eu mexesse um pouco mais ela detonaria automaticamente, - Oh... comentou ela, - Então, só o que sabemos é que um grupo de monstros quer a fortuna do Lorde, e quer ela destruíndo ele? Ela perguntou, - Mais ou menos isso, Alpha notou, com um tom estranho, os dois olharam pela janela, verificando que já era noite, os convidados deviam estar chegando, - Ômega, procure por mais bombas no sótão, e talvez mais evidências da identidade de nossos monstrinhos! Anunciou o chefe, - Sim Sim, grande queijo, ela brincou, pulando por uma entrada na parede.

Após terem sido conduzidos de volta para a mansão, com o começo da festa, Syon voltara para perto das garotas, as dizendo que não ouvira nada suspeito, exceto uma fala sobre a ''grande caçada'' que deveria ocorrer naquela noite, - O lorde comentou que saía para caçar com meu tio e o pai dele, Sophie os disse, - Talvez seja um grande evento para depois, Robin postulou, - O MAIOR evento para a festa de hoje! Uma voz declarou por trás, os três se viraram, lá estava o Lorde em pessoa, ele pegou Lady Wingrates pela mão e a conduziu à uma valsa no meio do salão, - A Grande Caçada será quando todos já tiverem se confraternizado e tomado alguns goles, ele delatou, - Muito interessante, Sophie comentou, rubra na face, - Fiquei sabendo que conheceu sua futura esposa, ela voltou a dizer, - Sim, ela vem da Latvia, linda moça, educada... Meus pais arranjaram para que nos envolvessemos, antes das mortes trágicas deles... O Lorde assumia um tom triste, que apenas deixava a Harpia ainda mais enfatuada com seu charme, - Me... desculpe por tocar no assunto... Ela pediu, - Não se preocupe, apenas se divirta... ele exclamou, os dois continuaram a valsar, com Robin e Syon olhando de longe, - Quais as chances dessa ''Grande Caçada'' ter a ver com nossa tarefa aqui? Perguntou o Medusa, - Todas, replicou a Dainslef.

Teresa já havia procurado por alguma coisa, qualquer coisa incomum nos andares inferiores, e não achara nada, até encontrar um grande estábulo do lado de fora, ao lado da mansão, levando para os campos, não parecia nada fora do comum, exteriormente, mas algo dentro dela a fez olhar por dentro, haviam várias baias, embora agora estivessem vazias, marcas de garras, e pêlos populavam o local, a pequena Dullahan então notou uma trilha de sangue que conduzia para fora do estábulo, - Mas o quê...? Perguntou-se, porém as portas abriram-se por trás dela, - Sinto muito Mademoiselle, mas terás que sair deste local, é perigoso, ela se virou, encarando Buttenheimer, que a fazia sinal para sair, muito cortês, ela obedeceu, mas notou uma mancha de sangue por trás das vestes do mordomo... No Sótão, Jack encarava a mulher de cabelo e vestido negro de antes, - Eu achei mesmo voc6e estranho, anunciou ela, mudando completamente seu tom prévio, que era divertido, para um timbre sério, - Eu não sei do que você está falando, ele declarou honestamente, a mulher pegou uma pedra da bolsa branca que segurava e a jogou contra Jack, que colocou um dos braços, se defendendo, mas assim que a pedra o tocou, transformou-se involuntariamente, - Pega-pega, é você... ela declarou, segurando uma espada em cada mão e parecendo ter sede de sangue, ele conjurou uma foice para se defender. Após uma ou duas horas de chatisse, os convidados foram novamente escoltados para fora, nas escadarias e varandas externas da mansão, onde ganharam binóculos, Lorde Jean sentava-se em uma espécie de trono, em uma parte mais alta, e anunciou, - Que a caçada comece! Muitos de seus servos, que estavam à cavalo, empunhando espadas e lanças, na orla do mata além do jardim, se colocaram em posição, e a seguir, muitas feras saíram da mata em disparada, o público ficou em choque com o tamanho das criaturas lupinas, mas Sophie, Syon e Robin só puderam dizer uma palavra, - Lobisomens!
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Capítulo 13: Vive La France! - Parte 3

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Abr 04, 2013 3:31 pm

Syon e Robin não conseguiram segurar Sophie, ela subiu escada a cima, com uma mão, agarrou Lorde Jean pelo colarinho, - Madame Wingrates!! Brigou ele, balançando a cabeleira despenteada enquanto ela o arrastava para o salão superior, nenhum presente percebeu, pois estavam com a atenção voltada à caçada, onde os servos de Belmont, montados em cavalos, caçavam às criaturas pelo extenso campo, cravando-os com espadas ao achá-los, a Dainslef e o Medusa não aguentaram mais, e pularam os corrimãos, indo em direção dos homens, - Não vamos machucá-los, apenas nocauteá-los! Syon gritou, Robin concordou com a cabeça. Jack continuava trocando golpes com a mulher, mas ela parecia estar ganhando dele, ''Ela é uma humana normal? Como pode?'' Ele perguntava-se, - Quero saber qual é seu grande plano! Ela ameaçou, seus olhos cinzentos refulgindo na luz da lua cheia que entrava pela janela, - Já lhe disse que não tenho plano algum, estou aqui com meus amigos para resolver um problema! Ele respondeu, - Que problema? Retirar a riqueza do Lorde? Ela perguntou em tom sarcástico, - O quê? Ele indagou, antes de ser derrubado, quando ela estava prestes a furá-lo, ele invocou um escudo, fazendo-a recuar, e com uma espada combinando, ele voltou à ofensiva, os dois compararam as credenciais de manejo de espadas, e ela eventualmente ganhou de novo, retirando o chicote de aço tradicional dos caçadores, de sua bolsa, - É uma caçadora? Ele perguntou, ela não disse nada, mas o Dullahan apenas se espetou com a sua própria espada, a dando para a mulher, - Use meu sangue para conferir, ela ainda estava suspeitando dele, mas se aproximou da bomba próxima aos dois, e ao averiguar as auras com um óculos especial, viu que não batiam, - Desculpe e venha comigo, ela notou, prática e rápida.

Um baque surdo foi ouvido, o Lorde caiu ao chão, - Como você pôde? Sophie lhe perguntou, - Não entendo o que está me perguntando! Ralhou ele, pedindo para ser solto, - Você está se aproveitando dos Lobisomens, eles são tão válidos como vocês humanos! - Que falta de sentido é essa? Lobisomens? Ele franziu o cenho, - Não finja que não sabe! Ela gritou, ele agora percebia que lágrimas de raiva escorriam dos olhos dela, - Achei que você era bom... Ela comentou, - O que... quis dizer com ''vocês humanos''?, ele perguntou, um pouco constrangido, mesmo que não entendendo o porquê, o que ele viu o fez arregalar os olhos, rasgos apareceram nas costas do bonito vestido de Sophie, suas mãos tornaram-se garras de rapina, e suas asas tom de caramelo saíram de suas costas como uma planta florescendo, - O que você é? Ele perguntou, chocado, - Uma Harpia, os Lobisomens que você está caçando são monstros, assim como eu! Ela anunciou, o Lorde cobriu a boca, - Eu não... sabia.. quem os pegou foi... - Buttenheimer o mordomo! Um dos servos ganiu, enquanto Robin aplicava-lhe uma trava em sua perna, o obrigando a falar, Syon o nocauteou com um golpe na nuca e os dois correram para dentro da mansão.

Um vez lá dentro, Robin e Syon encontraram-se com Sophie, que descia com o lorde da parte superior, com Jack e uma bonita mulher de perfil amazônico e com Teresa, que voltava dos estábulos, - Quem é ela? Robin perguntou, apontando para a mulher que vinha com Jack, - Uma caçadora maluca, ele respondeu, a mulher o encarou com cara feia, - Sou Renée Lupes, caçadora Ômega do grupo ''Matilha'', ela explicou, assumindo agora sua personalidade divertida, - Eu já ouvi falar de vocês, têm prendido cada vez mais Monstros infratores, Sophie descreveu, - Eu conheço você! Estava estagiando em Baal Stolas, naquele gabinete... ridículo... notou ela, Sophie concordou, - Nós temos coisas para fazer! Teresa anunciou, - Estamos à par da situação? Jack perguntou, - Meu mordomo, Buttenheimer, me trouxe essas exóticas criaturas das montanhas aqui perto, eu não sabia que eram Lobisomens! O Lorde defendeu-se, - O quê? Lobisomens? Renée perguntou, - Estava... promovendo... Ele começou, ficando vermelho, - Ele não sabia o que fazia, Sophie explicou, - Agora isso faz um pouco mais de sentido... Vamos! A mulher declarou, liderando a linha, que ia para o salão de entrada, esbarraram no chefe de Renée, que exigiu explicações das identidades deles, mas os liberou.

- Ômega! É bom vê-la aqui, achei uma maneira de desligar as bombas, venha comigo! Alpha a ordenou, - Ufa ainda bem, achei que ia ter que trabalhar com amadores, já pensou? Ela brincou, correndo para cima com ele, silenciosos para não chamar atenção dos convidados, que assistiam o nada, pensando que os servos iriam voltar a qualquer minuto da mata, com as estranhas criaturas. Alma e Lorde Belmont entraram no saguão de entrada, percebendo chocados, que lá estava o mordomo, em frente à uma janela, segurando a futura esposa de seu chefe e com uma faca contra o pescoço dela, os guarda-costas dela no chão, desmaiados ou mortos, - Ora ora ora, mestre Jean, apenas agora descobre de onde mesmo a sua fortuna vem? Ele riu-se, sua voz ecooando pelo local, - Tráfico de criaturas inteligentes? É isso que tornou os negócios de caça de minha família? Que confiei à você? Ele gritou, - Não tenho culpa se o lordezinho não sabe cuidar de seu dinheiro, ele retrucou, Jack e os outros transformaram-se, assustando tanto o mordomo quanto o Lorde, Jack mandou uma cortina de fogo contra Buttenheimer, que soltou a dama, a empurrando contra o fogo, mas o Dullahan o encerrou, correu, e pegou-a, - Vou levá-la para segurança, explicou ele, Teresa e Robin chegaram perto dos homens no chão, - Eles estão desmaiados, mas vivos, precisamos tirá-los daqui! Robin gritou, porém, elas foram atingidas na nuca, as derrubando ao chão, Jack gritou por elas, mas logo desmaiou também, Sophie, Syon e o Lorde foram deixados sozinhos, enquanto percebiam que a noiva e seus guarda-costas também eram oponentes.

- Ela está aí embaixo, ele apontou, Renée abaixou-se, colocando a mão por baixo da cama, para alcançar a bomba, mas rapidamente fechou a mão em punho e jogou o pó que estava sob a cama em seu chefe, o cegando temporariamente, ela saiu de baixo da cama e o chutou, o mandando contra a parede, - Você me insulta! Achou que eu não perceberia? Que vocês estavam ajudando o mordomo! Ela gritou, Ele pareceu não entender por um momento, mas logo desistiu de fingir - Como descobriu? Ele perguntou, - Porquê diabos as bombas estariam em cômodos e no sótão? Nenhum convidado viria aqui, e além do mais, uma atividade ilícita como aquela ocorrendo internamente e vocês recebem isso como um terrorismo? Sei que nossa administração é burra, mas nem tanto, - Isso é o que eu pensava de você também, delatou ele, - Nós dois sabemos que você me conhece muito melhor que isso! Ela denotou, desferindo outro chute contra ele, porém, o homem, que mais parecia uma muralha, segurou o pé dela, a derrubando, mas com sua outra perna, Renée laçou-lhe a cabeça, ele livrou-se do golpe, mas precisou soltá-la, ela tentou passar-lhe uma rasteira, mas ele desviou, indo agora para uma barragem de socos, acertando-a na cara, ela limpou um pouco do sangue na boca e desviou-se da seguinte dose de socos, os dois saíram do quarto, ele a agarrou pelos ombros, a imobilizando, - É o seu fim, ele sorriu, ela também, cuspiu-o na cara com o sangue de sua boca socada, o fazendo soltá-la, ela retirou seu chicote e o enrolou, terminando por rolá-lo escada à baixo.

Os dois guarda-costas vieram direto para Sophie, segurando espadas em punho, ela esperou até o último segundo e os mandou voando com uma corrente elétrica, teve de se defender, pois o mordomo começava a atirar facas contra ela, suas asas batiam nas pequenas armas, as desviando de sua trajetória, a mulher encarou-se com Syon, ela empunhava, assim como Renée anteriormente, uma espada em cada mão, ele defendia-se com o bastão, mas não parecia poder pegá-la de surpresa, seus golpes eram rápidos e fortes, não deixavam nenhuma abertura aparente, uma das facas voou por cima de Sophie, atingindo Jean no peito, Sophie correu para ajudá-lo, mas Syon chegou primeiro, curando a ferida com Magia de Cristal, deixando a garota para lidar com a loira e com o mordomo, - A dama falsa precisa de ajuda? Perguntou a mulher, enquanto suas espadas batiam na de Sophie, - Olha a hipocrisia! A Harpia notou, e então viu que o mordomo escapava pela porta da frente.

- Um grito de guerra foi ouvido, Renée fez uma entrada dinâmica no aposento, chutando as portas, ela atingiu a ex-colega com uma voadeira, a derrubando, - Vai atrás do Sebastian, eu cuido dessa aqui! A Caçadora encorajou, Sophie demorou um segundo para entender que ''Sebastian'' era Buttenheimer, mas abriu as asas e foi atrás dele, A loira engoliu em cheio, sabia que não era páreo para Renée, e deixou que ela a amarrasse, Sophie atravessou de rasante o jardim e lançou uma rajada de vento, derrubando o mordomo fugitivo, ela o trouxe para Renée, que o atou aos seus outro quatro membros de equipe, - Achei que os conhecia! Ela rosnou para eles, antes de pegar um papel, e escrever um bilhete, o qual ela colou na testa de seu ex-chefe, ela pegou uma chave de seu bolso, e abriu uma das portas do aposento com ela, revelando ser uma chave de transporte mágico, - Vão direto para a prisão! Ela zoou, chutando um por vez para dentro, deixando Hamilton por último. - O que será de mim agora? Não podendo continuar com essa atividade nojenta? Jean perguntou à Sophie, que estava à seu lado, ela o olhou nos olhos, - Você vai precisar andar com suas próprias pernas, ela falou, deixando-o com a resposta simples, ela e os amigos, que haviam acordado, saíram dali, preparando-se para serem transportados por Chariot, Renée os parou, - Nós não estamos encrencados com a lei? Estamos? Teresa perguntou, - Que besteira, a gente ajuda e se ainda se complica! Robin notou, - Não é nada disso, elas os assegurou, - Sabem, junto com aquela cartinha, eu também comuniquei minha demissão, não conseguiria voltar agora que minha equipe virou do mal, e coisa e tal, disse ela, apertando o vestido negro, - Sim, pode vir conosco, já sabíamos que sairíamos daqui com um novo aliado, Jack sorriu para ela, que aceitou, e todos foram transportados dali.


Última edição por Jack Jerripher em Qua Abr 17, 2013 12:15 pm, editado 1 vez(es)
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Capítulo 14: Maternidade

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Abr 11, 2013 5:43 pm

"Porque jamais esquecerei, e ela me comove,
vossa estimada e boa imagem paterna ,
quando no mundo, uma vez por outra,
me ensináveis como o homem se torna eterno."


Dante Alighieri, Inferno - Ensino

Alguns dias se passaram desde que os membros da alma, com a mais nova integrante, Renée, voltaram de Paris, Renée ficou no mesmo quarto que as outras garotas, pois havia mais uma cama disponível, tudo sendo considerado, Renée se adaptou bem à Alma. Syon estava lavando pratos na cozinha, enquanto os outros discutiam sobre quais trabalhos estariam esperando por eles no futuro, - Me deixe, a caçadora anunciou sua presença, assustando Syon um pouco, ela pegou o prato das mão dele, e tornou à secá-los, - Eu... estava sendo inadequado? Perguntou o jovem, - Oh não, não imagina, é que eu gosto de serviços domésticos, você pode ir lá com o resto, ela explicou, Syon fez um sinal afirmativo com a cabeça e dirigiu-se para a sala, - Ela te liberou? Teresa perguntou, Syon lembrou-se que o mesmo acontecera com ela ontem, - Sim, disse ele, - Essa mulher, é como se fosse uma mãe para nós, ela tem até nos feito o jantar desde que chegou! Robin explanou, a turma concordou, Sophie se levantou de seu assento, e sem nenhuma palavra, subiu para seu quarto, - Ela... Começou Jack, - Deixa que eu descubro, Robin completou.

Após esperar que ela saísse do quarto, Robin entrou sorrateiramente, tentando não fazer barulhos, ela passou pela cama de Renée, que era a primeira, pois as garotas não quiseram ocupar uma cama tão próxima à porta, pela sua e pela de Teresa, e então chegou na da Harpia, que era a última, vasculhou-a com seu olhar, até encontrar a ponta da capa de um caderno saindo da escrivaninha à seu lado, ela o pegou e o abriu, revelando ser o diário de Sophie, ''Explica porque ela trazia penas e tinteiro para a cama'' Pensou ela, o que conseguiu ler nele a fez abrir um sorriso de orelha à orelha. Na sala, onde todos, menos Robin e Renée. agora estavam, uma batida veio à porta, - Será que é um trabalho? Perguntou Jack, antecipando, ele se levantou, e abriu a porta, pronto para dar as boas-vindas, porém, teve que reagir rápido, pois quase levara um machado na cara, ele pulou para trás, assustando à todos, carregando a arma estava um garotinho, devia ter em volta de seus oito ou nove anos, ele tentara novamente cortar Jack, mas ele esquivou-se, acabando por invocar uma lança de justa para se defender, - Você não pode ferí-lo, é uma criança! Syon declarou, - Criança ou não, é ele que está tentando me ferir! Jack anunciou, antes de desarmá-lo, e derrubá-lo ao chão com a traseira de sua arma.

- Quem é você e por que está atacando? Perguntou Jack, - Não fale comigo, eu sei que vocês estão com minha mamá! Berrou ele, jogando seus longos e crespos cabelos loiros para a frente, ele estava vestindo o que parecia ser um traje de batalha tribal, incluindo pinturas faciais, - Nós não sabemos do que você está falando, admitiu Sophie sem emoção alguma na voz, além de pura honestidade, - Quem te perguntou?! Ralhou ele, mas parou assim que virou-se para fitá-la, seu queixo caiu, e ele estava corando, - L-linda! Exclamou como um sussurro, mas todos ouviram, e tiveram um ataque de risadas, excluindo Sophie, que reclamou audivelmente, - Por que sempre comigo? Antes de enterrar a face atrás de um livro, sentando-se em uma cadeira com força, - Argh! Eu não posso me distrair! O que fizeram com minha mam... Mas a sua frase foi silenciada, - Eu fiz doces caseiros para meus coleguinhas! Declarou Renée, entrando na cena só naquele momento, mas a travessa que segurava foi derrubada, o garotinho selvagem se jogou em seu colo, a derrubando, - Renée! Gritaram Jack, Syon e Teresa juntos, Teresa em particular, parecia ávida em tirar o garota de lá, mas o que ele disse fez até Sophie sair de seu livro, - Mamãe! Gritou ele, afofando a face de sua mãe com sua cabeça, e abraçando-a, - Bem, isso foi inesperado... mas você podia ter nos dito que tinha um filho, Robin postulou, após ter voltado para baixo, para ver do que se tratava a confusão.

- Vicenzo, onde está seu pai? Ela perguntou, o garoto, que tinha os mesmos olhos cinzentos da mãe, respondeu apenas que não sabia, - Aquele... Começou ela, - Mas suponho que eu também tenha agido errado, por não ter ido visitá-los após minha missão, me desculpe Vic, ela pediu, acariciando a face dele, - Tudo bem, agora eu estou contigo! Ele disse, feliz, sua expressão foi tão fofa que agiu como charme para Sophie e Robin, mas Teresa continuava quieta, e trocava caras feias com ele quando ninguém estava olhando, eventualmente, Vicenzo largou da mãe e sentou-se em uma cadeira em uma mesa próxima à saída de trás, ele ainda olhava feio para todos ali que não fossem sua mãe, - Vicenzo hein? Não sabia que era italiana, Sophie denotou, - Por lado de minha mãe, e meu marido, mesmo que não estejamos mais juntos, mora em Florença com o Vic, Renée explicou, voltando a falar, - Eu... queria realmente vê-los mais, mas meu trabalho não permitia tanto... Ela disse, com a voz pesada, Robin aproximou-se dele, cobrindo a mão dela com a sua, - Renée... porque não passou na casa de seu filho nesse tempo que estamos aqui, ou nem tocou em seu nome? A caçadora tremeu, mas logo respondeu, - Vicenzo admira minha profissão... ela explicou, - Fiquei sabendo... Jack comentou, tocando o rosto onde o machado de Vicenzo quase o golpeara, - Sei que agi errado, e preciso me retratar, declarou ela, - Mas primeiro, precisa quebrar a nossa barra! Robin declarou, pegando ela pela mão e levando até Vicenzo, Jack, Teresa e Syon foram junto, mas Sophie, que parecia estar de mau humor, continuou lendo.

Robin aproximou-se do garoto, - Vicenzo, quer me ajudar? Ela pediu em voz baixa, - E porque te ajudaria, é feia, não é como aquela senhorita ali! Apontou ela pare Sophie, Robin ficou branca, - Não ligue para ele, Renée desculpou-se, - Você é linda, não se preocupe, Jack a confortou, fazendo-a corar levemente, - A questão é, que descobri que hoje é o aniversário de Sophie, todos ali tentaram conter a surpresa, - Se é para ajudar aquela bela senhorita, eu faço! Vicenzo respondeu. Eles não tinham tempo para presentes, mas Renée voltou à cozinha, sendo assitida por Jack, para preparar mais lanches, enquanto Robin e as crianças, que continuavam a brigar silenciosamente, pegavam antigos talheres de luxo que haviam sido guardados, - Parece que o Jack também não foi um exemplo de cuidar de crianças, riu-se a Dainslef, após uma hora, todos se reuniram na cozinha, de onde espiavam Sophie lendo o jornal na sala por uma tapeçaria solta, - 1... 2... 3... FELIZ ANIVERRIO! Pularam todos de trás da tapeçaria, trazendo cada um uma travessa de lanches, eles os largaram na mesa de centro e partiram para abraçar Sophie, que ainda estava paralisada de choque, - Então... quantos aninhos? Perguntou Robin, Sophie respondeu primeiro com um olhar de ''ladra de diários'', e depois disse que fez 45, - Puxa você é a mais nova então, Robin riu, as duas fitaram Renée, que estava cara de espanto, - Eu esqueço que vocês monstros envelhecem de maneira nada lógica, declarou ela antes de abraçar o filho, Sophie sorriu e deu um beijo na bochecha dele. Mais tarde, no comecinho da noite, ainda comendo, o grupo da Alma olhava Renée e Vicenzo conversando no quintal, - É difícil para os dois, por um lado o Vicenzo admira muito a mãe, e por outro, ela teve de largar de ser caçadora... Syon notou, eles então viram que embora Vicenzo estivesse choroso, eles haviam se abraçado, o grupo apertou os ouvidos contra uma janela, para escutar melhor, - Acho que já que você tá lutando pelo bem, eu posso aceitar que você goste de monstros.
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Capítulo 15: Os Julgamentos do Deus da Guerra

Mensagem  Jack Jerripher em Qua Abr 17, 2013 1:30 pm

"Tão fiel fui ao glorioso ofício,
que perdi o sono e a saúde."


Dante Alighieri, Paraíso - Fidelidade

Numa calma manhã, Renée e Jack treinavam seu manejo de armas escondidos nos fundos da mansão, Syon lia o jornal na sala, e Robin entretinha Teresa com uma de suas novas rotinas de dança, todos tiveram que parar o que estavam fazendo, porém, pois ouviram um grito vindo dos andares de cima, preocupados com Sophie, os cinco subiram apressados, encontrando uma cena um tanto estranha. O Vigia que havia ajudada Alma anteriormente estava caído ao chão, e Sophie o ajudava a levantar-se, - Será que alguém pode explicar o que houve? Perguntou Robin, - Me desculpem pelo susto... mas esse senhor apareceu no quarto sem avisar! Declarou a Harpia, se desculpando com o velho por empurrá-lo, - Quem é o caquético? Perguntou Renée, os outros lembraram que ela não o conhecia ainda, mas não tiveram que dizer nada, - Bom dia cara Renée, eu esperei conhecê-la, mas infelizmente estive ocupado nestes últimos dias, você pode me chamar apenas de Guia, ou Vigia, como quiser, eu ajudei a movimentar a Alma para seu papel predestinado, explicou ele, enquanto apertava sua mão, Renée mantinha uma expressão de suspeita sobre tudo aquilo, - Predestinada é...? Murmurou ela, - Por falar nisso, por que você está aqui? Syon perguntou, todos perceberam que não haviam realmente perguntado essa questão tão óbvia.

- Creio que a Srta Merryweather possa explicar melhor do eu mesmo, ele denotou, com um tom gentil, porém, ela parecia estar incomodada com algo, - Aconteceu alguma coisa? Jack perguntou, preocupada, mas a garota apenas suspirou fundo e falou, - O teste, - Teste? Mas que teste? Teresa indagou, olhando para o irmão, que deu de ombros, Sophie então começou a explicar melhor, - A cada 500 anos, os antigos deuses, ou os representantes destes deuses, regulam uma série de eventos, como uma competição para ver quem merece herdar as técnicas dos antigos, e eu, como monstro grego, recebi o convite para participar, mostrou ela um envelope pardo que tinha na mão, - Por que escondeu isso de nós? Syon perguntou, Sophie não conseguiu esconder, - Ei espere! Syon, você também tem origens gregas, por que não recebeu o convite? Robin indagou, - Deve ser por que nem ao menos consto na relação de meu país... postulou ele, Teresa e Jack se entreolharam, eles não constavam em relação alguma, tendo sido criados em um palácio em uma dimensão paralela, - E o que o velho tem a ver com tudo isso? Renée perguntou, em tom de piada, - Eu estava somente lhes passando a próxima missão, ou melhor, passando-a para a Srta Merryweather, - Poderia explicar a tarefa melhor desta vez, é que na última o senhor nos jogou em Paris, sem nem ao menos saber muito o que precisávamos fazer, Jack discorreu, - É realmente um milagre que tenham conseguido juntar forças comigo para esclarecer as coisas Renée argumentou e ela estava correta, - Não se preocupem, só o que precisam fazer é deixar a Srta Merryweather participar, e ganhar, ele explanou, antes de desaparecer por completo, - Apenas ganhar, isso nem me preocupou! Sophie denotou sarcasticamente, - Odeio quando ele desaparece assim... Comentou Robin.

Sophie abriu o envelope, e uma força os sugou para dentro do papel, imagens distorcidas e invertidas giravam perante a visão deles, com um horrível sentimento de frio na barriga se apoderando, até que os seis caíram com os traseiros no chão de uma encosta, podia-se ver o mar, a colina era remota, com apenas pedras afiadas e gaivotas voando, um pequeno traço de praia com a maré turbulenta estava por baixo, - Acho que estamos na Grécia, Teresa afirmou, - Papel predestinado, hã... Murmurou Renée, - O que foi? Jack lhe perguntou, - Você por acaso sabem qual é esse papel? Ela indagou, - Até onde eu sei... ajudar monstros a se encaixarem na sociedade, Syon denotou, - E como vocês normalmente fazem isso? Ela voltou a indagar, curiosa, - Salvando monstros bons, matando monstros e pessoas ruins... Robin contou nos dedos, - Tudo bem então! Renée concordou, disposta, - Olhem! Sophie apontou, e realmente, podiam ver uma abertura na face do rochedo da colina onde estavam, depois de uma breve descida, sem nenhum acidente, entraram pela abertura, sendo conduzidos à uma úmida caverna, com musgo cobrindo algumas de suas superfícies, ela era claramente encantada para ser maior do que parecia por fora, a luz mal entrava nela, refletindo-se em rasgos devido ao formato de sua entrada, não precisaram andar muito, pois logo se encontraram em uma espécie de audiência iluminada por diversas tochas bem espalhadas nos cantos, com muitos monstros de todas as espécies em pé, parecendo estar preocupados com um palco vazio à frente deles, alguns se viraram para olhar para o grupo, que para se misturarem, voltaram à forma original, Syon mantendo os óculos para não petrificar ninguém, deixando apenas Renée e alguns Bruxos e Bruxas com aparência humana, - Constrangedor... Ela suspirou.

De repente, uma mulher e um homem, ambos de cabelos de fogo e togas brancas com detalhes dourados apareceram no recinto, - Irmãos filhos da mãe Grécia, estamos reunidos aqui neste dia tão importante para escolher quem herdará as técnicas secretas de uma deusa grega, nesta cerimônia, a Deusa da Guerra, da Estratégia e da Sabedoria, a poderosa Atena! A mulher declarou, aplausos foram ouvidos, - Espere um instante, os deuses gregos foram reais? Robin perguntou, - Pelo que sei... não, mas o pleno poder de culto e adoração dos humanos criou forças místicas, que podiam ser representações de deuses, explicou Sophie, - Uau, você sabe mesmo muito sobre isso, Syon se surpreendeu, - Um pouco, respondeu ela, envergonhada, quando se virou, alguns quantos livros caíram de sua mochila, ela rapidamente começou à apanhá-los, seus amigos puderam ler o título de alguns, ''Sabedorias de Adoração'', ''Os deuses dos humanos'', ''cultura humana antiga'', entre outros, - Sophie, se queria participar do teste, por que não nos disse? Perguntou Teresa, - Eu... não quero mais falar sobre isso, disse ela antes de se afastar do grupo, que apenas se entreolhou em confusão.

- Creio que todos aqui que foram escolhidos para participar já leram a descrição dos testes, Anunciou o homem, de beleza ''adonesca'', não houveram protestos da audiência, por isso, ele e a mulher, ambos com olhos cinzentos penetrantes, seguraram um a mão do outro, e um brilho azul se irrompeu pela caverna, quando deram por si, Jack, Robin, Teresa, Syon e Renée, junto com alguns poucos monstros, e o casal de branco, que flutuava em posição central, estavam no que parecia ser uma escadaria, a mesma que uma platéia no coliseu, - Mas o quê? Robin perguntou, eles então olharam para baixo, onde ficaria uma arena, se tivesse uma, porém, o que viram maravilhou à todos os presentes, é como se estivessem vendo uma visão panorâmica vista de cima da caverna de antes, podiam reparar que ela era agora como um labirinto, e conseguiam ver os participantes na entrada da caverna, assim como uma tocha de brilho dourado, em uma das pontas da caverna, enquanto tochas de fogo normal estavam nas outras extremidades, - O primeiro desafio é simples, os participantes que chegarem à tocha dourada poderão prosseguir, vocês têm duas horas para completar o percurso, magia e técnicas foram apagadas pela duração dos julgamentos! A mulher anunciou, energética, uma parede de armas se ergueu ao lado dos participantes, cada um segurou uma, o grupo pôde ver que Sophie havia ficado com uma lança simples, - Vai nessa, garota! Renée gritou, logo sendo seguida pelos outros, - Sem mais nenhuma demora... comecem! Gritou o homem.
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Capítulo 16: Conheça o Deus da Guerra

Mensagem  Jack Jerripher em Sex Abr 26, 2013 2:03 pm

Desculpem pelo atraso, estive um tanto ocupado.

A competição havia começado, alguns dos participantes lutavam ali mesmo na entrada, eliminando boa parte dos oponentes logo no começo, porém, já sofrendo danos e ficando cansados, por tais motivos, os mais inteligentes já haviam zarpado para o começo do labirinto, no meio do tumulto, ficou difícil para Jack e os outros acompanharem Sophie, passaram-se uns bons minutos até Renée poder gritar, - Ali! Apontando para um escuro corredor em uma passagem de paredes afiadas, de repente, um homem alto e de cabelos raspados apareceu atrás dela, - Cuidado! Berrou Teresa, mesmo que Sophie não pudesse ouvi-la, por sorte, a garota desviara do golpe de seu machado, - O que pensa que vai fazer com esse palito de dentes, gracinha? Zombou ele, - Eu, Tarok o ameaçador, não deixarei que você me escape, pois todos se curvarão aos meus p-! Parou ele, ao ser atingido no estômago pela lança, a platéia pareceu ficar contente, batendo palmas, Sophie não disse nada, apenas continuou em seu caminho.

Em certa altura da prova, quando nenhum oponente parecia estar se aproximando, Sophie sentou-se no chão, encostada na parede, o público que estava assistindo pareceu ficar confuso, ficavam sussurrando coisas no ouvido alheio, e seus amigos ao lado apenas davam de ombros, Robin então deu voz ao que todos estavam querendo saber, - O que ela está fazendo? Ela perguntou, - Deve estar apenas se focando, Especulou Jack, não tendo melhores alternativas, os outros tiveram que concordar, porém, ela estava fazendo algo muito mais importante, mesmo que também envolvesse a concentração, ao parar, Sophie conseguia sentir as energias à sua volta, e como a tocha de chama dourada era sem dúvida feita de magia, ela estava tentando achar seu caminho correto pela leitura de energia.

A Harpia levantou-se, estava prestes a mudar de direção quando um corte superficial apareceu em seu braço, ela o segurou, sentindo dor, e olhou em volta, não havia nada e nem ninguém, ''Impossível, eu estava lendo as energias, se alguém estivesse perto eu saberia!'', pensou ela, ''A menos que... tenham escondido muito bem sua presença...'' mas ela não teve mais tempo para pensar, uma dor aguda passou por sua perna, e outra por suas costas, ela correu na direção que havia lido, olhando por cima do ombro para ver se algo viria atrás dela, nada, mas ao ver o rasgo em suas costas, viu que o tamanho da lâminas era diferente da que havia cortado seus membros, ''E se não for apenas um!?'' Percebeu, ela cansou-se de fugir e bateu suas asas, batendo-as ao seu redor, ela ouviu um baque como se alguém tivesse acertado sua asa esquerda e sido arremessado, mas ao olhar naquela direção, não havia nada, ela decidiu esperar, e parou no meio do caminho, a antecipação da multidão parecia queimar, os próprios amigos de Sophie estavam com dificuldade para respirar, de súbito, duas lâminas cortaram o ar, mas a garota não foi ferida, ela havia desviado de ambos os golpes, quase sem sair do lugar, ela segurou os braços de seus atacantes, dois monstros parecidos com camaleões, mas com lâminas saindo dos braços, e os jogou contra a parede, incapacitando ambos, a multidão bateu palmas, enquanto Sophie limpava o sangue das feridas e prosseguia.

Após algum tempo, trocando de caminhos e escolhendo esquinas para virar, no que a Harpia pensara ter se passado uma hora, a caverna inteira foi iluminada com uma luz púrpura, que logo se extinguiu, - Mas o quê? Perguntou um competidor, Sophie apenas agora notou que ele estava ao seu lado, e isto pareceu ser mútuo, uma outra garota e um senhor de idade apareceram na mesma antecâmara, estavam prestes a se enfrentar, quando a mulher de cabelos vermelhos resolveu dar um anúncio, - Esperem, bravos competidores, vocês terão que enfrentar agora o último teste! - Eu pensei que a caverna fosse só o primeiro! Declarou a outra garota, de cabelos loiros encaracolados, e olhos escondidos por franjas, ''Podia aquela luz roxa ter representado o fim da primeira parte?'' Sophie se perguntou, - Mas nós nem vimos a chama dourada! Vociferou o homem, barbudo e careca, com aparência ameaçadora, mas sua colocação foi logo respondida, um fogo dourado pairou sobre a antecâmara, e dele saiu um homem de altura estatuesca, seu físico era de se invejar, e seu longo cabelo dourado dava a impressão de ser uma juba, quando combinado com a barba da mesma cor, vestia uma armadura negra com panos de branco imaculável, seus olhos eram de um verde brilhante, - Conheçam o deus da Guerra! Anunciou o homem de cabelos vermelhos.

A multidão estava empolgada demais para ver o que estava acontecendo fora da antecâmara, mas Syon via que ambos os anunciantes pareciam trocar palavras um para o outro em segredo, - Esse deus parece... homem demais para ser a Atena, Renée brincou, e de fato, todos aí perceberam, sabiam que tanto Atena quanto outro deus grego, Ares, seguravam o título de deus da guerra, mas haviam claramente dito que este era um concurso pelos poderes de Atena, o que estava acontecendo? O homem soltou um rugido, que só não fez a caverna desabar por ser sobrenaturalmente revestida, - Como vamos lutar com isso? Perguntou a outra garota, - Não sei, mas ficando parado é que não é! Anunciou o velho em roupas de monge, que não havia falado até ali.

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Capítulo 17: A Herança dos Deuses da Guerra

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Maio 02, 2013 2:58 pm

O velho monge retirou três objetos de suas longas mangas, eles eram longos e estavam conectados por correntes de aço, os três feitos de madeira e o da ponta possuía uma grande lâmina em formato de uma lua crescente, os amigos de Jack o olharam, e tinham certeza de que, caso ele fosse um filhote de cão, estaria abanando o rabinho pela arma que não conheciam, o velho então chacoalhou os três, segurando na ponta sem lâmina e os objetos se uniram, formando apenas uma lança, - Esta é uma Yan Yue Dáo, uma das mais letais armas feitas pelo homem! Anunciou ele, com a voz ráspida, o deus da guerra não parecia incomodado, a anunciante do evento riu junto com o homem, e estalou seus dedos, o velho monge explodiu em pedacinhos, cobrindo as paredes com seu sangue, sua letal arma caída no chão, o anunciante masculino então falou: - Armas além das obtidas no começo do teste eram proibidas, mas agora podem usá-la, Sophie viu então que essa competição realmente não era brincadeira, sabia que não teria outra chance, mergulhou e pegou a arma ao dar uma cambalhota, e foi bem na hora, pois o deus passou seu massivo braço, que teria a acertado caso não tivesse se movido.

A garota de franja pulou, segurando seu cutelo, ela o desceu com toda a força contra o oponente, - Esse seria um golpe mortal... começou Renée, - Se tivesse acertado, completou Robin, na verdade, o cutelo havia mal perfurado a pele do homem, que segurou a garota com sua outra mão, flexionando o braço, o cutelo que nele estava cravado foi lançado para cima apenas com a força muscular, a garota viu o que estava por vir, e por isso lutou bravamente se desvencilhar, Sophie queria ter desviado o olhar, mas tudo aconteceu tão rápido, o deus da guerra segurou o cutelo que caia e com um simples gesto para o lado, decapitou a garota, jogando seu corpo contra a parede, foi nesse ponto que parte da multidão que assistia a competição tentou fugir, mas onde quer que estivessem, não haviam portas, - Lamento por isto, o senhor Ares pode ficar violento, respondeu o homem, rindo-se, o público, não sabendo mais o que fazer, apenas sentou-se de novo, Sophie foi a próxima a atacar, usou a lança, a girando para desferir um corte transversal nas costas do deus com a ponta afiada, ele virou-se para agarrá-la, mas depois de ver do que ele era capaz, a garota pulou rapidamente para trás, e usou suas asas para desviar do chute com o qual ele quase a acertou, o segundo homem que competia com ela usou essa oportunidade, para atacar Sophie, ao invés do deus, e atirou meia-dúzia de estrelas ninjas contra ela, que não conseguiria desviar à tempo, porém, o deus da guerra, em um flash, apareceu entre ela e os projéteis, e ergueu sua juba, explodindo um fogo dourado que decimou as armas e consumiu o competidor em um inferno de destruição, levando metade do aposento com ele, o deus se virou, e com uma voz realmente estrondosa, declarou, - Os anunciantes podem até permitir tais táticas, mas eu não admito!

Sophie não pôde deixar de ficar impressionada com o puro poder do deus, mas sabia que agora era entre ele e ela, a Harpia sorriu, não querendo transparecer sua ansiedade, jogou a lança simples que recebera na entrada, o deus a quebrou em pedaços ainda no ar, meramente ao rugir com enorme intensidade, ''Ele não podia se parecer mais com um leão, forte e imponente'', pensou Sophie, e aí que uma ideia lhe surgiu, não pôde ficar pensando por muito tempo, o deus apareceu à sua frente em um flash, era uma técnica relativamente comum para qualquer monstro bem treinado, ela não sabia exatamente o nome, mas quando percebeu, levou um soco no estômago, voando contra uma parede, seus amigos levantaram-se de seus assentos em pânico, Renée precisou restringir Syon para que ele não invadisse o campo para curá-la, marcas de rachaduras permearam a caverna, Sophie cuspiu sangue, seus orgãos internos provavelmente haviam sido danificados, e ela podia dizer que havia quebrado pelo menos duas costelas, estava prestes a ser golpeada com outro soco, ali mesmo na parede, mas ela retirou um objeto do bolso, os óculos de Syon que ela havia guardado, o deus parou em seu caminho, com o braço erguido, tempo o suficiente para distraí-lo, com um giro forte, ela conseguiu aplicar um golpe certeiro, atingindo o mesmo ferimento que a outra garota havia parcialmente perfurado, ela conseguira amputar o braço de Ares, surpreendendo até mesmo os anunciantes, sem falar em todos que assistiam.

A garota, mesmo que quebrada, voltou a assumir posição de combate, porém, nem ao menos sentia seu corpo, e via tudo em branco, ''seria efeito dos ferimentos?'', perguntou-se, mas o que ela ouviu, ao invés de um novo soco, foi um aplauso, ao dar por si viu que estava sentada sentada em uma luxuosa poltrona de couro cinza, uma mulher, muito bela, seus cabelos compridos de fogo tocavam o chão, tinha olhos de ave, porém cinzentos antes de amarelos, seus cílios tinham pontas de cor metálica, como em certas aves, tinha uma marca de beleza na ponta do olho esquerdo e outra abaixo dos lábios vermelho e cheios, usava uma tiara metálica com a gravura de um coruja, e vestia apenas um túnica normal, que cobria apenas os seios na vertical, juntando-se abaixo deles, - Muito bem, minha herdeira, disse ela, com profundo orgulho na voz, abanou a mão, e tanto o homem quanto a mulher anunciantes apareceram, Sophie ainda estava sem palavras, - Obrigada pelos seus serviços, querida, Atena agradeceu à mulher anunciante, que desapareceu sem deixar traços, e em seu lugar apareceu um cópia física exata de Sophie, mas vestindo as roupas que a mulher de antes vestira, - O que significa isto? A Harpia perguntou, - Nossa graça sempre utiliza seus herdeiros como anunciantes em seus torneios, aquela mulher estava apenas tomando seu lugar temporariamente, enquanto não era escolhido um novo herdeiro, respondeu o homem, - E você, quem é? Ela indagou, - Este é Erictônio, meu filho e outro herdeiro de minhas técnicas, a deusa respondeu.

- Filho, achei que era uma deusa donzela, Sophie afirmou, - Sou filho adotivo, é uma longa história... Ele denotou, antes de arrastar a ''nova anunciante'' para o mundo de fora, - Vamos ao assunto principal? Atena sorriu, piscando um dos olhos, - Sim, por favor, respondeu a Harpia, uma luz loira piscou próxima à seu rosto, era o deus da guerra, estava olhando para dentro de seus olhos, - Muito bom, muito bom mesmo! Declarou, sentando-se ao lado de sua irmã, ele não era mais tão alto, mas ainda era imponente, - Atena, eu preciso lhe perguntar uma coisa, começou a garota, a deusa não respondeu diretamente, mas tinha seus olhos fixos na Harpia, - Vocês... quero dizer, como deuses, existem mesmo? Ela temeu que fossem rir de sua pergunta mal elaborada, porém ambos a fitaram estoicamente, - Certamente que não, Ares respondeu, cortando à frente, - Não somos deuses como os humanos imaginavam, não passamos de monstros com poderes exaltados, tenho que admitir, Atena concordou o com o irmão, - Mas então... os mitos, o que fizeram, as batalhas que causaram! Sophie erguera-se da poltrona, uma parte de seu mundo havia efetivamente caído, - Receio que você não esteja focada no que é importante, A bela deusa respondeu, Sophie permaneceu em silêncio, - O que importa mesmo é a fé, a crença, você não tem ideia de quanto poder o mero fato de acreditar em algo lhe dá, - E quando essa fé se torna coletiva... bem, nós nascemos, moldados por humanos, e não o contrário, deuses não criaram o mundo, anjo, respondeu Ares, enquanto bebia um vinho, - Então, eu me recuso! Ela respondeu, com sangue nos olhos, - Recusa...? Atena perguntou, não movendo as pálpebras nem um pouco, - Me recuso a receber poder de deuses falsos, disse ele, calmamente desvencilhando a Yan Yue Dáo em três pedaços, extremamente desapontada, mas para sua surpresa, foi aí que Ares caiu na gargalhada, - E quem disse que era poder que eu ia te dar, exatamente? Atena indagou, ela segurou um bastão com um círculo na ponta, que brilhou, e um pergaminho velho flutuou à frente de Sophie, que o pegou, nele eram contidos ensinamentos de técnicas, mas o grego era arcáico, ela conseguia ler o primeiro, porém, e dizia ''Toque de Zeus'', - Se você vai ou não usá-los, é escolha sua, disse Atena, Sophie agradeceria, mas a deusa da guerra e da sabedoria não estava mais lá.

Ares ergueu-se de seu assento e andou até ela, batendo em seus ombros, - Você é forte, inteligente, decidida e bela, quatro qualidades que eu prezo em uma mulher, Sophie não sabia o que fazer ou dizer, - É minha descendente favorita! Ele riu alto, - É uma pena, meus herdeiros são só valentões, tem a primeira qualidade, mas nenhuma das outras três, Atena sempre teve sorte, bufou ele, em uma mistura de riso e raiva, parecia uma espécie comum de boêmio alegre, sentou-se novamente, - Ares, sobre os competidores... Sophie começou, - AH! Quase me esqueci, isso prova sua mente! Ele bateu palmas, e duas dezenas dos participantes, os que Sophie imaginara terem morrido durante o desafio, apareceram, a garota de franja correu para longe de Ares, que não soube nem como desculpar, Sophie olhou em volta, não achou o homem com quem competira por último, - Não posso reviver charlatões, Ares negou-se, - Estou surpresa que possa reviver para início de conversa, mas quando notou, Ares não estava mais no aposento, - Ele não poderia, normalmente, mas já que o torneio era dele e de Atena, as vidas que aqui entraram eram suas responsabilidade, Sophie estava agora falando com a outra Sophie, anunciante por Atena, e estava cercada por seus amigos, estavam no mundo real de volta, - Eu já expliquei tudo para eles, Sophie2 afirmou, antes de desaparecer, seus amigos a abraçaram, - Uau! Essa foi uma das lutas mais bacanas que já vi! Teresa denotou, Sophie sorriu, aceitando os méritos, - Me dá, quero ver o prêmio, ah, grego antigo! Renée gritou, chateada, devolvendo o pergaminho como brincadeira, na sáida da caverna, Sophie se virou e jogou a nova arma para Jack, - Toma, não gostei muito do toque, ela explicou, os olhos de Jack brilhavam, Syon correu para perto da amiga, - Nunca consegue ser sincera, não é? Brincou ele, ela se irritou e o socou no ombro, mesmo que não admitisse, ela gostara de seu prêmio, - Outro dia, e outra viagem maluca! Robin comentou alegre, enquanto o grupo sentava para ver o pôr do sol na colina da praia.
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Re: Pendulum [fic]

Mensagem  Marshall C. Duke em Sex Maio 03, 2013 8:48 pm

Estou gostandu de Pendulum igual como da grave, mas... tive alguns problemas, eu realmente acho que vc exagerou com a Sohpie cortando o braço de um Deus.
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Re: Pendulum [fic]

Mensagem  Jack Jerripher em Seg Maio 06, 2013 2:02 pm

Estou gostandu de Pendulum igual como da grave, mas... tive alguns problemas, eu realmente acho que vc exagerou com a Sohpie cortando o braço de um Deus.

Estou grato que esteja gostando de Pendulum e de Grave Academy, pois dedico boa parte de meu tempo às duas, e realmente quero que mais e mais pessoas venham a conhecê-las, e é claro, todos podem fazer colocações sobre o que acham de ambas, porém, tenho três pontos a tocar sobre seu comentário.

1) Tem uma forma, na escrita, que se chama ''liberdade literária'', isso significa que autores podem escolher um tema e falar dele de sua maneira, seja esta inventando regras, ou até mesmo funcionamento de mundos e universos; No universo da Grave, e logicamente estendendo à Pendulum, Deuses não passam de monstros muito poderosos, e não é impossível que percam partes do corpo, ainda mais pois serem deuses antigos, que, no momento da história que aparecem em Pendulum, não são mais tão cultuados pelos humanos, que perderam a necessidade pelos deuses gregos no tempo de Aristóteles, e portanto, como foi escrito no próprio referido capítulo, a força e os poderes deles vêm da crença dos humanos, e já que os humanos não estão mais cultuando estes deuses como outrora o faziam, eles estão mais fracos.

2) O braço do Ares vai voltar a crescer, e com isso eu já estrago a surpresa que ele aparece novamente para a frente na história.

3) E último ponto, mas talvez o mais quintessencial, eu lhe mandarei por meio de mensagem privada, pois não desejo o seu envergonhamento perante à todos.

- No Aguardo, Jack Jerripher.
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Capítulo 18: A Convocação dos 4

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Maio 09, 2013 1:32 pm

"A contradição não consente
o arrependimento e o pecado ao mesmo tempo."


Dante Alighieri, Inferno - Coerência

A grande e pesada porta de aço havia se aberto no alto da torre negra, dela saiu o Vigia, que bufava, seu capuz estava caído, revelando seu cabelo branco e sua barba combinando, seu rosto, que normalmente tinha uma expressão jovial, demonstrava agora uma carranca, '' O que eles estão pensando?'', aquela porta dificultava muito o seu caminho em idade avançada, e os passos pela desnivelada escada de pedra da alta torre eram ainda piores em suas pernas, pois os ossos e os músculos já haviam se deteriorado pela erosão do tempo, ''Querem que eu continue mandando os meninos em missão após missão... e ainda querem que eu não os explique nada? Não posso mais deixar a situação assim, Não posso!'' pensou ele para si, ao finalmente chegar em seus aposentos, olhou novamente para a porta de ferro no topo, que barrava o caminho para ''os puros'', ''Só por que não podem sair dali não significa que devem dificultar o acesso para os outros, bando de egoístas, muito puros, ah sim! muuuito puros'', ele pensou com seus botões, antes de usar um portal, ergueu seu capuz e mudou sua expressão facial, ''A farça acabaria ali''.

Na Inglaterra, os membros da Alma finalmente podiam voltar para a sua sede, estavam todos empapados em uma substância verde e pegajosa, Jack abriu a porta para os outros, que estavam igualmente cansados, mas diferentes dele, não estavam sérios, mas riam da experiência, até que Renée, que ficara por último, fechou a porta para ele, - Você tem que parar de ser tão sério, ela lhe afirmou, - O que quer dizer? O Dullahan lhe perguntou, fingindo não ter entendido, - Sabe... sorrir não dói, pelo menos desde que eu cheguei aqui, pude ver que todos os seu sorrisos, ou eram falsos, e quando não eram, ainda faltavam emoção! Ela declarou, se aproximando dele, ela era mais alta e imponente, e por isto meio que o botava contra a parede, - Não sei como é a história de vocês dois, começou ela, se referindo à ele e à irmã, mas agora vocês tem outras preocupações, e se algo o está incomodando, por favor nos conte! Ela suplicou, - Eu ainda não sei do que você está falando, disse ele, tentando evitar o assunto, percebeu que todos estavam olhando para a conversa dos dois, mas fingiram se preocupar com coisas mundanas para que eles não parassem, - É como se eu pudesse te empurrar, e você cairia duro, sem mudar a expressão facial, Ela brincou, - Onde eu quero chegar com isso? Sorria! Ela explanou, apertando as bochechas do garoto antes de deixá-lo sozinho.

Jack estava prestes a pedir para que ela não fizesse mais aquilo, mas parou, e todos também pararam o que faziam, pois o Vigia havia acabado de aparecer no meio da sala, - Oi velhinho! Teresa, que se ocupava em apertar Typho, exclamou, ele movimentou a mão com seu grande robe branco para dar um oi para ela, - Nós não podemos ter um descanso se quer, podemos? Robin riu-se para não chorar, - De fato, sei que andaram ocupados ajudando com problemas monstruosos aqui em Londres, porém receio que essa matéria que lhes trago seja de cunho mais global, ele falou, - Não me leve à mal... mas sua explicação poderia ser depois que nós nos livrarmos desse muco? Syon indagou, - Eu realmente gostaria de saber o que é isso, ele denotou, - Meleca de bicho do pântano, Sophie respondeu, irritada, - Não foi uma vista bonita, foi como balão de festa, explicou Robin, o Vigia estalou os dedos, e o muco foi sugado das roupas de todos, - Bom, isso é conveniente! Renée afirmou, - Vão querer estar sentados para o que vou lhes contar, o Vigia explanou.

Após terem todos se acomodado, e ficado em silêncio morto por alguns minutos, o velho homem puxou seu capuz para baixo, e tentou começar a falar, - Por que veste isso se nós já vimos seu rosto? Teresa perguntou, com inocência, o velho sorriu para ela, e olhou de um para o outro, - Eu trabalho para uma organização, a Proteggere, ele explicou, - Proteger, Renée traduziu, mesmo sem necessidade, - Somos nós que arquivamos as profecias verdadeiras, e ajudamos a mantê-las, nossa organização sempre esteve aqui, desde o amanhecer da humanidade, passamos por vários nomes e vários membros, cada um perdendo seu nome, e adotando a alcunha de Vigia, as profecias boas, nós ajudamos a realizar, as más, fazemos o melhor para evitar que aconteçam, - Como assim profecias verdadeiras? Como sabem separar as que são de verdade se elas ainda não se comprovaram? Jack perguntou, - Toda profecia deixa uma assinatura mágica, e pode-se conferir essa assinatura no vidente que a teve, ele explicou, - Tem alguma sobre nós, não tem? Syon perguntou, - Sim, mas não os cita por nome, porém, é extremamente difícil que exista outra organização formada por dois Dullahans, uma Harpia, um Medusa, uma Dainslef e uma Caçadora, ele riu, - E o que ela diz? Sophie indagou, o homem fechou o sorriso, e começou a narrar, - Foi um dos meus primeiros trabalhos após a iniciação, fui à uma pequena tribo nômade na Irlanda, fui visitar uma jovem que diziam ter poderes mediúnicos, se chamava Cassandra Liddel, - É claro que ela se chamava Cassandra, Sophie riu, - De fato é uma coincidência enorme, ele remarcou, mesmo com ninguém além dele e da Harpia conhecendo a história de Cassandra.

Entrei na tenda não esperando muito, pois posso garantir que profecias verdadeiras são muito mais raras do que as falsas, porém, em apenas ver o rosto de Cassandra, senti em sua aura que era uma verdadeira vidente, ela narrou como viu um grupo formado por os mesmos monstros que vocês, se reunindo na Inglaterra e formando uma associação, ele parou, ao ver que todos o encaravam profundamente, - E que vocês eventualmente parariam um grande mal que almejava voltar para esse mundo, todos ali engoliram em seco, - Que mal é esse? Robin perguntou, - Não ficou claro na visão dela, mas Proteggere agora já tem uma boa ideia do que seja, vejam bem, na verdade, esse mal não deveria ressurgir agora, mesmo em visões verdadeiras, podem haver erros e mal comunicações, e nós garantimos nossa ajuda para parar um grande mal, porém, não poderíamos saber que ele voltaria tão cedo, e isto já está fora de nosso controle, temo eu, - E vocês têm certeza mesmo de que sabem o que é? Renée perguntou, - Antes, não, mas agora, é quase incontestável, tudo o que vem ocorrendo nesse ano mesmo, o dobro de problemas entre monstros e humanos, o ataque à Árvore do Mundo, o torneio de Atena sendo antecipado, são todos sinais minhas crianças, de que o mal mais antigo está conseguindo passar por uma rachadura em sua prisão, - O mal mais antigo... Jack murmurou, olhando para Teresa, que o olhou de volta, - E partindo para a próxima missão, que também é um dos sinais, ele afirmou.

- Qual é desta vez? Syon indagou, - Temo que seja o maior teste à suas habilidades até agora, e espero que estejam à sua altura, mas confio em vocês, ele explanou, - Por favor, nos diga, Sophie denotou, preocupada como os outros, - Os quatro animais sagrados, ele comentou, ninguém ali pareceu entender, até que Teresa tirou um livro dali de perto, e folheou as páginas, ela mostrou para o Vigia, que a parabenizou, e colocou o almanaque em cima da mesa de centro, nele estava um desenho de uma cidade típica japonesa, e em cada ponto cardinal, uma fera desenhada, no sul, um pássaro vermelho, no norte, uma tartaruga negra, ao oeste, um tigre branco, e ao leste, um dragão azul, - Esses são quatro deuses protetores do misticismo japonês, - Protetores? Então por quê são uma ameaça? Jack perguntou, - Pois houve uma grande perturbação nos poderes emanados por eles ontem à noite, é como uma onda de energia, que certamente não lia como uma onda protetora, mas mais como devastadora, - Ontem choveu a noite inteira, muito pesado com trovoadas, vindas do nada, Sophie comentou, com seus poderes afinados com o clima, - Sim, anomalias climáticas podem ser causadas exatamente por tais ondas, O Vigia comentou, - Lembram de tempestade quando a Árvore do Mundo foi atacada? A Harpia perguntou, e todos, menos Renée, responderam em afirmativa, - Eu preciso que vão para Kyoto, cidade principal de adoração aos deuses, para ver o que há de errado, lá deverão encontrar uma emissária que os ajudará a entender o problema e como prosseguir, e a propósito, uma embarcação os espera nas docas hoje à noite, para levá-los o mais rápido possível, conseguimos enfeitiçá-la para encurtar a viagem, ele explicou, - Não podemos só aparecer lá, poof? Robin indagou, - Não, não é possível, as culturas orientais, o Japão incluso, sempre tiveram modos de não permitir com que ''espíritos malignos'' como nós monstros entremos lá por magia, Jack explicou sarcasticamente, - Tomei a liberdade de pedir o barco emprestado para um amigo de vocês, o Vigia os explicou, surpreendendo à todos, - Quem? Syon perguntou, - Creio que seu nome era... Jean Belmont.

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Capítulo 19: Pérola Branca

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Maio 23, 2013 3:38 pm

A viagem à bordo da SS. Mary-Dalve não seria muito longa, graças aos encantamentos lançados sobre ela, porém, ela realmente parecia ser assim para Sophie, que fazia de tudo para evitar a presença de Jean, que ocupava-se procurando pela Harpia, - Ela foi por ali, Jack apontou-o para a proa, mentindo, Jean o agradeceu e passou por ele correndo, - Pode sair agora, Teresa bateu na porta a qual estavam em frente, e dela saiu Sophie, esbaforida, - Você não devia ter se escondido no depósito da pesca, Robin constatou, Sophie a olhou com uma expressão que dizia ''Não me diga!'' Enquanto ela saia para lavar os cabelos daquele cheiro desagradável, notou que faltava um de seus amigos, - Onde está o Syon? Perguntou, estranhando a falta do garoto, - Também gostaríamos de saber! Teresa afirmou, - Eu queria que ele me ensinasse a bordar, disse ela com os materiais em mãos, - Ele borda? Sophie cutucou Jack, que apenas deu de ombros, a garota então se retirou, para sua cabine, na parte inferior. Syon, no entanto, estava na cozinha com Renée, - Você tem certeza mesmo do que estaremos fazendo em Kyoto? Ela perguntou, - Por que me pergunta? Ele retrucou, ocupado em ajudar o cozinheiro, - Está com frio na barriga? Ele voltou a perguntar, - Bem, é que são deuses, nós vamos enfrentar deuses, não sei se todos estão aptos ao trabalho... Ela notou, um pouco envergonhada, - Você quer dizer eu? Ele perguntou, a mulher viu então que o ofendera, porém não conseguiu retratar-se antes de vê-lo sair pela porta, ''Eu não gosto mesmo de brigas, mas sei me defender!'' Pensou ele, irritado, percebeu que estava sendo ridículo e então voltou à cozinha, porém, no caminho, passou pela escadaria que levava às cabines, e viu Sophie e Jean na porta do quarto dela, se beijando.

A maioria do grupo estava dormindo quando a embarcação chegou no porto de Kyoto, Teresa, Jack, e Renée foram acordados rudemente pela tripulação, que os conduzia até o armazém de cargo da SS. Mary Dalve, - Isso é mesmo necessário? Renée perguntou em meio a bocejos, - É complicado, Sir Jean Belmont começou, - O imperador está apenas aceitando embarcações de carga, e por isso, queremos que se escondam entre as caixas de chá, ele notou, - Não só isso, mas a postura da cultura japonesa atual e nós de aparência caucasiana, mesmo que não sejamos humanos, é... bem... Sophie não conseguia achar a palavra, mas Jean completou, - Xenofóbica, ela sorriu para ele, fazendo com que Syon entrasse sozinho em um caixa e a lacrasse, a Harpia o deu um olhar confuso, mas foi logo encaixada com Renée, enquanto Robin, Jack e Teresa foram postos juntos, o irmão segurando sua irmã no colo, mesmo com seus protestos de ser muito grande para isso, um bando de homens subiram na embarcação através de uma prancha, e encontraram-se com o capitão, contratado por Jean, era um homem asiático, chamado Totomaru, ele fez um sinal de reverência, e os homens logo carregaram as quatro caixas para uma rústica casinha como depósito, após serem deixados à sós por algum tempo, os jovens abriram as caixas e saíram discretamente, ainda precisavam andar um bocado para chegar em Kyoto mesmo, - Na verdade, agora que estamos dentro, podemos nos transportar, disse Jack, estalando os dedos, os transportando com Hierophant.

Uma vez na cidade imperial, todos foram maravilhados por sua elegante, ainda que rústica, beleza. Kyoto era a capital do japão e casa da família real (*Nota 1*), deveriam procurar o bairro de Gion, mas tal tarefa não era exatamente difícil, pois notavam já de entrada o fluxo de homens com armaduras e trajes elaborados de seda passeando pelas ruas de braços dados com as famosas gueixas, e todos pareciam estar saindo de uma parte específica da cidade, que era justamente o distrito que buscavam, pois o bairro de Gion era conhecido por ser o lar das belas acompanhantes de luxo. - É exatamente como nos livros, Sophie encontrava-se maravilhada, Robin coletava quaisquer artigos turísticos de valor cultural que podia, com alguns yenns que havia ganhado quando ainda tinha sua troupé, os tons de vermelho e dourado da cidade eram realmente muito belos, passaram por uma casa de chá, até serem convidados a entrar por uma bela dama, vestida com um kimono branco e obi vermelho-vivo, ela falava um inglês ainda tropeçante, mas havia os reconhecido, pois eram os únicos gaijins (*Nota 2*) ali, - Vocês devem ser os representantes da Alma, disse ela, eles todos concordaram, - Me chamo Uru Barentain, ela afirmou, e o grupo levou um certo tempo até notar que seu nome era Ur Valentine, mas ela não o pronunciava como eles o fariam, - Valentine... você tem descendência inglesa? Perguntou Robin, interessada, - Meu pai era um emissário inglês na região, e foi aqui onde cresci, ela constatou, o grupo percebeu logo sua breveza nas respostas, parecia querer chegar direto ao ponto.

Ur os conduziu até uma mesa na vazia casa de chá, ela leu o kanji na entrada para eles, - Significa ''Pérola Branca'' ela os disse, - Nome bonito! Robin notou, esperando uma resposta que nunca veio, Ur não era das mais falantes, - o grupo sentou-se comportadamente nas cadeiras, pois não queriam ofendê-la, ou à seus costumes, - Indo direto ao ponto, as quatro bestas sagradas foram acordadas de seu sono habitual antes de seu tempo, e a partir de minhas leituras de energia, acredito que tenham sido corrompidas por algo malévolo, ela explicitou, - Algo ''malévolo''? Perguntou Robin, - Tenho certeza que, devido à seus feitos, notaram que as energias do mundo estão mudando cada vez mais neste ano, mas não sabemos o que significa, a dama respondeu, - Então, a senhorita também é... um de nós? Syon perguntou, embaraçado por poderem interpretar a pergunta como uma ofensa, mas a mulher apenas concordou com a cabeça, levando todos a se surpreenderem, - Que espécie você é? Teresa perguntou, curiosa pelas espécies nativas daquela terra, Ur sorriu brevemente, talvez por ela mesma estranhar dizer aquilo, mas sua ínfima palavra deixou todos de beiço caído, - Dragão, ela respondeu, - Isso é incrível! Robin e Teresa reagiram, dando-se as mãos.

Ur materializou seu braço na forma original, uma pata alva e com escamas, muito maior que um braço humano, tinha acentos de pelos anil, mas as características mais proeminentes eram três garras metálicas e cinzentas, com cerca de 15 centímetros de comprimento em cada um de seus dígitos, ela então abruptamente entalhou um círculo na mesa de madeira, e com alguns movimentos de sua mão de Dragão, uma camada de gelo se formou dentro deste círculo, e então prontamente derreteu, deixando apenas água em seu centro, - Você não só é um dragão, mas controla gelo ao invés de fogo? Incrível! Robin remeteu, - Na verdade, posso usar ambos, ela respondeu, gentilmente, Robin apenas ficou com sua cara de surpresa, nos cantos cardinais da mesa, símbolos de escrita japonesa foram entalhados, e liam, em sentido horário: Tartaruga, Dragão, Ave e Tigre, respectivamente, - Tais são nossos deuses guardiões, explicou ela, - Não penso que precisarão combatê-los, mas precisam passar por provações individuais para purificá-los, - Mas somos seis, e existem apenas quatro deidades, Sophie notou, temo que dois precisam ficar aqui comigo, embora desses dois, um tenha talvez a maior provação de todas, Ur denotou, - A Teresa fica, mas não será ela, a garota demonstrou uma expressão facial mútua de desapontamento e entendimento do por que ela havia sido excluída, seu irmão se aproximou dela, mas ela o calou, dizendo que entendia que era muito pequena para tal, - Eu posso ficar também? A pergunta repentina vinha de Robin, e surpreendeu à todos, Ur confirmou, - Você tem certeza? Jack a perguntou, - Não se preocupem comigo! Sorriu ela, piscando um dos olhos, - Mas como vão encontrar esses deuses? Ela indagou, Ur estava prestes a responder quando a porta da casa de chá foi aberta.

Na entrada pisou uma figura familiar ao grupo Alma, era seu Vigia, estendeu a mão como um ''olá'' para eles, que, juntamente com Ur, retribuíram, porém, o velho grisalho não estava sozinho, com ele entrou um menino, em seus anos adolescentes, porém ligeiramente mais novo do que Jack, seus cabelos, loiros-prateados, eram compridos como os de Sophie, e caíam como cachoeiras em suas costas, ele possuía olhos castanhos, com anéis de ouro no meio, suas expressões faciais eram calmas e gentis, - Boa Tarde Srta Valentine! Ele cumprimentou, - ... E amigos, adicionou após ver o grupo sentado, - Oh, Jeliel, por que não me ajuda a preparar o chá? Ur sorriu, o garoto correu então para uma porta que todos assumiram ser a cozinha, - Que garoto fofo! Renée exclamou, e Robin concordou, - Ele parece exalar um sentimento de calma... Reparou, Syon, Jack e Sophie assinaram em baixo (nem ao menos imaginando que estariam trabalhando para ele no futuro). Passados alguns minutos, Ur e o garoto voltaram da cozinha com uma chaleira e xícaras de porcelana, todos tomaram a mistura de ervas esquentadas com muito prazer, - O que é? Robin perguntou, - Segredo da cozinha, mas eu conto se passarem em seus testes, afirmou o garoto, antes de se retirar, - Eu contei à ele, doce garoto... Ur notou, ela então pediu para que os quatro, Sophie, Jack, Syon e Renée, se levantassem e estendessem a palma de sua mão dominante, virada para cima, A Harpia estendeu a mão esquerda enquanto os outros usaram a direita, um vento gelado correu por cima de seus braços, e quando deram por si, Ur estava embainhando uma katana em sua saya (*Nota 3*), que ela prendia em seu obi, um filete de sangue começou então a cair da palma estendida de cada, - Isso que foi um golpe rápido, nem senti nada, técnica impecável, Jack notou, Ur apenas agradeceu com uma reverência, mas logo os quatro haviam sumido da sala, seus pingos de sangue caíram na água dentro do círculo talhado na mesa, - Parecem formar um... dragão... Robin notou ao ver que o sangue de seus amigos ondulava e tomava uma forma ao meio da água...


(1) Kyoto foi capital do Japão até o ano de 1868, quando Tóquio assumiu o posto, mas Kyoto continua sendo lembrada como capital cultural. a história de Pendulum, se passa, até este capítulo, no ano de 1665.
(2) Gaijin eram como os japoneses conheciam o homem branco até sua relativamente recente abertura dos portos, carregava a má conotação de ''estrangeiro que ali não pertence''.
(3) ''Saya'' é o nome oficial da bainha de uma katana, espada típica dos samurais japoneses.









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Capítulo 20: A Passagem de Suzaku

Mensagem  Jack Jerripher em Sex Maio 31, 2013 3:32 pm

Sophie acordou em choque, estivera caída no chão, desacordada, estava em uma espécie de caverna, em meio à terra e lama, o ar era seco e quente, ela estava sozinha, - Olá! Gritou para dentro da fenda, mas a única resposta a vir era seu eco, ela olhou para trás, mata fechada e coberta de espinhos, transformou seu braço para sua forma original, estava pronta para dilacerar os galhos obstruindo seu caminho com as garras de rapina, mas ela sabia que havia algo errado, era como se a caverna a chamasse, foi só ali que a garota olhou para o céu pela primeira vez, nem sol e nem lua lá haviam, o céu projetava uma luz avermelhada para aquele plano no qual ela acordara, - Não estou mais no Japão... e nem no mundo, pelo jeito... Murmurou ela para ninguém em particular, respirou fundo e seguiu em frente, rumo à caverna.

O ar dentro da formação rochosa era ressecado, deixando-a com garganta seca, porém, para sua surpresa, a caverna não era especialmente grande, de fato, parecia muito maior por fora, precisou apenas andar no escuro por poucos minutos, orientando-se com as mãos nas paredes, até avistar uma luz ofuscante, que mostrava-lhe a saída, - Isso foi nojentamente fácil... Ela reclamou, esperando um desafio maior, - Cuidado com suas palavras, A Harpia olhou em volta, estava em uma espécie de corredor de areia entre duas paredes de rocha barrosa, mas ninguém estava ali por perto para ter proferido a frase, de súbito, dois pares de olhos apareceram, um par em cada parede, todos amarelos como o sol, sem íris ou pálpebras, - Eu sou aquele a quem os humanos chamam de Suzaku, a Ave Vermelha do Sul, e este é meu teste para você, monstro! Disse a voz, ríspida, mas ainda intimidadora, - O que eu tenho que fazer? Perguntou Sophie, não querendo perder tempo, - Simples, ande por esse caminho, chegue até o fim e colete a chama que me revitalizará, - Só isso? Ela inquiriu, - Pode-se dizer que sim, Suzaku lhe respondeu, não respondendo realmente nada com nada, a jovem Harpia bufou, revertendo-se à forma de monstro, pois sabia que teria de enfrentar alguma provação.

O caminho realmente era longo, e ela não parecia estar chegando mais perto do final, de fato, não parecia estar se movendo, na dúvida, a Harpia gravou um círculo na parede a seu lado com suas garras, e desta vez partiu em corrida, para sua surpresa, não retornou a ver o símbolo, - Por essa eu não esperava, ela andou e andou, ainda com sede, ela conjurou um pouco de água com seus poderes e a bebeu, assim que o fez, percebeu que estava à frente de uma estranha estátua, parada no meio do caminho, era feita da mesma rocha das paredes que a encurralavam, a estátua era de uma figura aviária, tinha suas garras estendidas, muito parecidas com suas próprias, os olhos de Suzaku apareceram na face da ave de pedra, e então, uma cena começou a ser apresentada, duas figuras passaram correndo ao lado de Sophie, ela podia notar que ambas eram de crianças, uma delas um Lobisomem e a outra um Zumbi, - Esperem! Gritou Sophie, querendo ajudar ambas a saírem daquele local, mas os perdeu de vista, uma neblina agora escondia a passagem pela qual ela andava, ao ver as figuras de ambos aparecendo em meio à névoa, ela sorriu, mas sua expressão facial mudou radicalmente ao vê-los realmente, ambos estavam pendurados pelos pescoços em galhos de uma árvore, com as faces brancas como a morte, mas ainda resistindo, ao lado da árvore, um mutirão de aldeões armados com ferramentas de campo, um deles pegou uma tocha, Sophie estendeu a mão, tentando tirar a flâmula da mão do homem, mas foi tarde demais, a árvore foi queimada, os gritos das duas crianças preencheram o ar, - Malditos demônios! Gritaram os aldeões, felizes por terem matado os monstros, a cena se reverteu, Sophie estava no chão à frente da estátua, que desapareceu, a visão dos pequenos queimados estava gravada em suas retinas.

- Não... posso, não posso parar... Puxando-se com o auxílio da parede, Sophie levantou-se, chacoalhando a cabeça para esquecer o que viu, ela agora sabia que as estátuas de pássaro eram marcos para seu caminho, e ela deveria encontrar as próximas, continuou em linha reta, sua mente então começava a traí-la, imaginava os assustadores cenários que estariam à sua frente, ''Não pense naquilo'', disse a si mesma, esperando que o fato de não pensar no assunto a ajudaria a enfrentar o que viesse, ao chegar à tal conclusão, deparou-se com a segunda estátua, desta vez era de uma coruja levantando voo, com um rato em suas garras, ela a encarou, os olhos mudaram para os de Suzaku, e a segunda ensenble começava, a familiar névoa erguia-se no ar, Sophie moveu-se, após algum tempo passar sem nada acontecer, decidindo que precisava continuar, logo no primeiro passo, percebeu estar em um campo relvado, continuou olhando para baixo, para não ter surpresas na grama, traçando um caminho retilíneo, a jovem avistou o que pensou ser sangue próximo ao seu pé esquerdo, o cheiro ferrenho invadiu suas narinas, algo estava errado, ela não era uma Vampira, e portanto, não devia sentir o cheiro de sangue tão pronunciado... a menos que...

Os olhos da Harpia esbugalharam com o choque, amontoados próximos à ela estavam cadáveres, pilhas e pilhas, com o sangue ainda quente, mesmo com a temperatura baixa, escorrendo, ela os observou sem entender por algum tempo, percebendo depois que todos eram de monstros como ela, mulheres, homens e crianças, sem suas roupas, com partes do corpo quase congeladas devido ao intenso frio invernal, ela cobriu sua boca com a mão para não gritar, passou pelo meio das pilhas, até encontrar pedras, e viu que nelas haviam sido gravados símbolos com tinta vermelha, cruzes e outros símbolos religiosos, sem dúvida, era uma ''matança em nome de Deus'', como e por que matariam em nome de uma figura benevolente? Sophie nunca entendera, mas era fato que as provações da passagem tornavam-se cada vez mais brutais, a cena desapareceu, com a Harpia agradecendo, pois estava prestes a engasgar-se com o cheiro adstringente da morte.

Estava mais uma vez na passagem de rochas, embora as imagens tenham sido mais fortes da segunda vez, seu impacto foi diminuído pois ela esperava algo assim, concentrou sua mente em sua missão e seguiu andando de cabeça erguida. Dizem que não focar-se no tempo ajuda a fazê-lo passar mais depressa, essa era filosofia pela qual a garota seguia, e parecia ter funcionado, ela não via a hora de chegar ao fim, encontrou-se então com a terceira estátua, e tecnicamente com a quarta também, pois as próximas eram dois corvos de pedra, desta vez branca, cruzando-se em vôo, formando um arco na passagem, ao espremer os olhos, a Harpia podia ver uma chama vermelha em um pedestal, ''Essa deve ser a chama a que Suzaku se referia!'' Sophie pensou, e sem refletir, entrou no arco... ela nunca lamentou tanto uma escolha. Estava agora em uma rua de pedra de uma cidade, inglesa? francesa? Ela não sabia responder, mas ouvia o som de passos e de trotes de cavalo galopando por trás dela, ao se virar, deu de cara com algo inacreditável, dois Dullahans, um Medusa, uma Harpia, uma Dainslef e uma humana segurando uma espada correram através dela, e logo depois, carruagens com pessoas montadas vieram atrás, Sophie observou sem palavras os monstros que exatamente mimicavam seu grupo fugindo pelas ruelas, ela não podia mais ficar parada.

Correndo atrás das carruagens, Sophie chamou o trovão com suas asas, causando com que vários raios caíssem dos céus, porém, de nada adiantaram, pois atravessaram os constructos humanos sem nem ao menos danificá-los, não havia nada que ela podia fazer, e assim que chegou à tal conclusão, os cocheiros alcançaram os fugitivos, carregando uma arma, um senhor de terno atirou contra a humana que simpatizava com os monstros, e a matou com um tiro certeiro na cabeça, Sophie pensou em Renée e no filho da mulher, de súbito, um cerco se formou das casas próximas, encurralando os monstros que escapavam, eles tentaram implorar por perdão, mas o que Sophie vira era uma crueldade sem fim e sem raciocínio, o cerco de humanos irascíveis fechou-se contra os cinco, e tudo virou uma confusão de braços e pernas, os moradores da cidade haviam começado a desmembrá-los pedaço por pedaço, Sophie paralisara no caminho, começava agora a hiperventilar, quando a visão acabou, e ela encontrou-se cara a cara com a Ave Vermelha do Sul, Suzaku.

Como seu título previra, o grande pássaro possuía penas de cor carmesim, terminando em chamas vivas, seu bico parecia ser tão afiado que esburacaria ferro, e suas garras negras tinham tamanho de garrafas de bebida, mas o que mais chamava a atenção da garota eram os olhos, amarelos imponentes, mas ao mesmo tempo sem vida, marcas negras estavam em volta de seu pescoço - Me dê a chama! Pediu a ave, Sophie, ainda em estado de choque, olhou volta, vendo uma vareta de cor dourada, ela encostou-a no fogo, que queimou apenas sua ponta, a jovem então, moveu-se com um pé atrás do outro em direção à ave, que estava deitada no chão a poucos passos dela, encostou a chama no corpo da ave, que não se machucara, mas acendeu-se em chamas, as horríveis marcas que lembravam grilhões desapareceram da ave, que moveu seu bico, mostrando gratitude, - Obrigado, criança, por sua ajuda, agradeceu a deidade, Sophie permaneceu quieta, antes de formular sua pergunta, - Seus testes, o que significam? Suzaku encarou a Harpia nos olhos, - Uma lição, que você usará séculos no futuro, ''os inimigos não são sempre quem parecem ser'', a ave respondeu, telepaticamente, sem mover um músculo, a vista de Sophie foi ofuscada por uma luz brilhante, fazendo-a desaparecer daquela dimensão.
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Capítulo 21: O Poder de Byakko

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Jun 06, 2013 3:12 pm

Jack acordou de salto com o barulho de uma trombeta sendo tocada, não identificou de imediato onde encontrava-se, apenas sabia que havia muita areia à seus pés, ao olhar em volta, percebeu estar em uma espécie de arena de coliseu, alçapões se encontravam à seus lados, e só agora notava que suas roupas haviam sido trocadas por vestimentas de gladiador, que cobriam suas pernas, virilha, e braços, deixando o torso exposto, possuía um pesado escudo atado ao braço esquerdo, - Onde diabos... Perguntou ele, antes de ouvir uma imponente voz vinda de trás, ao virar-se, deu de cara com uma enorme fera, um tigre branco que possuía, no mínimo, o tamanho de uma mansão, estava enrolado como um grande gato dormindo, porém, seus brilhantes olhos verdes estavam bem acordados, e ele movia suas grandes garras brancas, arranhando a pedra da qual a arquibancada era feita, - Quem é você? Indagou Jack, exasperado com a situação, - Você ousa falar assim com um deus? Retornou a poderosa e intimidadora voz, mesmo que sua boca não se movesse para falar.

- Sei que não são realmente deuses, o jovem respondeu, pura e simplesmente, não houve retorno desta vez, - E além disso, estou aqui para ajudá-lo, deveria respeitar a mim, constatou Jack, - Gosto de seu jeito, monstro! Rosnou o tigre, telepaticamente, - Eu sou aquele a quem os humanos chamam de Byakko, '' O Tigre Branco do Oeste'', pensou Jack, verificando que a deidade fazia jus a seu nome, - O que precisa que eu faça? Perguntou ao animal, - Me traga aquela chama, ordenou Byakko, Jack olhou por cima do ombro, verificando que uma pira com uma flama acesa queimava ao outro lado da arquibancada, ele percorreu a arena de areia, e tentou subir no muro do outro lado, porém, algo o atingiu, derrubando-o, - Não vai ser tão fácil, garoto, murmurou o felino, ''Nunca é'' Pensou o garoto, - Como desarmo essa barreira? Perguntou ele, mas não precisou de resposta, pois quatro estátuas brancas brotaram do chão, Jack as reconheceu imediatamente, uma era de sua irmã, e as outras eram de Sophie, Syon e Renée.

Os alçapões no chão de areia se abriram, e duas gaiolas subiram, delas saíram dois guerreiros, muito maiores e bem armados do que Jack, um com uma clava e o outro segurando um machado em cada mão, suas armaduras negras cobriam seus corpos inteiros, incluindo as faces, nenhum perdeu tempo, correram diretamente contra as estátuas, o jovem não precisava ser um gênio para descobrir que sua tarefa era defender as estátuas de seus amigos, ele correu, focando sua energia em seus pés, ele chegou à tempo de levantar o escudo contra a clava do guerreiro da esquerda, que tentava atingir a estátua de Syon, em seguida, chutou-o na barriga, mas não pareceu surtir tanto efeito, ele precisou usar sua técnica, Hierophant, para invocar uma lança, que ele usou para cravar em seu inimigo, e em, seguida, uma espada curta, para empurrar e subsequentemente cortar o da direita, que se dirigia à estátua e Sophie, para a surpresa de Jack, com o movimento que fizera, conseguira decepar o braço de um de seus inimigos, porém, nenhum sangue escorreu, olhando rapidamente de esguio para o bracelete da armadura caído no chão, ele pôde ver que era oco, não havia nada por dentro das armaduras.

Um golpe pesado derrubou Jack ao chão, em seu momento de distração, fora atingido por uma machada em seu braço, que mesmo defendido por uma placa de metal, começou a sangrar, vazando por entre as aberturas, não conseguia movimentá-lo tão bem quanto antes, pensando rapidamente, chamou ao seu auxílio um porrete, e o girou em sua mão para distrair o inimigo, o acertando na cabeça ao ver que o havia confundido, o elmo do guerreiro partiu-se, e ele simplesmente desapareceu por completo, mas o Dullahan não podia se desconcentrar novamente, ao racionalizar que se machucaria menos com a armadura natural que possuía em forma de monstro, ele tentou voltar à forma original, mas não obteve êxito, olhou brevemente para Byakko, que o assistia fixamente, entendeu que esse teste colocaria à prova sua determinação, ele focou-se completamente na luta, com o porrete em mão, correu o mais rápido que podia e o investiu contra o cavaleiro de clava, o atingindo também na cabeça quando ele estava prestes a quebrar a estátua de Syon, pensando ter vencido a batalha, Jack baixou sua guarda, ledo engano... foi atingido por um ataque tão forte que o mandou para o outro lado da arena.

Suas orelhas zumbiam, centenas de cortes haviam aparecido em seu torso, sua visão era turva, limpou a areia dos olhos, em tempo de ver uma besta andando em direção da estátua de sua irmã, - Não! Gritou ele, levantando-se, e partindo para cima do inimigo, em um frenesi de golpes, nem ao menos lembrara de equipar alguma arma, apenas partiu com socos e chutes contra o estranho adversário, a nova criatura tinha um corpo esquelético, sua face era como a de um lagarto, mas suas patas eram peludas e grossas como as de um urso, sua cauda era tão comprida quanto seu corpo, e terminava em diversas lâminas afiadas, o garoto percebia agora que deveria ter sido enrolado pelo rabo da criatura, e jogado para longe, não deixaria que isso acontecesse novamente, o monstruoso animal abriu sua boca, sem dentes, mas para a surpresa do jovem, uma lâmina foi atirada da garganta do novo monstro, cravando-se em seu peito, a dor foi o bastante para tirar Jack de seu foco, o estranho o acertou com um forte soco na boca, e esticando sua cauda, cortou o braço da estátua de Teresa.

Milhões de pensamentos cruzaram o pensamento de Jack, ''E se o braço da Teresa verdadeira também cair?'', ''E se ela morrer por causa disso?'', ''E se eu não conseguir salvar ninguém?'', com uma sede fervente por sangue, o jovem invocou um par de espadas, Ancharius e Tenebra, uma branca e a outra negra, sem nem ao menos retirar a lâmina de seu peito, ele partiu para cima do lagarto, cortando fora seu rabo, e acabando sua vida com uma perfuração na garganta, continuou, portanto, em guarda, mas nada poderia prepará-lo, pois duas dúzias das estranhas criaturas apareceram do solo, todas deslizando para sua direção, com um grito de raiva, ele partiu contra a legião, desferindo cortes para todos os lados, esquecendo sua coordenação, foi arranhado pelas garras dos répteis, e esfaqueado por suas lâminas que estavam sendo disparados contra ele, conseguira derrotar a dúzia da fronte, mas um golpe de surpresa o pegou, um grupo das criaturas o amarraram com seus rabos espadados, o cortando em múltiplas partes, no torso, e entre as armaduras nas pernas, sangrando profusamente, ele viu que algumas das outras criaturas se dirigiam às estátuas, com um novo grito de guerra, conseguiu, com um movimento circular, decepar todos os rabos que lhe prendiam, e retalhando o que sobrara, sua visão embranquecia, poderia estar chegando sua hora, mas ele não ligava, em uma figura ensanguentada e cortada, ele se atirou contra os inimigos, que pareciam apropriadamente chocados com a visão de pura raiva que presenciavam, após mais cortes e retalhações, Jack largou suas armas, que desapareceram de volta para a sede de Alma, e desmaiou.

- Acorde, bravo gladiador... A voz que lhe chamava era calma e pacífica, porém honrosa, ao abrir os olhos, via Byakko de cara para ele, surpreso, Jack pulou de susto, o tigre ainda era assustador, não importa o quanto o garoto pretendesse fingir que não era, acalmou-se, apenas para duvidar de seu estado, estava coberto em bandagens, e algumas ervas saíam das ataduras, não sentia dor alguma, - Elas têm efeito anestético, mas é melhor que não se mova tanto, a voz do animal ressoou, - Como prendeu as ataduras? Perguntou Jack, - Uma deidade tem suas maneiras, agora vá e pegue a chama, apontou Byakko com sua cabeça, - Eu falhei o teste... Notou o Dullahan, - O que quer dizer? Perguntou o deus, Jack apontou para a estátua de sua irmã, agora sem um braço, - Não se preocupe, elas não são reais, denotou o tigre, mas isso não fez nada para saciar os sentimentos do garoto, que visivelmente segurava lágrimas, - Esse não é o ponto, e se fossem de verdade? Eu não poderia ter salvo... Mas ele foi silenciado, o tigre movimentou sua enorme pata, e a posicionou sobre a cabeça do jovem, seu peso era evidente, mas ele o entendeu como um gesto solidário, - Eu realmente gostei de você, criança, você tem o coração de um leão, - Vindo de um tigre? Indagou Jack, - Essa não é minha forma real, notou ele, - Você é um leão na forma real? Perguntou o garoto, - Não, mas a expressão ''coração de tigre'' não faz muito sentido... A voz magna denotou, - Agora pare e vá pegar minha chama! Demandou Byakko, o Dullahan pode ver, porém, que no pescoço do tigre, haviam marcas negras, parecidas com grilhões...

Andando pela arquibancadas, Jack não encontrou nada para segurar e levar a flama, porém, avistou algo cravado próximo à pira, uma rapieira estava cravada em um pedestal, a retirando, o Dullahan notara que sua guarda era a face de um tigre feita de um aço resistente, gostou de senti-la em suas mãos, não era nem muito leve e nem pesada demais para baixar a velocidade, sua ponta era extremamente afiada, ele a apontou para a chama, que parecia pular para a ponta da arma, a carregando para Byakko, encostou-a no corpo da fera, que ardeu em chamas, mas pôde levantar-se, e rugir tão forte que a arena tremeu, - Muito obrigado, Coração de Leão, você pode ficar com essa rapieira, ela se chama Presa das Feras, vai ajudá-lo em muitas maneiras em sua vida, afirmou a deidade, Jack o agradeceu com uma assentida de cabeça, - Minha lição para você é para que se dê conta do crescimento dos outros, o garoto balançou a cabeça, não entendendo a mensagem, mas antes que pudesse pedir para que o tigre pudesse elaborar, uma luz ofuscante o tirou daquela dimensão.

De volta à Pérola Branca, Teresa sentava no colo de Robin, ambas encarando a mesa entalhada, como se essa pudesse lhes revelar alguma novidade sobre seus amigos, - Senhorita Sierra, poderia falar conosco? A voz de Ur chamou da cozinha, Teresa pulou de seu colo, e a deixou passar, - O que querem comigo? Perguntou a jovem, - Seu teste está quase chegando, notou Ur, - Meu teste? quer dizer que terei algo a fazer mesmo? Ela perguntou, Ur assentiu, e apontou para oeste, Robin olhou para a direção apontada, e notou que uma espécie de nuvem dourada parecia sair do topo do Monte Fuji, - É para lá que preciso ir? Ela perguntou, - Sim, e é melhor que vá logo, ''ele'' está prestes a se soltar, - Quem? Perguntou ela, com ressentimento, - A quinta deidade, o Dragão Dourado do Centro, - Existem cinco? Ela perguntou, a mulher confirmou, explicando que ele era o líder dos outros quatro, e não era usualmente classificado com os outros, a garota estremeceu por um momento, mas partiu para fora do salão, - Tchau, Teresa! Gritou ela, andando em direção do sagrado monte, - Você sabe para onde ela vai? A pequena perguntou ao Vigia, que pensou um pouco, antes de responder, - Deve estar indo em direção ao seu próprio desafio, ele teorizou, antes de sorrir para a garotinha, mas algo que ele não previra aconteceu, ao encarar os brilhantes olhos azuis de Teresa, uma visão o ocorreu, pessoas fugindo em ruas escuras, alguém com roupa de palhaço absorvendo algo que parecia fumaça azul, sangue espalhado no chão, e uma estátua negra de Maria, ''O que foi isso?'' Pensou ele, profundamente perturbado, enquanto observava a inocente garota esperando por seus amigos retornarem...
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Jack Jerripher
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