Fanfic: Grave Academy.

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Capítulo 32: Comédia e Tragédia.

Mensagem  Jack Jerripher em Sex Jun 08, 2012 12:09 am

- Então pelo menos uma delas acabou... Luke comentou, amarrado com seus amigos, - Eu fiquei surpreso que eles nem eram monstros, Kain disse, mas o demônio começava a rir, com uma risada que soava mais como uma coachada, - Qual é a graça? Brenda perguntou, furiosa, a criatura continuou a rir, e explicou, - Sabem, os confrontos que acontecem fora do castelo são... Pouco importantes, no esquema geral das coisas... O demônio parecia agora pouco interessado na situação, e estava apenas olhando para o teto, ele então abanou sua mão unhuda para as telas que mostravam os confrontos dos professores, e o confronto que ocorria em Baal Stolas, e elas simplesmente desapareceram, em seguida, Blair exclamou, - Quem é você? Ela perguntou, - Ora vamos, acho que já respondi essa, sou a mesma pessoa que o palhaço, afamado por comer almas! Ele respondeu, com grandiosidade na voz, a expressão facial de Blair, porém, não mudou, e ela voltou a perguntar, - Sei disso, mas ainda não sei quem você é, a pequena criatura agora prestava atenção, e parecia estar até... contente.

Na sala da estátua da Virgem, a luta de Sophie e Jack contra suas amigas continuava, Teresa havia conjurado uma bazuca, fazendo seu irmão pular para trás, e, quase sem opção, prendeu a arma mortal com Magia de Cristal, mas Teresa simplesmente cancelou o movimento, - Jack, Magia de Cristal é genética! Sophie gritou, enquanto ela própria lutava contra os golpes sucessivos do braço direito/espada de Robin, brandindo sua espada, Abalone, que a Harpia segurava por entre suas garras de rapina. Jack mordeu o lábio inferior e então estalou os dedos, usando sua magia, Hanged Man, convocando um portão de ouro para uma dimensão de bolso, como a que ele usava para treinar Luke e companhia, e a abertura deste sugou o projétil da bazuca; Jack aproveitou e saltou sobre a sua própria técnica, enquanto ela começava a fechar, e com uma espada, cortou a bazuca de sua irmã ao meio, mas ela já havia antecipado, materializou dois bumerangues e os lançou, ambos acertaram Jack em cheio no estômago, o derrubando e fazendo-o rolar para o lado, com sorte, ele foi atrás de uma pilastra, parecendo evadir a atenção de sua fraterna oponente, - Tsc, vejo que até controlada, ela ainda continua criativa, ele comentou, dois terços surpreso e o resto orgulhoso.

Sophie continuava se esquivando dos golpes de Robin, mas a suprema agilidade e flexibilidade de sua amiga de outrora não deixava nada fácil para ela, e ainda por cima, ela não queria ferir seriamente sua amiga, o que era ''levemente'' complicado para uma luta de espadas, e bastou apenas um descuido, para que a Dainslef brandisse seu braço para cima, jogando Abalone para além de seu alcance, mas, por sorte, Sophie já vira a mestra de picadeiro em ação, e conhecia o combo que ela havia começado a aplicar agora, mesmo que ela própria não lembrasse da amizade das duas, Robin tentara um corte na altura do peito, mas a Harpia se abixou bem a tempo, em seguida, materializou a forma verdadeira de sua perna esquerda, uma foice, e a desceu, fincando-a no chão, onde a cabeça de Sophie teria estado, um segundo atrás, se já não tivesse rolado para o lado, mas o combo não tinha ainda acabado, o braço remanescente de Robin tomou a forma de uma besta, que atirava flechas presas à uma aljava mecânica, e Sophie chicoteou uma corrente de ar de suas asas, aumentada com Magia de Vento, fazendo com que as setas cravassem nas paredes próximas e algumas no chão, Sophie então juntou Abalone do chão e a jogou, fazendo-a cravar no solo entre as pernas de Robin, Sophie tocou em uma das setas que estava na parede à seu lado, e sorriu, - Que tal uma terapia de choque? Ela ativou Αφής του Δία, criando uma corrente elétrica que se expandiu até sua espada, subindo pelo corpo de Robin, a dando um choque que iluminou o aposento.

- Você diz ser um poderoso Demônio, mas ainda assim, acabou de dizer que está obedecendo à alguém, e quase nenhum Demônio vive por tanto tempo, ou tem tanto poder ilusório! A Bruxa exclamou, Luke engoliu em seco, de Demônios, Blair entendia, tinha passado uma parte de sua vida com um deles, ela sempre tentara aprender o que podia sobre a espécie, afim de matá-lo (Shade), ~ Ora vejam, Ora vejam, acho que subestimei vocês, sobretudo a ruivinha aí, bom, pois bem, não sou um Demônio comum, sou um Demônio dos Contratos, meu nome é Caronte, ele riu-sem e então deu uma debochada reverência, o nome pareceu ter chocado Gary, Kain, Blair e Brenda, Luke estava prestes a perguntar, mas Gary já respondia com sua própria indagação, - Caronte? O Caronte, você quer dizer... O barqueiro do Inferno? O Kelpie perguntara, Blair agarrou seu abdômen, como se estivesse lembrando de alguma dor, - É você que leva quem merece ao inferno! Tentou levar Blair junto com Shade ano passado! Kain gritou, Luke então teve um flash, e lembrou-se de um estranho espeto, ou garra, que havia perfurado Blair, assim que os portões do inferno se abriram para levar Shade, e percebeu que estava vendo o dono daquele membro, ~ Exato, sou eu, mas como bem sabem, eu só sigo as ordens, tanto da natureza, como de quem faz um contrato comigo, e antes que perguntem, eu não posso revelar quem foi, Caronte riu-se, o grupo sabia que Caronte não podia levar quem queria ao inferno, mas isso não os deixava exatamente calmos, ~ Logo vão descobrir, de todo o jeito, parem de ser tão curiosos! Ele voltou a mostrar sorrisos com dentes demais.

Robin se contorceu com o choque, voltando à forma humana completa, ela esparramou-se pelo chão, - O-onde estou? Sua voz saiu fraca, vacilante, e parecendo não estar acostumada com seu próprio timbre, a voz assutou Sophie e Jack, que estava perto dali, ambos podiam perceber que Robin estava de volta, mas a emoção de seus olhos, e a confusão que mostravam, desapareceu, e ela se levantou, como se não tivesse nem sentido nada, com seus olhos novamente inexpressivos, - Então se causarmos danos o suficiente nelas, podemos quebrar o controle mental do palhaço... Jack notou, Sophie concordou com a cabeça, mas ela logo teve de se abaizar para desviar-se de um golpe de espada de Teresa, que agora vinha, agora em sua direção, ela quase atingiu o alvo, pois, com seus pés descalços pisando no chão, que embora fosse de cristal, havia adquirido a dureza e o aspecto de pedra, não faziam som algum, mas Sophie podia sentir que ela se aproximava pela vibração no ar, mas por azar, não pode evitar o próximo golpe, que foi uma joelhada direta, que mandou a Harpia para uma parede, - Sophie! Gritou o Dullahan, em preocupação, mas alertou Robin, que havia voltado a ser escrava mental, e já tentava cortá-lo, ele tocou o solo, invocando, Gran Pallas, sua mais poderosa lança, que parecia mais uma lâmina extremamente grossa de espada na ponta de um poste de metal, seus detalhes em ouro conferiam à ela um brilho especial, e fizeram Robin retroceder, para evitar de ser atingida, pois sua largura já era perigosa, mesmo quando estava apenas sendo invocada, Jack então pulou para trás, e deu a mão para Sophie, a ajudando a se levantar, limpando o sangue do lábio ela segurou Abalone com força e se posicionou às costas de Jack, encarando Teresa, enquanto ele encarava Robin.


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Capítulo 33: Cortando as Linhas.

Mensagem  Jack Jerripher em Sab Jun 09, 2012 10:26 pm

- Me diga, há algum jeito de salvar aqueles que tiveram as almas roubadas? Gary perguntara a Caronte, que sorriu para ele, dizendo que isso sim era algo que funcionaria se o superior dele fosse derrotado, - Espere... Como assim ''Isso sim'', quer dizer que há outro efeito irreversível nesse planinho de vocês? Brenda indagou, o Demônio apontou para as telas que mostravam os confrontos entre Jonah e James, Carmela e Juliet, o grupo levou um tempo para entender, mas quando o entendimento da situação se mostrou à eles, Luke não pôde impedir-se de engolir em seco, - O... controle mental é permanente? Oh não! Kain declarou, observando com horror o que Juliet havia feito à Carmela, - Tem que haver outro jeito, tem que ter! Nenhuma técnica pode ser tão forte assim! Blair declarou furiosamente, fazendo Caronte tapar seus ouvidos, e depois de fingir estar surdo, o Demônio respondeu, - Sim, na verdade tem um jeito, é simples, realmente, basta cortar as linhas que estão controlando seus sentidos! Gary estava prestes a perguntar quais linhas, mas agora via que os outros tinham concentrado energia em seus olhos, e fez o mesmo, puderam observar fracas linhas azul-claro, ligadas aos corpos de Juliet, James, Teresa e Robin; O grupo estava próximo a comemorar, quando Caronte voltou a falar, - Porém... Se o controle for feito por muito tempo, ficará realmente permanente... Ele declarou, com um tom estranhamente preocupado em sua voz, - E... por quanto tempo... Robin e Teresa estão sendo controladas....? Luke perguntou, fazendo com que todos se calassem, Caronte apenas riu, dizendo que talvez fosse já trade demais para elas...

Uma superfície molhada, cor de vinho tinto, cheiro de sangue; Os sentidos estavam voltando à Carmela, que havia sido empalada pela lança de ossos de Juliet, e estava agora caída no chão, ela não conseguia se levantar, mesmo com sua cura mais rápida que o normal, o ferimento ao seu abdôme a havia deixado incapacitada, pelo canto dos olhos, podia ver o salto alto de Juliet, desta vez formado de um osso branco assim como a armadura da necromante, e conseguia agora ouvir que estava se aproximando dela, era quase como se o fio da lança de ossos fosse audível, e estivesse se aproximando de seu pescoço indefeso, prontamente a decapitando, e sendo uma Vampira, era óbvio que o poste da arma atravessaria seu coração, Carmela morreria, claro que sim, não havia jeito de ela se recuperar antes de sua inimiga a alcançar, Errado!, Os pensamentos mórbidos da Vampira de repente foram invadidos por uma voz, era a voz de sua amiga, que agora lutava contra ela, fazia muito tempo que ela não escutava a voz de Juliet, e agora percebia, mesmo que seu exterior frio não assumisse seguidamente, o quanto a voz dela era importante para sua vida, ela não conseguiria iimaginar sua vida solitária, não, desde que Joseph partira, seus amigos a ajudaram, mesmo que não soubessem, a superar a solidão, que ela mesma se obrigava a sofrer, Juliet, James, Jonah, Luke, Gary, Blair, Kain, Brenda, seus professores, todos eram importantes para ela, não podia desistir agora, era claro que não conseguiria se levantar, então não era só não fazê-lo? Carmela socou o chão, concentrando toda a sua força em seu punho, o chão quebrou, derrubando tanto ela quanto Juliet para o andar debaixo, onde não havia água que lhe lembrava sangue, ela tentou, no meio da queda, cortar as linhas que ela enxergava nas costas da amiga, mas foi parada ppor Zumbis, zumbis que não eram como a criatura, que eram corpos mortos que ganhavam consciência, eram o tipo diferente de zumbis, o tipo ''Hollywood'' de zumbis, que eram invocados por Necromantes, como Juliet.

O golpe de James havia sido forte, mas não letal, isso era estranho, pois sendo controlado, ele claramnete deveria ter conseguido matá-lo, era como se o Íncubo estivesse mostrando resistente ao controle, e agora que pensava nisso, os fios de força que se prendiam à suas costas pareciam mesmo mais difusos, É isso!, Jonah pensou, já tinha visto isso em filmes, e ouvido sobre algo parecido na aula de magia, do Professor Rayzor, monstros atingidos por golpes de controle mental poderia resistir, e até vencer o controle, se suas emoções aparecessem atrás da fachada, Jonah sabia o que fazer... Mas não tinha os meios para isso, sua energia havia sido drenada, pelo golpe com precisão cirúrgica de seu amigo, que o atingira em um ponto de pressão, sua única escolha agora era partir para a força bruta, e ele ainda tinha que desviar da adaga de James, que ele agradeceu aos cinco deuses, por conhecer a técnica do amigo, de amarrar um fio de náilon resistnte à adaga, controlando sua trajetória com telecinesía, ele podia apenas esperar que continuasse sendo apenas atingido de raspão, como estava agora, e não ser atravessado pela faca, ele porém, começou a sentir algo de errado com suas costas, quase como se seus movimentos estivessem ficando mais duros e lerdos, e ele então entendeu, com horror, havia também veneno que agia no sistema nervoso, impregnado na adaga que o acertara para remover sua energia, James sempre estava um passo à frente dele, sendo nos estudos, com as garotas, e nas lutas...

Agora que não haviam mais distrações, seu ferimento estava decentemente curado, e ainda mais importante, sua vontade havia sido trazida de volta, Carmela estava pronta para terminar seu confronto, ele disparava morcegos de energia em direção aos zumbis, que andavam arrastando-se em sua direção, enquanto produziam barulhos engasgados, mas eles eram rapidamente derrotados, a sua força estava em números, Ambulans Mortuus, a técnica que Juliet usara para convocá-los, produzia-os em grande quantidade do chão, Carmela já estava ficando cansada, quando pensou em uma forma mais rápida de combate, ela concentrou-se, e então saltou, com seus dotes acrobáticos, aterissou na cabeça de um dos defuntos, e rapidamente usava suas cabeças para pular em outro, e ela em um piscar de olhos, saltava por cima de Juliet, parecendo ter surpreendido até mesmo seu eu sem emoções, - Sabe, você é minha amiga, mas sempre quis fazer isso! Ela então canalizou Magia das Trevas em seu punho e desferiu um forte soco em sua amiga, a lançando com muita força para trás, ela então agarrou as linhas de energia, e cravou suas presas nelas, as partindo, liberando Juliet do controle mental, desacordada, e encerrando seu ataque. Como Jonah continuava a pensar, James parecia estar sempre um passo além dele, mas havia algo que seu controle mental não poderia nem começar a entender, nem se quisesse, as memórias de Jonah voltaram a quando eles treinavam nas férias de verão para esse ano de escola, e lembrou-se de contar as fraquezas de suas técnicas a seu amigo, assim como ele contara as dele, e então Jonah sorriu, e correu justamente reto em direção à James, algo que parecia ter pego-o de surpresa, e então passou ao seu lado, a adaga, que o seguia voando, continuou seu trajeto... Até cortar as linhas de energia que controlavam o Íncubo, Jonah se virou então, vendo James e a adaga caírem, ele levantou um braço e disse: - Poder da amizade, perdedores! Antes de desmaiar pelo veneno, e só acordar ao ver que James o entregava um antídoto enquanto sorria. Juliet andou até Carmela, não conseguindo mais segurar sua fachada dura e séria, a Necromante desabou-se sobre a amiga em um abraço.
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Capítulo 34: Abismo do Desespero.

Mensagem  Jack Jerripher em Seg Jun 18, 2012 8:09 pm

A emoção havia se apoderado dos jovens, apesar de estarem presos à ''sala de espera'' de Caronte, podendo apenas ver o que ocorria aos seus amigos, quando viram que tanto Jonah quanto Carmela haviam atingido seu objetivo, libertando Juliet e James do controle mental, de quem quer que fosse que os estivesse controlando, agora, teóricamente, só faltariam Jack e Sophie vencer contra Robin e Teresa, - Espero que ainda dê tempo de salvá-las antes que suas mentes fiquem daquele jeito... pra sempre, Brenda comentou, tomando em sua face expressões de tristeza, que seus amigos souberam na hora se tratar de uma lembrança do traumático evento em sua infância, Kain então rapidamente cortou o pesado clima, - Olha, aposto que aqueles dois vão conseguir, eles sempre dão um jeito! Todos concordaram com o amigo, sorrindo, mas eles ainda precisavam saber uma coisa, como se livrar da magia que os prendia às cadeiras de cristal, Brenda e Jonah já haviam tentado força bruta na entrada do castelo, com péssimas consequências, Gary os havia assoprado que, juntamente com Blair, estava tentando desenhar um triagrama que anulasse o efeito da magia, mas até agora não haviam tido sucesso. Luke havia ficado, na maior parte do tempo, quieto, falar asneiras apenas ocorria com ele quando estava irritado, mas se sentia estranhamente... calmo nessa situação, até ver a expressão de Caronte, que parecia se contorcer em um sorriso forçado, não mais sendo o debochado de antes, - O que houve? Luke questionou sem especificar, olhando para o Demônio, todos o olharam e perceberam sua face diferente, - Agora que os fantoches novos foram derrotados, o poder volta pro seu tiriteiro...

Na sala da estátua da Virgem, a batalha entre Jack e Robin, a quem havia formado um par continuava em impasse, mesmo que com habilidades naturais diferentes, suas propriedades eram parecidas, enquanto Robin tinha, ou era, um amontoado de diferentes armas, Jack também poderia se utilizar de armas diferentes, apartir de sua magia Interprét, haviam acabado de bater Gran Pallas a lança dele, com a perna/foice de Robin, com ele levando a melhor nesse caso, pois poderia se utilizar das habilidades dela para tirar seu equilíbrio, - '' Fazer uso das forças dos oponentes para você mesmo'', talvez não lembre nesse estado, Robin, mas isso foi você que me ensinou, a expressão da Dainslef não mudou nem de leve, mas ela parecia ter tentado dizer algo, sendo sufocada pela força que a oprimia, ''Bom sinal'', pensou o Dullahan, que decidiu finalmente voltar à sua forma original, a de um cavaleiro de armadura negra esquelética, e com uma bola de fogo azul pairando sobre a cabeça, ele então tocou no chão, criando um círculo vermelho de energia, ele convocou seu Familiar, Cervantes, um cavalo-fantasma que havia jurado submissão à seu cavaleiro. Rapidamente assumindo sua montaria, Jack preparou Gran Pallas, para a posição frontal, e a envolveu com seu fogo e energia, utilizando a técnica Jousting Rush ele galopou, os cascos de Cervantes ressoando sobre o piso, em direção a Robin, mas ocorreu como ele esperava, era um ataque lento demais, com amplas janelas para ela se desviar... ela o fez pulando por cima de Jack e Cervantes, e era isso que ele esperava, se virando rápido, tocou o chão com Gran Pallas, lançando uma onda de Magia de Gelo, que congelou-a dos pés à cintura, Jack então rodou seu braço, criando uma esfera de Magia de Luz e a lançou em direção à Robin, em impacto, uma explosão mais ampla de brilho, que quebrou o gelo e lancóu Robin voando para cima, e acabar caindo com estrondo ao chão, voltando à forma humana.

Sophie também estava em sua própria luta, brandia suas amplas asas, criando lufadas de vento, que eram prontamente bloqueadas pelas espada de Teresa, a garota, mesmo que um pouco destrambelhada em vida, não era de se subestimar em batalha, ela então criou uma avalanche de terra, com Magia da Terra, levantando destroços dos misteriosos cristais que formavam o solo da sala, ''Eles não contra-atacaram como fizeram a Brenda e Jonah, será que é porque ela é controlada por alguém''? A harpia pensou, logo antes de alçar vôo para escapar da onda de detritos, ela então desceu com suas garras estendidas, chocando-se contra os golpes de Teresa, que havia agira trocado a espada por um machado, com o qual ela tentava achar chances de cortar fora os pés da mulher ave, que agora começava a pensar em outras coisas, ''Será mesmo que é o palhaço que está controlando as duas? E se não for... quem é? Ela então olhou para o lado, ao ouvir os trotes de Cervantes, e viu que Jack havia vencido sua luta, mas assim que ela constatou isso, viu também que os fios de energia, que estavam presos às suas costas estavam se desintegrando, mas não pareciam ir em direção à porta, mas tracejavam uma única direção, sem enganos, vindo direto... à ela, Sophie percebeu tarde demais, as linhas azuis-claras enrolaram Teresa de súbito, lançando uma energia negra em um círculo, com Teresa como seu ponto central, acertando Sophie e a jogando longe, perto de Jack, que a ajudou a se levantar, e os dois observaram em choque, enquanto uma onda de energias negras envolviam Teresa, e então, por um segundo, desaparceu.

Os trapos que Teresa vestira já não eram mais, agora haviam sido substituídos por sua armadura da forma original, mas sua cabeça ainda era humana, ao contrário da de Jack, que, em forma original, deveria ser uma bola flamejante, Sophie observou a expressão facial de seu amigo, ele parecia tercaído em uma bacia de água fria... não, era como se ele próprio fosse o tal gelo. Teresa virou sua cabeça para os lados, abanando sua cabeleira loira para os lados, ela então estralou os dedos das mãos e se espreguiçou, tudo enquanto ria de uma maneira infantil, ela então se virou para seu irmão e Sophie, parecendo só os ter notado agora, ela então abriu um largo sorriso, com seus olhos verdes-claros, muito como os de Jack, brilhando como contas, - Consegui, eu consegui! é tão bom ter vocês dois para me ver aqui! Mano, por que você não vem me dar um abraço? Ela perguntou, apontando seu dedo indicador ao Dullahan, que já começava a andar em sua direção, mas Sophie interviu, colocando o braço à frente do amigo, - Jack, não a escute, não é a Teresa! Declarou, com raiva na voz, - Ora, como assim não sou eu? Não tá me vendo Sophie? Sou eu, sua amiga! Ela sorriu-se denovo, - Ou vou ter que pedir para que ela te conte? Assim que terinou de falar, Teresa convocou, com um aceno de mãos, e Robin, mesmo inconsciente, flutuou até Teresa, de braços abertos no ar, ela então estalou os dedos, e Robin abriu os olhos, - Jack? Sophie? Por favor, ME AJUDEM! Ela gritou, mas a boca de Teresa se fechou, e ao lançar uma olhada a mais em direção à sua fantoche, ela voltou a desmaiar, em seguida, um dos cristais da sala se projetou para cima, e formou uma espécie de trono, o qual a Dullahan logo ocupou, e pediu para que lhe mostrassem uma boa luta, e então, fios de energia novamente se enrolaram em Robin, e ela abriu os olhos, se mantedo sem expressões, se transformou em sua forma original, e assumiu condição de batalha, enquanto seus fios estavam ligados às palmas de Teresa, e Jack e Sophie ainda tentavam entender o que ocorrera.
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Capítulo 35: Círculos do Inferno.

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Jun 26, 2012 3:48 pm

Na sala de espera do castelo de cristal, todos os olhos estavam voltados para as pequenas telas de luz, que revelavam a chocante visão da luta de Jack e Sophie contra Teresa, que era, na verdade, não a marionete, mas sim a própria tiriteira, sem dúvidas, todos tentavam agora criar suas próprias conjecturas sobre o assunto em suas mentes, eles tentavam questionar, queriam questionar, principalmente Luke, que havia ganhado uma nova admiração pelo Diretor, e pensava agora em como ele seria afetado por tal acontecimento, mas foi Brenda que quebrou o silêncio, -Sabia, eu sabia que tudo ia ficar pior! Desta vez , nem Kain conseguiria quebrar o clima com uma de suas piadas, ''Sophie e Jack estão lutando, nós estamos presos, e agora Brenda está perdendo as esperanças... Não, não podemos desistir!'' Luke pensou, fechando seus olhos parabse concentrar, ele percebeu que as energias que os prendiam pareciam estar mais soltas, esta era, sem dúvida, sua deixa...

Pouco tempo houve para se recuperarem do choque, ambos Jack e ophie haviam acabado de serem atingidos por um forte estrondo de Robin, que estava sendo controlada por Teresa, cuja risada, diabolicamente infantil ainda ressoava pelo salão; Sophie encarou seu amigo, ambos encostados em uma parede, tentando se levantar, ele ainda parecia querer descobrir se o que via diante de si era verdade ou não, mas como podia não ser? Era tudo tão claro, mas ao mesmo tempo tão turvo, - Jack! Temos que nos focar em sobreviver antes de descobrir o que houve com ela! Sophie exclamava, enquanto ela própria, também não coneguia acreditar no que via, mas precisava agir, independendo do que ela pensava, a Harpia então bateu suas grandes asas, criando um furacão, e o lançou e direção à Robin, e ela teve então que derrubar Jack, se atirando em cima dele, para que os dois não fossem atingidos por flechas.

A voz de Sophie parecia ter finalmente despertado o Dullahan, -Desculpe Sophie, foi um pouco de mais para mim... Ele a disse, com uma voz fraquejante, - Entendo, mas... foco, OK? Ela o tranquilizou, porém, eles foram novamente surpresos, ao verem que assim que o furacão se aproximou da Dainslef, um brilhante cristal apareceu ao redor dela, mas não parecia ser completamente físico, sendo como uma imagem, e assim que o furacão encostou no cristal, ele se desfez, transformando-se em lufadas fortes de vento, que logo açoitaram Jack e Sophie, os jogando pela sala como se fossem bonecas de pano, Jack agarrou a mão de Sophie, e cravou Gran Pallas[/i[ no chão, os aterrando e facilitando a escapada de ambos dos ventos, - Esse foi o [i]Cristal Espelho, realmente era uma técnica de minha irmã... - Então você se lembra maninho? A voz que os perguntara gelou instantâneamente suas espinhas, enquanto viam a cabeça de Teresa saindo da parede atrás de ambos, e dos olhos dela, ergueram-se duas flamas, fazendo com que os monstros tivessem que colocar seus braços na frente de suas faces e saltassem para trás como defesas de última hora, para se defenderem.

Embora não tivessem sofrido queimaduras sérias, Jack e Sophie ainda precisavam continuar alertas, pois Robin continuava correndo de lado a lado no salão, com inacreditável velocidade, com seu braço-espada pronto para cortar-lhes, ela então parou e postou-se ao lado de sua controladora, os olhos da Dainslef ainda não possuíam expressões, a boba marionete de Teresa pendia para o lado, ela era obediente e não se cansava, e como poderia? Não mandava nem mesmo em seu próprio corpo, sua dona, agora completamente saída da parede, andava em direção à lança de seu irmão, ainda cravada no chão, ela a pegou e pareceu admirá-la por um instante, sua armadura alva constrastando com a de cor de ébano do irmão, ela por fim falou: - Ei Jack, lembra de quando nós derrotamos aquele Golem gigante na Grécia, Foi dele que você tirou essa arma né? Ela então abriu um sorriso em seu rosto, e rapidamente atirou a colossal lança em direção à Jack, Sophie tentou ajudá-lo, mas viu Robin vindo em sua direção e teve de engajar-se em combate com ela, Jack conseguiu escapar, mergulhando atrás da estátua da Virgem bem à tempo, ele então se virou para ver Teresa, porém constatou que ela não estava mais lá, uma sensação de perigo tomou conta dele, e isso logo se confirmou, ele foi atingido com força na parte mais fraca de sua armadura, o exato centro de suas costas, o golpe foi tão forte que Jack não conseguiu manter sua forma original, o golpe foi dado por um par de braços, que saía das costas da estátua, e enquanto voltava a ser o jovem adulto de cabelos loiro-escuros, ele foi lançado alguns metros para frente, e então sentiu que algo a mais aconteceria e também estava certo, mas foi tão rápido que ele não pôde fazer nada sobre isso, sua irmã, com a nova e estranha habilidade de mesclar-se com o ambiente, saiu do chão e o envolveu com um abraço, a pele dela era gélidam não havia calor nenhum em seu interior, ela então sussurrou em seu ouvido, -Sabe, sempre quis ter os olhos da mamãe, como você, mas acabei herdando os meus do velhote... Ela então rapidamente invocou uma espada, e com um florete, desferiu um corte através do olho esquerdo do irmão, que gritou de dor, soltando-se dos braços da irmã, que agora sorria, mesmo que não possuísse olhos de verdade na sua verdadeora forma, a transformação temporária humana não era apenas uma ilusão, sentia uma dor lacinante, e já tinha perdido a visão com aquele olho, apertou sua face ensanguentada.

Teresa colocou sua mão no chão, e usou Magia de Gelo, congelando todo o salão, com exceção à estátua, Sophie percebeu a magia se ativando e conseguiu ter tempo de pular, desviando dela, mas antes que pudesse questionar se Jack escapara, pois Robin já voltava com sua perna-foice, a acertando de leve em sua bochecha esquerda. Jack não tivera tanta sorte, seus pés congelaram junto com o chão, e Teresa lançou uma explosão com sua espada, acertando-o e arremessando-o à uma parede, a Dullahan então ergueu a lança de seu irmão do chão e deslizou em direção à ele, se divertindo como se estivesse patinando no gelo, mas ao chegar na distância certa não foi ela quem atacou, Jack a lançou, Gran Pallas estava agora não na mão de Teresa, mas estava atravessando sua barriga, ela então cuspiu sangue, parecendo até se engasgar com ele, e se ajoelhou de dor, apertando o buraco que ficara, o sangue dela já pareci ter coagulado à séculos, e talvez tivesse mesmo, Jack ficou contente por lembrar-se, no último segundo que sequer era capaz de usar Chariot para desarmar um oponente que roubasse uma arma sua, Teresa soltou um rugido de dor, e socou o gelo com muita força, expondo o cristal do qual a sala era feita, ela então quebrou um pedaço dele com outro soco e inseriu em su barriga ferida, como se utilizasse as almas que formavam a cristalina estrutura como combustível para regeneração, - Até mesmo sua irmã Jack... Como pode? Ela notou, chorosa, porém logo foi repreedida pelo irmão - Como? Porque você usa almas assim? Achei que quisesse provar que elas existiam! Você era fascinada por elas, o que houve? Jack indagou, gritando com a irmã, ele não mais se importava, se razão não adiantava ele teria de espancar senso nela, ele então cortou fora uma tira da barra de sua camisa, e enrolou-a ao redor da cabeça, cobrindo seu olho cego, - Venha! Ele a desafiou.

Luke havia se levantado, assustando até a Caronte, esse era o momento pelo qual ele havia esperado, tanto o Demônio havia se distraído, como a sua contratante havia sido ferida, que ele conseguiu soltar-se do feitiço que o prendia às cadeiras de cristal como a dos outros, que ao perceberem, também se levantaram, Caronte estava aturdito, olhando espantado para eles, mas então o Fantasma falou: - Brenda, me diga uma arma potente! A Lobisomem, que havia se motivado com o sucesso deles em quebrar o feitiço, mas embora ainda hesitante o respondeu, seus olhos cinzentos se enchendo de emoção ao pensar no modelo em sua cabeça, - Metralhadora GSh-6-23, e rapidamente começou a descrevê-la com detalhes, Luke a agradeceu, pois agora sabia o que faria sua amiga mais uma vez provara seu conhecimento, e ele pôde recriar, apartir do mesmo processo peloqual criara sua Lança Ofuscante: Re, mas desta vez moldando a energia ao redor de seu braço em forma da metralhadora descrita, criando a Metralhadora Ofuscante: GS, ele foi seguido de aplausos por seus amigos, e foi por eles, e também por Jack e Sophie que ele conseguiu, ele simplesmente sabia que conseguiria, tinha que conseguir, e então posicionou-se, lançando dúzias de balas de energia à toda velocidade, seguidas pelas Pumpkin Hiralda de Blair, Globos Destrutivos de Kain, Corrente Marinha de Gary e Garras Ferreteantes de Brenda, porém, mesmo com o poder combinado dos golpes, Caronte bateu suas palmas juntas, abrindo um portão para o Inferno, e os golpes entraram por sua abertura, - Alguém lá embaixo vai morrer denovo, que violência! Não há necessidade disso, eu os contarei tudo o que quiserem...







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Capítulo 36: Lágrimas de Maria.

Mensagem  Jack Jerripher em Sab Jul 07, 2012 12:23 am

Embora o silêncio reinasse na sala de espera, a inquietação no ar era indubitável, quase palpável, sólida. Caronte começou então a contar sua história: - Aproximadamente à um século atrás, eu estava contratado com um grande lorde demônio, que me cederia sua alma imortal, se eu lhe buscasse almas saborosas, por isso, tomei o alter-ego que vocês conhecem como ''o palhaço'', e um dia, quando eu fazia meu trabalho, em uma ilha ao lado da Ilha Calypso, onde o Conselho das Espadas tem sua base, uma de minhas comparças Bruxas me trouxe uma pessoa, um alguém muito interessante, mesmo que eu não tivesse percebido isso antes... Ele então parou e respirou fundo, - Teresa Jerripher, Gary afirmou, e Caronte assentiu, - Eu me surpreendi, uma Dullahan jovem, que não tinha exatamente um poder maior do que o normal, chegou perto de mim, ela estava feliz, extremamente confiante, como se estivesse indo coletar o prêmio de uma loteria, ela me contou que a Bruxa que a trouxe aqui lhe explicou sobre meu trabalho, e mesmo que eu só quisesse-a pela sua alma, afinal almas de monstros, embora mais difíceis de conseguir, são mais saborosas, ela me perguntou se eu realmente estava pegando almas, e quando confirmei, ela pareeu se alegrar, e ficou sussurrando algo sobre estar certa, mas concordou em ceder a própria alma, mas assim que me aproximei para transformá-la, corpo e alma, em um cristal, ela me atacou de surpresa com uma ferocidade tremenda, e me forçou a abandonar meu contrato para fazer um com ela, eu estava preso sobre uma espada de prata, que ela carregava, e isso me drena a força, por isso não tive escolha, - Qual foi o pedido que ela fez? Blair perguntou, o Demônio então olhou para a abóbada daquela sala e os revelou, - Ela queria assumir meu trabalho, coletando almas, mas não as dando para o meu mestre na época, mas ela não queria que seu irmão e amigas soubessem, e me avisou que eles a haviam seguido até ali, por isso, combinamos fingir que eu a mataria durante uma batalha falsa. Assim que Caronte havia acabado de falar, as caras dos cinco amigos estavam pálidas, tudo o que sabiam estava errado, - Então, porque Teresa voltou à ativa agora? Luke perguntou, e o Demônio voltou a explicar que assim que ela havia visto o dano que fizeram ao castelo de seu irmão no ano passado, ela resolveu tentar recrutar Jack para ajudá-la e voltou à ativa para chamar sua atenção, os cicno então haviam percebido, o quão intrinsecamente os eventos do ano anterior e os do desse estavam ligados...

Sophie continuava a se defender dos golpes da Marionete Robin, mas já havia percebido que os ataques dessa estavam ficando cada vez mais devagares, e com maiores pontos cegos exploráveis, a Harpia só podia imaginar que a luta entre Jack e Teresa estava ficando mais intensa, portanto, Teresa não conseguia se concentrar em controlar Robin e lutar ao mesmo tempo, porém. Sophie também estava ficando mais aberta a ser atingida, tanto pelo fato de estar cansando, mas também por que ela estava agora preocupada com a luta dos outros dois, ela tinha ouvido Jack urrar de dor alguns minutos atrás, e ela própria teve de desviar de um golpe vindo do conflito, um golpe que congelou o chão, mas realmente não era a hora para a Harpia se concentrar em tais assuntos, e ela então se lembrou de dois golpes para tirar vantagem do solo gélido, Sophie pulou para trás em um giro, colocando a mão sobre seu ombro, que havia sido cortado superficialmente por um golpe que passara perto, e ao tocar no sangue, ela o usou para desenhar um símbolo na palma de sua mão, e então o sangue começou a brilhar, e se reuniu no centro da palma, terminando por pingar no chão, agora transformado em uma gota de água, o gelo em grande parte da área derreteu, e deu espaço à estranhas poças que pareciam se multiplicar, e delas saíam cavaleiros, vestidos em armaduras azuis-escuras, mas aparentemente feitos de ossos, era a técnica, Ιππότες του νερού, os guerreiros de água todos correram, com suas lanças em mãos para a direção da Dainslef, que fez um curto trabalho deles, os cortando em pedacinhos rapidamente, mas eles não paravam aí, se regeneravam, usando o gelo, que derretia para formar a água que fazia seus corpos, embora Sophie nunca venceria desse modo, apenas provocando um impasse, chegava a hora de ela usar seu trunfo, invocando Πανταχού παρούσα Νερό: Επτά επικεφαλής φίδι, ela fez as sete cobras de água, como se fossem a própria Hidra de Laerna dos mitos gregos das tarefas de Hércules, e as jogou com toda a força contra Robin, que estava ocupada com seus guerreiros d'água, o estrondo que a atingiu foi tão poderoso que a própria simplesmente tombou de volta ao chão, inconsciente, cortou as cordas que a manipulavam, e distraiu até à Teresa, que parecia ter ficado ainda mais afetada e brava.

Teresa havia perdido toda e qualquer paciência que tinha, porém admitidamente não fosse muita, e correu para atacar o irmão, ela convocou um pesado machado de aço e o balançou, porém Jack foi rápido e conjurou um grande escudo, segurando o golpe, mas sua irmã, igualmente uma boa combatente convocou outro machado para sua outra mão, utilizando os dois com suprema força e agilidade, dificultando muito a defesa de Jack, mas ele se manteve forte, - Irmão, já lhe perguntei, por que você está contra mim? Eu finalmente provei que almas existem, EU ESTAVA CERTA! Ela terminou sua frase com um golpe no mesmo ângulo, descruzando os braços e acertando o escudo no mesmo lugar e com muita força, o fazendo quebrar, e mesmo que Jack tenha sido empurrado com força para trás, ele estava preparado, surpreendendo Teresa com uma adaga, que ele guardava atrás do escudo, ele pulou para a frente, espetando-a na cintura, ela foi rápida em se desvencilhar do irmão, evitando maiores danos, mas ainda surpresa com o golpe súbito ela indagou, - Porque você se volta contra sua própria irmã? Você devia me ajudar, me ajudar a fazer um mundo melhor! Mas Jack não moveu um músculo de sua face para a frase psicótica da irmã, mas então respondeu, com determinação em seus olhos, err, olho, - Eu não sei como aprendeu esses ideais corrompidos, mas não há nada mais que eu possa fazer por você, além de te dar um fim misericordioso! Assim que ele afirmou seu objetivo, os olhos azuis de Teresa se dilataram em surpresa, e ela desabou de joelhos ao chão, e além de ter perdido a paciência e a calma por completo, agora parecia ter perdido a sanidade também, e desceu à uma risada esganiçada que cortava os ouvidos, antes de voltar a falar, - Se é assim, EU é que vou lhe dar um fim, mas não vai ser com misericórdia! Ela então se levantou, conjurando uma larga foice negra e correu em direção ao irmão, mas assim que ela a balançou, ele apenas precisou dar um passo para o lado para se esquivar, e então atingiu a irmã com um soco na barriga, parando seu movimento e a fazendo derrubar a arma, ele então a jogou com força para trás, e assim que ela se levantou novamente, ele invocou um chicote, e com um gesto largo, laçou o tornozelo esquerdo de Teresa, e com força a puxou, até que ela foi arrastada pelo chão, terminando por ser esmagada com força contra uma parede, criando pequenas rachaduras no material de sua armadura, que era realmente muito resistente, sem gastar tempo algum, Jack a puxou novamente, batendo-a contra a estátua da Virgem Maria, desta vez rachando grande parte da armadura da irmã e também algumas rachaduras na estátua, Teresa conseguiu se livrar do nó em sua perna, e tentou, muito machucada escapara rastejando, mas deu de cara com Sophie, que cobriu sua perna com um furacão e a chutou para o alto, fazendo-a cair com um baque.

Ainda na sala de espera, mas agora percebendo que não era nem perto uma hora de esperarem, os cinco amigos estavam prontos para irem ajudar Sophie e Jack, - Olha, dá pra perceber que você não está ganhando nada com seu contrato, será que não dá para deixar a gente ir? Luke perguntou para Caronte, que, contrário às expectativas deles, concordou, - Afinal, já cumpri meu objetivo com minha contratante, ela me disse para segurá-los aqui até o irmão dela chegar, disse ele com um sorriso, um pouco antes de abrir as portas de cristal, apenas com um toque. Os cinco não perderam tempo algum, correram pela porta, superando a estranheza por terem que se acostumar novamente com a loucura que formava o próprio castelo internamente, as escadas flutuantes de luz logo se formaram, e eles a desceram até o lobby de entrada, mas havia um problema, que Kain foi rápido a dizer em voz alta, - Onde é a sala onde a briga está? E realmente, nenhum deles tinha nenhuma idéia sequer, mesmo que seguissem as escadas que Jack e Sophie seguiram, eles voltariam à sala de espera, pois as escadas levavam as pessoas até onde Teresa queria que cada um fosse, era uma armadilha brilhante, porém, a maneira para burlar-la havia acabado de chegar, de uma abertura na esquerda, apareceram Carmela, Juliet, James e Jonah, os amigos se reencotraram, os cinco avisando que viram as lutas deles de onde estavam presos, e também os explicaram tudo o que havia acontecido com Jack, Sophie, Robin e Teresa. James, que havia curado à todos com sua magia de cura, também tinha tido uma idéia, e mostrou ter guardado um pedaço das linhas de energia que o tinha controlado, e ao tocar nela, ele podia sentir até onde as enrgias levavam, e apontou para uma porta à distância deles, no nível superior, e Juliet rapidamente proporcionou os meios para alcançarem o local, ela tocou o chão e criou diversas plataformas feitas de ossos, e eles então subiram nelas, pulando de uma a uma até a porta, mas o interior do castelo tinha suas próprias defesas, os degrais feitos de luz agora voavam na direção deles, mas Jonah e Carmela já agiam mais rápido, destruindo-os com técnicas de longa distância, e enfim chegaram à grande porta de um cristal verde e a abriram, correndo pelo longo mas estreito corredor, atravessando as portas de cristal que ficavam cada vez menores, até chegarem à porta final, e ao abrirem-na viram o interior, completamente diferente do resto do castelo, os cristais tinham um cor tão densa que parecia ser pedra.

O grande grupo se aproximou de Jack e Sophie, que embora surpresos pela chegada deles, eles estavam ainda mais surpresos com o que havia acontecido ao olho esquerdo de Jack, que estava coberto com apenas um trapo ensanguentado, mas não havia tempo para explicar, o Diretor e sus Vice tiveram que rapidamente pular na frente de seus alunos, para os defenderem do ataque de Teresa, que já havia se levantado e começava a atirar neles com uma pistola em cada mão, seus olhos demonstravam tanta brutalidade e ira que quase mostravam uma tintura vermelha embaixo da aparência azul normal, mas seus tiros provaram ineficazes à barreira que Jack e Sophie haviam formado, com os elementos de Trovão e Terra, mas os mais novos não iam apenas aí para bonitos, e então começaram a lançar ataques por cima das barreiras, surpreendendo Teresa, que foi até atingida pelos golpes de Kain e Juliet, - Até chamou seus estudantes para a luta? Ela perguntou, mas Sophie a mandou calar a boca, denotando sua hipocrisia, - Olha quem fala, arrastou a Robin e tantas pessoas pro seu pequeno conflitinho sem razão! Teresa então se irritou e invocou uma bazooka, Jack e Sophie ainda precisaram da ajuda de Luke, Jonah, Gary e Carmela para aumentar a defesa e escapar, mas a barreira deles foi quebrada, porém, no mesmo instante que a poeira baixava, Brenda atirou suas Garras Ferreteantes, acertando Teresa em cheio, - Sua pirralha! como ousa? Teresa invocou uma lança de ouro e correu na direção da Lobisomem, mas Jack correu à frente dela antes, transformou-se em sua forma original e com um movimento horizontal de seu braço, Jack cortou a lança ao meio com uma espada comum, também descrevendo um grande corte no peito de sua irmã, que parecia à beira do choro, - Você nunca aprendeu isso, mas armas de ouro são exepcionalmente frágeis se não estão em uma liga, ele então invocou Vespa, sua Claymore, e arma de maior confiança, e juntamente com Sophie, desencadearam um golpe combinado, Τελικό χτύπημα: Χαλ Πήγασος, ambos deram as mãos, combinando suas energias e lançaram um vento muito forte que elevou Teresa ao ar, e ambos então pularam, e desceram ambos coms os pés no torso de Teresa, esmagando-a no chão com tremenda força.

Ela então se levantou novamente, mas antes que pudesse se mover, Luke atirou nela com sua Metralhadora Ofuscante: GS, e foi jogada para a esquerda com o Pulso da Meia-Noite de Brenda, o Martelo Ursae Majoris de Kain a levou para o lado de Jonah, que a soprou para longe com Magia de Vento, até Gary, que a jogou para o alto com a Explosão Fluvial, Carmela mandou vários morcegos de energia, que explodiram assim que a morderam, com seu Vol de les Chauves-Souríes, chegou a vez de Blair, que cortou qualquer parte de armadura que restava nela com sua Pumpkin Claw, Teresa já havia começado a cambalear, era claro que ela era muito forte, e tinha ganhado ainda mais força a se tornar um Demônio com o contrato, mas tantos golpes já a deveriam ter cansado, a levado aos extremos, ela mesmo assim ainda tinha fúria, e se virou para Sophie, mas antes que pudesse fazer algo, foi atingida por uma flecha nas costas, ao olharem para trás, viram que até mesmo Robin, que jazia no chão, havia se juntado à luta; Teresa removeu a flecha de suas costas, mas no tempo em que ela demorou para fazê-lo, Sophie a atingiu com sua espada, Abalone e terminando com seu Αφής του Δία, que a machucou muito, sem ter nenhuma armadura, ela estava completamente queimada, e por fim, encurralada por oponentes, sua última tentativa foi se voltar à seu irmão, já desarmada e sem forças. começando a chorar, ela andou debilmente e trêmulamente até ele, - Irmão! Jack! Me ajude! Ela esperou que ele a abraçasse e a ajudasse, a perdoasse, se juntasse à ela, mas ela logo começou a chorar ainda mais, e então parou definitivamente, Jack se encontrou com ela, não com um abraço, mas com sua espada, Vespa que a perfurou através do coração, terminando sua vida. Assim que Teresa foi vencida, todos já se reuníam na entrada daquela sala, menos Jack e Sophie, que terminaram por mandá-los já saírem sem eles, ambos então se dirigiram para Robin, mas para a surpresa deles, uma onda negra de energia a envolveu, parecendo querer controlá-la novamente, ambos tentaram agarrá-la e impedí-la, mas ela então quebrou o que a controlava, e começou a lacrimejar, - Robin, oq ue está? Sophie começava a questionar, porém, entendeu antes que terminasse a frase, o que quer que Teresa tenha usado para controlá-la, não perdia o efeito se o alvo fosse controlado por muito tempo, - Nós vamos achar um jeito, vamos te salvar! Disse a Harpia, que se agarrava ao vestido da amiga, - Não; Vocês sabem o que tem que fazer, eu... eu não quero matar mais pessoas! Robin declarou, Sophie soltou da amiga, e retraíu-se um pouco, Jack se ajoelhou na frente de sua amiga de tantos anos, a olhando nos olhos, ela sorriu para ele, e tirou a atadura que ele fez sobre o olho, e com só um pouco da magia de cura, reparou a ferida, embora não conseguisse devolver-lhe a visão, - Muito melhor, sempre achei seus olhos lindos, Jack, disse ela, com um último sorriso.

Enquanto desciam as escadarias para saírem finalmente do castelo, Luke olhou para trás, para ver se Jack e Sophie estavam saindo, e ele os viu, mas notou também que Jack carregava não só o corpo de Teresa em seus braços, mas também uma pistola, talvez tenha sido ela que havia sido disparada a alguns segundos, mas no que Jack havia atirado? Luke não teve nem tempo para pensar nisso, pois estranho aconteceu, normalmente, uma espécie de água imaginária preenchia a entrada do castelo, imaginária pois podia-se respirar nela, e ela nem era molhada, mas agora a água não estava lá, quando entraram, pois agora ela estava transbordando, e algumas paredes do castelo já caíam, e embora ninguém tenha visto, uma silhueta, pertencente à Caronte passou voando por eles e ao sobrevoar o corpo de Teresa, pegou um pequena bola de prata que voava sobre ela, ele então sorriu e desapareceu. Enquanto chegavam e passavam todos pela porta de entrada, cujas barreiras haviam sido quebradas ao entrar, Jack ficou para trás, tendo pensado melhor na situação, ele se ajoelhou e colocou o corpo da irmã no chão ensopado, e que estava se enchendo de água ainda mais, ele então encarou os olhos dela, não podia mais evitar, estava sim chorando, lembrou dos tempos em que se divertia com ela, do tempo em que conheceram Sophie, em que se juntaram a Robin, esses anos pareciam ter ocorrido em outra realidade, aquele dia havia lhe tirado tudo... Não, isso não era verdade, isso não era tudo, ele tinha amigos, uma escola, colegas professores e alunos, tinha muitos motivos para viver, ele então decidiu mais uma vez, não ia morrer junto da irmã, e dando uma última olhada para ela, fechou seus olhos e a beijou na testa, - Você sempre quis saber sobre almas não é? Mas no fim, você teve medo de buscar as coisas do seu jeito, você mesma tinha medo de seu próprio objetivo, e parte disso é minha culpa... Adeus Teresa... Ele deixou-a se coberta pela água, como se as lágrimas da estátua da Virgem estivessem lavando o local de tantos momentos ruins que ocorreram, e seguiu os outros.

Uma vez fora do Castelo de Cristal, todos foram envolvidos em um apertado abraço pelos professores, que os estavam esperando, confiantes de que eles conseguiriam, eventualmente, Rosa e seus companheiros perceberam que sua mestre, Robin, não havia voltado com eles, e já entenderam o pior, deixando a cena sem mesmo serem notados por ninguém. Hilda e Cattleya ambas correram até Jack, terminando de fechar a ferida em seu olho, porém nem elas conseguiram restaurar-lhe a visão, mas ele garantiu que estava bem, - Mas... Jack, o que houve lá dentro? Samantha perguntou, ao mesmo tempo curiosa e nervosa, pois conseguia sentir que havia algo errado, mas Jack e os outros se olharam, concordando sem precisar de palavras, Jack respondeu que preferia responder isso mais tarde, todos estavam muito cansados, e eles ainda tinham algo a esclarecer, mas assim que ele disse isso, todos viram o que estava acontecendo, o Castelo de Cristal já havia começado a se quebrar em pedaços, nem um sinal da água ao lado de dentro, ainda bem, era algo que Jack não queria mais ver, mas dos cristais que caíam ao chão, não se rompiam fragmentos, mas sim globos prateados, a maioria deles, tornaram-se formas de monstros, porém também alguns humanos, todos eles vivos, mas também inconscientes, Juliet conseguiu ver Flint no meio e apontou aos outros que ficaram aliviados, porém, alguns destes globos não se tornaram nada, e apenas seguiram para cima, continuando sua jornada, incluíndo um que parecia sair da parte mais alta do castelo, que agora não existia mais, ela passou por eles, e se encontrou, rapidamente com os membros da trupe, passando por eles antes de subir para o céu, logo todos voltaram para o castelo, os desaparecidos reunidos novamente com suas famílias, o caos na organização Baal Stolas morreu de vez, com os membros do conselho instaurando uma lei que proibisse pactos com Demônios para prevenir um mal como esse de ocorrer novamente.

Naquele mesmo dia, após terem tido um jantar estranhamente normal apesar de tudo o que ocorrera no começo do dia, Jack foi até a mesa em que estavam Luke, Brenda, Blair, Gary, Kain, Juliet, James, Jonah e Carmela, e então pediu que Brenda o encontrasse após o jantar em sua sala, os nove ficaram surpresos com tal pedido, por isso, também acompanharam a amiga até a lanchonete do sétimo andar. O vento soprava frio aquela noite, Brenda amarrou o cachecol xadrez e ajustou sua boina na cabeça, antes de marchar direto para a porta do escritório de Jack, que a convidou a entrar, - Deve estar se perguntando sobre o porque de eu ter te chamado, ele disse, ela, na verdade, já tinha uma ideía na cabeça, mas aconteceu de estar errada, o Diretor se levantou de sua poltrona e se dirigiu até a janela, de frente para o lago, que refletia a luz da lua cheia em um bonito cenário, ele não a encarou nos olhos, e a pediu que o acompanhasse na vista, e assim que ela se aproximou, ele disse, - Sabe Brenda, seus amigos, tchurminha boa, me disseram que você anda muito para baixo nos últimos tempos, não a culpo, disse ele antes que ela abrisse a boca, sabe, a algo que eu nunca contei, nem à Sophie, mas gostaria que você soubesse, Brenda se surpreendeu, Jack e Sophie eram amigos há muitos anos, o que possivelmente ela merecia saber e ela não? Mas logo Jack explicou, - Eu, assim como você, perdi uma pessoa que amava, tive que tirar sua vida, não, não a Eza como aconteceu hoje, sabe, foi quando ambos de nós eramos crianças, nós tinhamos dinheiro, de fato, minha mãe era uma cortesã da alta sociedade, meu pai é claro não gostava disso, principalmente pois dela vinha a renda de nossa família, Eza nunca soube, ninguém queria contar a ela, mas uma noite, uma briga foi longe demais, nosso pai matou nossa mãe, eu não aguentei, tirei a vida dele, Eza viu tudo, acho que foi realmente isso que a cativou sobre almas e reincarnação, entende? Perguntou o Dullahan, Brenda assentiu tristemente com a cabeça, e agora viu que Jack a encarava, ele então a disse, - Sabe Brenda, eu pensei em me matar, hoje, logo após matar Teresa, depois quando tive de cuidar da Robin... E ainda depois pensei se deveria ou não me deixar afogar no castelo, não sei se teria funcionado, mas pensei ao contrário, - E porque pensou ao contrário Diretor? Ela perguntou, se relacionando com a história do Diretor, - Porque eu percebi que eu realmente perdi muito, mas não quero perder mais ninguém, e a minha própria perda deixaria os outros mal, entende? Ela assentiu, e com confiança na voz, disse, - Descobri o mesmo neste último mês, Diretor, sabe, acho que todos me ajudaram a compreender isso, o meu grupo é... Especial, disse ela, Jack notou o sorriso na face dela, e então a pediu para ir descansar, e a desejou boa-noite, Brenda saiu dali com um sorriso, encontrando os amigos no corredor, - Daí? O que falaram? Kain perguntou, mas ela respondeu que era segredo, - Bom as férias estão chegando, onde vocês vão? Luke perguntou, mas pela pergunta, Blair perguntou à Juliet se ela não havia contado para ele ainda, e revelou que todos eles iam passar as férias na estalagem da família dela na Inglaterra, - Bom, melhor que ficar aqui as férias inteiras! Ele exclamou, enquanto todos saíam conversando dali.


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Jack Jerripher
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Re: Fanfic: Grave Academy.

Mensagem  Luke Truesdale em Qua Jul 25, 2012 2:54 pm

Muuuuuuito bons esses últimos capítulos Jack 10/10, e é uma pena que sua internet esteja sendo uma fdp ultimamente Sad
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Re: Fanfic: Grave Academy.

Mensagem  Blair Liddel em Dom Jul 29, 2012 8:55 am

Final muito épico Diretor, espero que volte logo e mal posso esperar pelo terceiro livro Smile
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Grave Academy III - Capítulo 1: Tarocco.

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Set 04, 2012 6:30 pm

Em uma sala escura, com apenas alguns lampeões brilhando ululantes em uma cor azul contra o céu da noite, quatro pessoas estavam sentadas em quatro cadeiras, dispostas em cada um dos cantos do aposento, embora todas estivessem sombreadas, era possível ver que estavam trajando vestes refinadas, porém antiquadas pelos padrões atuais; Os quatro, um a um, começaram a erguer uma de suas mãos para o alto, e assim que todos tinham confirmado o sinal, uma delas, com uma doce voz feminina, começou a falar: - As cartas do destino estão em posição, a lua da colheita se aproxima, embora ela vá embora rapidamente, alguns murmúrios dos outros três pareciam ter confirmado sua ideia, uma outra voz, desta vez grossa e masculina, terminou: - Depois de longos anos, criando expectativa para algo, que agora é tão próximo... Uma terceira voz, novamente feminina, porém menos meiga que a anterior, e com um tom mais seco, pigarreou, e então começou a narrar: - A história da Eternidade está prestes a chegar a sua conclusão, e isso esteve decidido muito antes de ele conhecer O Tolo, a exatamente dois anos atrás, e como previsto, conheceu O Carro e A Sacerdotisa. e embora tenha entrado em um breve conflito com O Imperador, mas como esse estava sendo controlado contra a sua vontade, conseguiram se acertar, e então formaram o grupo principal com a adição da Roda da Fortuna, mesmo que essa girasse contra o grupo no futuro.

A primeira voz retomou então à sua fala: - Suas relações com outros, que gravitavam perto deles, os garantiram novos acréscimos, como se reuniam sob a proteção constante da Justiça, do Hierofante, O Mago e do Mundo, que vivem para protegê-los, mesmo que os colocando em perigos, para sua formação e preparação para as duras tarefas que o tempo tem para eles, também os ensinaram a conhecer, respeitar e além disso, viver, foram postos à prova por inúmeros obstáculos que foram postos em seus caminhos, os testaram em variadas formas, sua coragem, determinação, e honra, mas o mais importante, é claro, são seus laços, que foram cultivados com a ajuda de outros, que também buscaram a participação do grupo, como A Imperatriz, que traz consigo O Sol e A Lua, e até mesmo o recluso Heremita, se juntou a eles, buscando seu calor e conforto, mesmo que esse mesmo não saiba disso, e juntos, passaram nos testes de emoções, vontades e habilidades.

Uma voz diferente das que tinham falado até aquele momento, uma voz calma de homem, declarou, com um tom de preocupação: - Porém, desta vez tanto o perigo como as adversidades serão maiores, mesmo que já conheçam seus inimigos, também agrupados, formados pelos Amantes, O Diabo, A Temperança, A Estrela, A Torre, O Enforcado, A Força e A Morte, eles posarão os maiores desafios que o grupo e seus relacionafos tiveram até o momento, no final, a vontade mais forte provará quem está realmente certo no final, e começatá mais cedo, de fato, do que o rapto de um de seus membros, e que será a chave que será usada para abrir o caminho até O Julgamento, o homem pediu se todos confirmavam sua análise da situação, e contando com ele, todos começavam a concordar, menos a primeira mulher que falara, que começava agora a argumentar sua visão sobre o assunto: - Ainda não está claro se nós poderemos nos envolver em tais assuntos, não podemos saber se eles recorrerão à nossa ajuda, e isso mudaria toda a história, que não é tão clara para mim como, eu vejo, que é para todos, afinal, existem mais maneiras de se interpretar as cartas feitas pelos engenhosos mortais, a capacidade de Tarocco é ilimitada. Assim que ela terminara de falar, o murmúrio anterior retornou à sala, os outros três estavam aturditos, como se estivessem surpresos, porém também pareciam querer acreditar em um final feliz...

As férias de inverno haviam acabado como um estalar de dedos, um trem chegava agora, parando na estação da pacífica cidade de Vera Cruz, em algum lugar na Romênia, após alguns minutos, saíram dele quatro jovens, o primeiro era um garoto magro e de estatura mediana, embora tivesse definitivamente crescido um pouco durante as férias, tirou da cabeça um boné azul-marinho para revelar cabelos loiro-claros, e olhou para trás. mirando a saída do trem com seus olhos catanhos, verificando se seus amigos tinham saído, e ele então viu que na verdade, estavam à sua frente, uma garota de pele morena-escura, com os cabelos encaracolados crescidos até o meio de suas costas, com penetrantes olhos cinzentos sorriu para ele, ao mesmo tempo que um garoto de cabelo castanho e olhos azuis, um pouco mais alto que o primeiro, brigava por um saco de doces com uma garota ruiva com olhos de uma tonalidade mais clara, que ficava ainda mais alta por conta dos saltos que usava, mas pararam de fazê-lo quando avistaram uma figura se aproximando, um garoto extremamente alto, de cabelos negros espetados e físico invejável, correu até eles, - E aí, beleza pessoal? Gary os cumprimentou com o tom simpático de sempre, Luke comentou, brincando, - É possível que você tenha ficado ainda mais alto, cara? Gary corou levemente e acrescentou, - Uns dois centímetros, acho, os outros aplaudiram, rindo, enquanto o garoto loiro pensava, ''Eu tava só brincando...''. O grupo estava já indo em direção ao lugar que tinha sido a casa deles pelos últimos anos, e embora estivessem cansados dele no final do ano, era revigorante chegar ao castelo, - Sei como se sentem, quando voltei tive a mesma sensação, Gary comentou, mas então Kain começou a perguntar-lhe: - Falando nisso, você pode nos contar porque teve que sair do chalé da tia da Juliet de repente duas semanas mais cedo? Todos ficaram calados, pois também queriam a resposta, porém Gary simplesmente pigarreou e os disse que não era nada, porém, isso não convencera os outros, que estavam começando a se preocupar, já no início do ano letivo...
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Capítulo 2: Decisões Futuras.

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Set 11, 2012 6:42 pm

Os quatro amigos novamente unidos estavam subindo pelos rochosos morros que os levariam à Ponte Warlock, e por consequência ao castelo da Academia, tinham passado por muitos de seus colegas e conhecidos nos anos anteriores, e já pareciam notar que algo era diferente, o clima neste começo de ano já parecia estar um pouco tenso entre os colegas de mesmo ano, - Bom, é natural, não é? Esse é o último ano que temos para escolhermos nossas carreiras, Brenda concluiu, com um breve tom de preocupação em seu timbre, visto que ela não havia decidido o que queria fazer de seu futuro, isso levou cada um a brevemente examinar suas escolhas, Blair encostou a ponta de seu dedo indicador, de cuja unha estava pintada de uma cor rubra, e começara a olhar pensativa para o nada, como se passasse mentalmente uma lista de profissões que escolhera, Gary apenas assobiava baixo, Kain estranhamente se retraiu, Luke apenas precisou fazer uma breve pergunta, tão típica mas tão estranha ao mesmo tempo, uma pergunta que os gelara de mais maneiras do que apenas uma, ''- Quais profissões os monstros têm pra escolher?''.

Seus quatro amigos se entreolharam, quase como se tivessem acabado de perceber que esqueceram-se de ensinar uma importante lição à seu filhinho mais novo, e este agora tinha escolhido a hora mais constrangedora para fazer-lhes a pergunta em voz alta e em público, - Bom, para começo de conversa, Nós monstros, Escolhemos, não se esqueça, Blair explicou, fazendo o Fantasma assentir embaraçado com sua cabeça, - E falando no assunto, nós podemos ocupar posições iguais às dos humanos... Começou Brenda, - Ou seguir carreiras específicas para monstros ou para nossas espécies, Gary terminou, - Ah, você vai herdar a posição de líder da tribo de seu pai, não é Gary? Kain perguntou, e o Kelpie o respondeu com um quase-automático, ''Bem, acho que sim'', Luke já pensara em ser promotor, mas isso parecia muito longe de sua realidade no momento, - E você Kain, está um pouco quieto demais para seu normal, Blair começou, - Como assim ''para meu normal?'' Perguntou o Wendigo, um pouco ofendido, - Bom, você costuma ser uma matraca... A Bruxa o provocava, e começaram a discutir, provocando um incêndio como todos sabiam que era de seu gosto. - O que há com eles ultimamente? Gary perguntou, pois ele os havai deixado mais cedo do que o normal, - Ah, eles tão assim desde o beijo, Luke lhe explicou, fazendo-o concordar, mas logo soltou um sonoro, ''- MAS O QUÊ!?'', todavia nem seu grito de choque os tirou do transe da briga, com sorte, Brenda foi um pouco mais feliz em sua explicação, - Foi uma vez, e de bochecha, ela decidiu contar-lhe por cima, mas ele agora tapava a boca, rindo, e quando o fez, Luke percebeu que estava usando uma luva branca na mão direita, mas o Kelpie pegpu seu olhar, e guardou a mão rapidamente para escondê-la. De repente, uma voz conhecida se fez ressoar.

A voz divertida e madura ao mesmo tempo pertencia ao Diretor, Jack Jerripher estava do outro lado da ponte de Madeira e Pedra que era suspensa sobre um precipício, apoiado em seu guarda-chuva rosado - É bom ver que já estão se preocupando com as carreiras no começo do ano, mas tentem não estourarem suas cabeças, o terceiro ano letivo geralmente tem muitas dores de cabeça, desmaios, tonturas, vômitos, febres, surtos de piolhos-mágicos, e..., narrou ele enquanto se aproximava do grupo, passando um de seus braços por cima dos ombros de Luke e o outro de Brenda, equanto sorria para todos, - Ei você! Dá para ajudar? A segunda voz, feminina mas completamente ríspida também lhes era conhecida, e logo avistaram Sophie, carregando uma gargantuana pilha de livros, e quase cambaleando, - Ah, me desculpe, me comovi! O Dullahan saiu correndo e pegou a metade dos livros que ela carregava, o grupo então os alcançou, - Bom, obrigada, a Harpia disse, com um tom de não querer dizer a palavra, - Por favor, diga isso denovo! O Diretor fez uma incrível careta de graça, o que a fez pisar em seu dedão com muita força, - É bom ver que estão bem, Juliet me informou que a viagem foi muito divertida, Afirmou Sophie, que já partia na frente ao levar os novos livros à biblioteca, Luke então pareceu procurar por algo em sua mala, e logo achou, estendendo alguns objetos verdes compridos e com pontas coloridas para Jack, - Tome, para sua irmã... O Fantasma lhe disse com um tom melancólico, - Obrigado, respondeu o Diretor, eram as flores preferidas dela, as violetas, disse ele com um tom sóbrio.

Após se despedirem do Diretor, o grupo continuou seu caminho até o hall das refeições, onde lancharam Biscoitos, sanduíches, bolos e chocolates antes de se dirigirem ao jardim interno para conversarem, - Sabem, pronto, eu vou falar! Kain declarara com energia, - Nexo! Não é opcional, Blair o disse, mas ele logo disse o que estava querendo dizer, - Quero ser um chef de cozinha! Um simples chef de cozinha, estão satisfeitos? Ele gritara na última frase, como se estivesse guardando aquilo por já algum tempo dentro de si, - Olha, acho uma grande idéia, você cozinha super bem, Gary declarou enquanto segurava sua mão esquerda em uma posição de aprovação com o polegar, os outros apenas concordaram, o que fez o Meio-Wendigo virar para Blair, - Até você? Ele perguntou, em uma voz quase sussurante e meiga, fazendo-a corar levemente, - Bem, claro, porque não?
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Capítulo 3: Uma Forte Concorrência... Talvez...

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Set 25, 2012 4:09 pm

Juliet C. Sariel era a líder do pequeno Grêmio Estudantil da Academia Grave, esta era sua ocupação, era um trabalho árduo, mas Juliet sentia-se poderosa com tudo o que ela comandava, e contente por confiarem à ela tanta responsabilidade, o cargo lhe dava um orgulho, não somente pela posição, mas era uma honra fazer parte daquilo, a prova dessa honra eram os porta-retratos dos antigos líderes, que estava colados na parede de fundo, Juliet se sentia em casa ali, ao sair de seu posto, ela seria a primeira garota a ter seu porta-retrato naquela parede, era um momento que ela aguardava com antecipação e com certa tristeza, mas faria seu trabalho diligentemente e sem reclamar até o fim, e a Necromante não iria largar do osso por nada. Luke Truesdale, um Fantasma e amigo de Juliet subia as escadas, enquanto suspirava, lembrando-se da cena que transcorrera no café da manhã daquele dia: ''O momento ficou quieto, seus amigos estavam agora de olhos fechados, sorrindo para ele, Blair se aproximara e começava a elogiá-lo de diversas maneiras, Kain e Gary se dirigiram para suas costas, o dando tapinhas de congratulação, o garoto não soube nem como reagir, Brenda se aproximara dele, com suas mãos fechadas, uma por cima da outra, estendendo as duas em sua direção, Luke adiantou sua própria mão, e ela derrubou quatro objetos na palma dele, quatro carteirinhas da biblioteca, gritando para serem renovadas, seus amigos agora estavam com suas mãos na frente das caras, e murmuraram baixinho ''Por Favooor!'','' Luke suspirou e as estava levando para Juliet.

- Com licença, aqui é o Grêmio? A voz fina ressoou pela sala quase vazia, e Juliet, que estava preenchendo formulários sobre sua mesa em seu quasi-gabinete, tomou um susto, erguendo a cabeça de súbito, fazendo seu cabelo negro saltar, tinha ficado vesga com tantas palavras tão cedo pela manhã, seus olhos verde-claros se arregalaram com o susto, mas ela logo se levantou para receber a garota que estava na porta, era uma menina petita, com cabelos castanhos encaracolados, e olhos castanho-claros por trás óculos, que combinados com o resto de sua roupa, uma blusa bordô abotoada até o pescoço e uma saiona cafona negra, com um crucifixo pendurado em volta do pescoço, a davam uma aparência retraída, Juliet confirmou que ali era o Grêmio e sorriu para ela, a respondendo, - Sou Juliet C. Sariel, sou a presidente do grêmio, meus colegas ainda não chegaram (eram 8 da manhã) mas você pode pedir o que quiser a mim mesma, a garota ajeitou seus óculos de armação prateada, Juliet percebeu que ele a dava um ar de Maria-Mijona, - Sei quem você é Srta Sariel, me chamo Marion Alone, (''Nome faz sentido, Juliet pensou com ela mesma''), ... e quero sua posição, assim que a garota terminou com sua frase, ela transformou-se em sua forma de monstro, mudando apenas sua pele para um tom meio azulado e seu vestido para um grande vestido de noiva branco e rasgado, revelando ser uma Banshee, ou espírito-gritante, Juliet não perdeu tempo em fazer o mesmo, aquele era um duelo pela presidência, e por mais que Juliet quisesse negar, totalmente dentro das regras da escola (maldito Jack...).

Juliet foi empurrada para longe, batendo as costas na parede do hall do terceiro andar, a técnica de Marion, One-Woman Wail era surpreendentemente poderosa, Juliet não podia mais chegar perto dela tão fácil, colocou uma das mãos em sua orelha, e verificou que estava sangrando, ela mordeu os lábios e se ajoelhou no chão, o tocando com a palma da mão, Ó Yggdrasil, árvore petrificada, anciã do tempo e do espaço, cujo mundo gira à seu redor, parta um pouco de seus galhos e deixe-me pegar emprestados alguns de seus soldados, Juliet terminou o cântico, e um símbolo vermelho apareceu no chão, logo em seguida, o chão pareceu se abrir, e muitas... coisas saíram do chão, eram zumbis-invocados, diferentes dos normais por não possuírem funções cerebrais, além das mais básicas reguladas por impulsos elétricos remanescentes em seus cérebros, ou seja, o impulso de se alimentarem, eram os clássicos zumbis de George A. Romero, diretor de ''Night of the Living Dead (1968)'' formavam uma linha de abelha atrás de Marion, que usou One-Woman Wail novamente, mas isso não adiantava nada contra as criaturas, e estas pareciam estar levando a melhor sobre ela, porém, ao chegarem mais perto dela, uma elipse multicolorida apareceu no chão em volta dela, e uma explosão foi deflagrada, lançando pedaços de corpos chamuscados para cima, Juliet conhecia essa também, Mel Burst, era uma técnica tão poderosa que dizem poder produzir um som tão forte que poderia causar os átomos de coisas e pessoas ao redor explodirem, Juliet nunca imaginara que uma garota normal pudesse usá-la, - Está vendo? Estou falando sério, não duvide, ela então começou a correr em direção a Juliet, péssima idéia, um braço agarrou sua perna, um zumbi com apenas a parte de cima do corpo a segurava, a Necromante havia usado Still Puppet para controlar remotamente um alvo morto, ela então correu para perto de Marion, enquanto a Banshee tentava inutilmente se desvencilhar e aplicou um forte chute em seu estômago com seu salto alto, fazendo-a se soltar do braço do zumbi e voar a uma parede próxima, cuspindo sangue.

Luke havia acabado de cruzar a área do Bazaar, estava virando a esquina quando viu a cena, e correu para perto de sua amiga, - Juliet! O que está acontecendo? Ele olhou para a garota na parede, ela agora voltava à sua forma humana e carregava um olhar de completa desolação no rosto, - Era um duelo formal (ou quase) pela presidência do grêmio, Juliet respondeu em um tom seco, Luke ficou boquiaberto, elas levavam isso muito, mas muito a sério, ele então viu que a orelha direita de Juliet estava sangrando, ele então encostou sua mão direita na orelha dela, e murmurou Retorno ao Completo, e uma luz verde e cálida envolveu seu dedo indicador, Juliet sentiu o efeito na hora, - Magia de cura? Quando você...? Ela perguntou, muito surpresa, - Sabe o que é... Começou Luke, coçando suas costas e corando um pouco, ... eu cansei de ver o pessoal se machucar e não poder fazer nada sobre isso, então pedi para James me ensinar nas férias, mas é uma magia ainda meio fraca, só emenda ossos quebrados até agora, Juliet simplesmente teve um flashback, e lembrou de James e Luke saindo de mansinho do grupo, e indo atrás de uns picos de neve ao redor da casa de sua tia, - Então era isso que faziam escondidos nas férias, eu estava ficando um pouco preocupada, honestamente, disse ela rindo, - Mas vamos à preocupação do dia, ela e Luke se aproximaram de Marion, cabisbaixa, ainda encostada na parede, - E você, porquê existe? Perguntou ela, fria como nitrogênio, a garota corou e começou a gaguejar, parecia estar com muita dificuldade para começar, mas Luke a acalmou, dizendo que não iriam machucá-la (diga por você... Juliet pensou), e então, ela em fim engoliu em seco, fechou os olhos rapidamente e os abriu, - Me desculpe, não, me perdoe, me perdoe Srta. Sariel! Gritou ela, e começou a cuspir palavras em sucessão rápida, - Medesculpasousuamaiorfãmeperdoesóqueriasvocêéminhaídolodesculpesóqueria... Nem um dos dois entendeu quase nada, mas Juliet pareceu ter pego um trecho daquilo, mas precisava confirmar, - Espera aí, por acaso disse que é minha fã? Perguntou ela, duvidando de suas próprias palavras.

Marion começou a derramar lágrimas e assentiu com a cabeça, batendo-a sem querer na parede, - Como se eu fosse acreditar nessa mentira deslavada! Juliet gritou, mas Luke a segurou pelo pulso, e apontou para a blusa dela, que tinha se aberto, revelando por baixo outra blusa, desta vez negra, havia um broche pendurado nela, era um osso da sorte, instantâneamente reconhecível por ser o símbolo do fã clube de Juliet, e tinha algumas palavras escritas, ao se aproximarem, viram que diziam, ''Líder'', Luke e Juliet ficaram pasmos, - Eu... Eu não queria sua posição de verdade... eu apenas queria te impressionar, queria ser aceita por âlguém como a senhorita! Me perdoe, levei as coisas muito a sério... sei que não vai me deixar sair disso inpune... Ela murmurava, e assim que acabou, cobriu sua cara por vergonha, ambos então viram um grupo de garotas e alguns garotos, surgindo de trás das paredes de um dos lados do corredor, todos usavam o broche do fã clube. Surpreendendo até a Luke, Juliet se ajoelhou e estendeu sua mão à Marion, - Olha... realmente não posso te perdoar assim tão fácil, mas, eu realmente preciso de uma mãozinha, principalmente uma ajuda feminina, no meio daqueles cérebros-de-paçoca do meu primo e do James... Que tal se você fosse minha assistente pessoal, minha secretária? Os outros membros do fã clube gritaram em euforia e saíram correndo dali, e Marion começou a berrar alto, chorando ainda mais de alegria, - Marion... er... Marion... Sua primeira tarefa... É PARAR DE CHORAR E SE RECOMPÔR! ela logo então concordou com a cabeça e limpou seus óculos com uma flanelinha amarelada, ainda fungando, ela disse, ou melhor, soluçou que não iria se esquecer da gentileza da Mestra Juliet até ela morrer... morrer denovo, melhor dizendo, - Ahn, ''Mestra'' é um pouco demais, só Juliet está bem..., Marion tirou uma prancheta, ninguém sabe de onde, e respondeu-a com um alegre, ''Sim, Mestra Jul... Quero dizer, Sim, Juliet!'', - Vocês garotas, não compreendo... Luke comentou, fazendo as duas rirem. - Tudo está bem quando acaba bem... Eu acho... não entendi nada... Luke murmurou para si mesmo quando voltava para o Hall das Refeições, onde seus amigos o esperavam, - Conseguiu as renovações, Luke? Gary perguntou-o, - DROGA! Gritou o Fantasma enquanto saía correndo pela porta do hall, novamente.
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Capítulo 4: Monastério na Montanha Gelada: - Parte 1.

Mensagem  Jack Jerripher em Qui Set 27, 2012 10:23 pm

Era um dia quente, sem vento algum a ser sentido pelas terras do castelo, os alunos que já haviam chegado à Academia estavam à beira do lago, tratando de negócios importantes como festejar e se refrescar nas águas do BloodyMary, porém, um grupo um pouco menor não tinha tanta sorte assim, os professores, que estavam enfurnados na sala de reuniões, no nono andar, mesmo estando em sua sacada, não sentiam vento algum, tinham pilhas acima de pilhas de papelada para preencherem, - Vamos, Sophiiie, use um pouco de seu vento em nós, ou até água! Exclamou Aaron, que se escorava na mesa com seu queixo, mas a Harpia, muito focada em seu trabalho, apenas murmurou, - Meus poderes não são para usos tão tolos, e além disso, você é um Tengu, faça seu próprio vento, ele a olhou com uma cara de raiva e então se transformou em sua forma de monstro, um grande homem corvo que segurava dois leques de metal nas mãos e usava uma máscara vermelha sobre os olhos, e com uma balançada de suas asas e dos leques, um vento forte foi conjurado... levando consigo toda a papelada, deixando o resto dos professores com olhares de decepção para ele, - Cérebro de passarinho... Maragaret comentou, segurando seu queixo com uma das mãos enquanto se apoiava na mesa com os cotovelos, - Por que ele existe? Indagou Ran Mao, que tomava o último gole de sua limonada, - Você sabe, é melhor se apressar! Jack deu uma palmada nas costas de Aaron e o apontou os papéis voando, ele suspirou mas logo voou atrás deles, Sophie estava ainda trabalhando, por ter sido uma da únicas (ela e Samantha) a segurarem seus papéis, quando de repente, sentiu uma vibração proveniente de seu bipe branco do Conselho das Espadas, ela então avisou Jack que estava de saída, e aperou o botão do teletransporte, - Isso é tão injusto, ela pode ir embora e nós aqui nesse sofrimento... Comentou Griffon.

Sophie formou-se na sala de comunicações do conselho, ''Ô lugar escuro!'' pensou ela antes de usar a visão noturna para se orientar, e ver que o lugar estava sempre igual, uma sala ampla sem iluminação, e milhões de pessoas com jalecos, trabalhando em computadores enormes e/ou em béqueres em um canto, ela logo se dirigiu à pessoa que era a encarregada dos registros das missões, do maior computador no lugar e da sala de comunicações em geral, Lewis Sherawat, Lewis era e sempre foi, desde qie ela o conheceu, a imagem mental da palavra ''comum'', seu cabelo era um castanho comum, sua altura era mediana, não era magro nem gordo, seus olhos eram da mesma cor do cabelo e ele aparentava ter uns quinze anos apesar de já passar dos 100 na idade de monstro, - Oi Srta Merryweather! Disse ele a cumprimentando, sua voz, comum, - Por favor querido, ''Srta Merryweather'' é dos meus alunos, Sophie serve, ele sorriu para ela, ''Pelo menos sua personalidade é boa, e não, só normal, mas concerteza ela não é muito boa, é só boa, claramente'', pensou para si mesma, - Enfim francesinho, porquê me chamaram hoje? Indagou, e Lewis logo a direcionou à sala de reuniões, e ela logo assumiu a oitava espada, e ao pisar nela, ajoelhou-se, vendo Jeliel Lehahaiah sentar-se na cadeira por cima da primeira espada, seu chefe parecia preocupado, o que não era comum para ele, - Senhor Jeliel, você está se sentindo bem? Perguntou ela, com sinceridade, e o Anjo logo a respondeu, com sua voz calma como sempre, porém parecendo esconder algo, - Sophie, preciso que vá à região do Himalaia, precisamente, perto do pico de Cho Oyu, onde um monastério secreto nos contatou, dizendo terem decoberto algo que possa revelar a existência de monstros para o mundo, o que e porque isso é, me escapa completamente, use força se necessário, mas não letal, ele terminou sua fala dizendo, - Confio em você e em seu eventual retorno sem maiores complicações.

Sophie dirigiu-se de volta à sala de comunicações e fez uma linha reta, para deixar o caminho o mais curto o possível naquela escuridão toda, até Lewis, que não havia nem notado sua presença, pois se ocupara com relatórios de transmissões intercontinentais, - Ahn, Lewis, estou esperando, disse ela, mas sem sorte, a Harpia acabou optando por segurá-lo pelo ombro e balançá-lo, conseguindo tirá-lo de seu transe, ela agradeceu aos cinco deuses por ter funcionado, e ele, muito embaraçado, arrumou os cabos de teletransporte e a pediu para subir no pódio, uma estrutura hexagonal completamente branca, com vidro ao redor e luzes azuis no chão, como as de um cinema, assim que ela o fez, duas prateleiras de vidro subiram de ambos os lados de seu corpo, ela se virou para a da direita, e agarrou um casaco grosso de pêlo artificial, calças térmicas, que ela rapidamente calçou juntamente com botas para escalada, terminando com uma toca, cachecol e luvas, e agora, completamente agasalhada, dirigiu sua atenção para a da esquerda, que continha um bastão retrátil, um atirador de rapel, uma grande faca de combate e um taser, ela entendia que era melhor não assumir sua forma de monstro, se pudesse, e por isso precisava de todo equipamento que conseguisse, ela, na verdade, já tinha enfrentado missões muito mais perigosas, mas algo não lhe parecia certo, aquilo tudo, era como se uma força maléfica estivesse puxando as cordas, escondida nas sombras... E enquanto ela pensava nisso, Lewis terminou os preparativos, e ela desapareceu de vista.

O vento e a neve a açoitaram de cara, mesmo com as roupas extremamente grossas, a temperatura não era algo que podia ser vencida tão facilmente, ela se perguntou se demoraria muito para chegar ao monastério, mas assim que a neve caíndo diminuiu um pouco, ela pôde ver a estrutura ao longe, e sabia qual era o caminho a seguir, ''Droga de gelo, eu poderia estar usando minhas asas'', ela pisava fundo, afundando na neve, andou por volta de duas horas e meia até chegar a um ponto de rochas, que ela conseguiu escalar até a metade, antes de usar o atirador de rapel para subir o resto, as roupas lhe causavam grande cansaço, embora a protegessem consideravelmente bem, ''Antes estava quente demais, agora está frio demais, esse mundo não se decide'', pensou ela, com um tom até meio cômico, mas para seu alívio, ela se encontrava bem nas portas do monastério, e ficou surpresa ao ver que elas eram feitas de ouro maciço, e como não tinha certeza se bater era considerado uma ofensa, ela jogou um rápido relâmpago de seu indicador, destruíndo uma pedra na entrada, o rúido chamou a atenção de quem estava do lado de dentro, pois as portas se abriram, ''Espero que não tenham percebido, bom, mesmo se estivessem olhando, com esse gelo todo, ninguém ia conseguir ver meu relâmpago'', pensou ela, e assim que as portas terminaram de se abrir, um senhor idoso, com barba em dois fiapos divididos ao meio, e cabelos rareando a atendeu, e se curvou, ela fez o mesmo por respeito, mas ele a fez com um sinal de mão que não precisava fazer isso, ela se levantou e se surpreendeu com duas coisas: Uma, o monge que a atendeu usava apenas dois pedaços de tecido que se jogavam por cima dos ombros, e estava descalço, e dois: se as portas do monastério evocavam riqueza, o interior a retirava, pois a arquitetura estava tão desgastada que Sophie nem ao menos conseguia identificá-la, o pátio, embora varrido e sem neve de alguma forma, estava com várias folhas mortas e pedras soltas, árvores mal-cuidadas e secas nos cantos, e por isso, começou a pensar, ''É como se ninguém morasse aqui...''

Mas ela logo teve de parar, pois o monge que a guiava parou e a apontou a uma porta do que parecia ser o templo principal, ela entrou, e se encontrou com uma cortina fechada em um quarto, refletindo uma silhueta de um homem sentado do outro lado, presumivelmente o líder deles, e o único que falava Inglês, com uma voz poderosa, ele disse, - Por obséquio, levem nossa convidada à seu quarto para que ela relaxe do estenuante caminho, e sirvam-lhe algo mais tarde, Senhorita, se sentir-se bem o bastante para se juntar a nós em nossa meditação, pode fazê-lo ás nove da noite, discutiremos tudo o que importa amanhã nas mais aureas horas, a chama que emitia sua silhueta pela cortina se apagou, e Sophue se levantou, foi conduzida à um quarto, que não era tão ruim o quanto parecia, embora não possuísse cama, o monge a deixou, e assim que saiu de seu quarto ela o seguiu com seu olhar até que saísse daquele edifício, ela então saiu de seu quarto, ligando uma lanterna para explorar, viu uma salinha aberta e entrou, suas narinas captaram o cheiro de algo podre e seus olhos bateram na mesa em seu centro, coberta de sangue.


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Capitulo 5: Monastério na Montanha Gelada – Parte 2

Mensagem  Jack Jerripher em Seg Out 08, 2012 9:22 pm

Sophie mal teve tempo de se surpreender quando algo a agarrou por trás, prendendo seus braços, mas com uma rápida transformação à sua forma original, suas asas de uma impressionante envergadura derrubaram quem a segurou, e ao virar para trás, ela já havia preparado uma corrente elétrica na ponta de suas garras, que faiscavam com um brilho azul, - Quem é você? Ela perguntou, com as longas unhas apontando para a pessoa que estava no chão, que ao se levantar, revelou-se ser um dos monges, com vestes dourado-vermelhas, ele simplesmente se levantou e andou em direção à Harpia, que avisou mais uma vez, antes de ser obrigada a utilizar Δαγκάνες της Μνημοσύνης, fritando o indivíduo e o perfurando no peito, e ela continuava até sem tempo, pois a parede, feita de madeira à seu lado de súbito pareceu explodir, pois mais monges com os mesmos trages saíam delas, ela não tinha tempo para lutar com todos, enquanto corria pelo claustrofóbico corredor, que parecia ainda mais comprido agora, ela avistou seu quarto, pegando rapidamente sua sacola, ela conseguiu ver que um prato havia sido deixado à sua porta, junto com um chá, ao passar correndo perto do chá, ela sentiu o cheiro de jasmim, uma jasmim que ela conhecia bem, e era venenosa.

Sophie agarrou seu braço esquerdo, era como se conseguisse sentir a dor, já faziam quase cem anos, ela apenas se lembrava agora de imagens difusas de Samantha, que parecia aterrorizada enquanto a carregava até a estufa e rapidamente enfiou uma flor azul em sua boca, antes de chamar a enfermeira, aos gritos, a senhora que costumava trabalhar na enfermaria antes de Cattleya e Hilda apareceu com o kit primeiros-socorros, prontas para cuidar do braço de Sophie, que estava agora sentada tendo convulsões estranhas, enquanto seu braço esquerdo estava sendo enfachado, estava coberto de sangue muitas manchas roxas. Sophie se virou e lançou uma onda de água ao pisar no chão, atrapalhando os monges que a seguiam rapidamente, algo não estava certo, quer dizer, mais do que o normal, o cheiro que ela sentiu quando fritou o primeiro monge, não era o odioso cheiro de carne eletrocutada que a Ave-Mulher tanto detestava, ela geralmente lançava uma camada de vento antes de qualquer técnica de eletricidade, para que o cheiro não soprasse em sua direção, mas não teve tempo e nem a mente de fazê-lo agora, mas mesmo assim, o odor não viera, lembrou-se de uma vez que acertara Jack com uma corrente, que mesmo sendo de uma baixa voltagem, o derrubou e tostou uma parte de seu peito, ela não se perdoava por seu descuido naquele dia, e por isso se dedicou em sua mira e seu cuidado, ganhando o título de ''Sniper'' entre os ranks do conselho das espadas.

A ''sniper'' virou o canto, estava indo diretamente para a mesma saleta onde havia sido recebida pelo ''líder espiritual'' dos monges, o aviso de Jeliel havia se confirmado, e ela já sabia que algo assim aconteceria, mas era uma armadilha na qual ela teria de pisar com tudo, mesmo que não soubesse com quem estava lidando anteriormente; Ao chegar na sala, ela bateu com tanta força seu punho na parede que a quebrou, - OSMUND! Gritou ela, e de trás de um box de cortinas que se abriram, um homem asiático, muito parecido com todos os outros monges apareceu, e ele sorriu, prontamente se transformando em um homem que parecia somente alguns anos mais novo do que ela mesma, ele tinha olhos cor de avelã e cabelo estilo militar, com uma barba mal feita, mas não para propósitos estéticos, como bobos como Jack usavam, mas que demonstrava desleixo total com higiene pessoal, assim como seu colega do conselho das espadas, Damon Painsworth, um bêbado incurável usava, mas ela não novamente não disperdiçou tempo em reparar nas diferenças que esse último século haviam proporcionado àquele garotinho com cabelos acaju e olhos felizes, o garotinho que era o aluno preferido dela, o jovem que a atacara, o homem que virara um mestre do crime nos anos conseguintes. - Oi Professora, como é que está? Ela apenas bateu os dentes, segurou seu braço novamente, e ele reparou, - Você ainda se lembra? riu-se ele, mas ela não foi nem um pouco sensibilizada por isso, respirou e falou com um ar superior, - Vejo que te ensinei algo, escondeu sua presença, nem parecia que havia algo além de humanos aqui, nunca vi uma Supressão de Aura tão convincente quanto a minha, parabéns, disse ela a última palavra, pausando suas sílabas enquanto dava uma saudação irônica, - Sim, sei que progredi muito desde as aulinhas inúteis no castelo que cheira à mofo... Ele estava perto de terminar seu discurso de vilão quando tomou um soco na face, quebrando alguns dentes e seu nariz, Sophie Merryweather segurava seu punho no ar, ele estava coberto do sangue de Osmund nas falanges de término, - NÃO OUSE FALAR MAL DA ACADEMIA GRAVE NA MINHA FRENTE! VOCÊ NÃO É NINGUÉM!!

A Harpia logo seguiu seu assalto, chutando-o na barriga e fazendo-o voar com uma poderosa rajada de vento, ele atingiu a parede da saleta e a quebrou com o impacto, e rapidamente fugiu para o pátio mal-cuidado, - Nunca pensei que ela partiria logo para a violência! Esbravejou ele enquanto corria e olhava para trás, mas havia algp de estranho, ele não conseguia mais vê-la... BAM, enquanto olhava para trás, Sophie apareceu à sua frente e o soprou para longe com uma batida de suas asas, fazendo-o voar para o lado do templo novamente, ela logo correu para perto dele e o pegou ainda no ar, apertando seu pescoço e batendo sua cabeça em uma parede, fazendo-o atravessá-la, mas ele logo se levantou, e começou a trocar socos com ela, mesmo que se atingissem, nenhum dos dois reagiam, continuavam engajados no que parecia ser uma variação de boxe com socos eletrizados e cobertos com poderes das trevas, - Me falaram mesmo da resistência de vocês Demônios, você pode bater e bater, mas eles não ficam mortos, ela disse, antes de surpreender-lhe com um chute na cara, que o fez quebrar a janela e cair novamente no pátio, ela saiu quebrando a parede com um relampago e pegou sua sacola com itens para a missão, e os jogou para o ar, os cobrindo de agua, tornou-os em misseis, que atingiram seu alvo, o estomago de Osmund como socos, pois não seriam mais de uso, pois ela não fazia caso de se camuflar agora, mesmo que fosse sua especialidade, ela queria destruir o quanto da área ela pudesse, estava com tanta raiva que começava a projetar raios se suas têmporas, ela pisou com força no chão, abrindo um buraco e começando a difundir uma teia de destruição com energia elétrica, as penas de suas asas se empinaram e seus cabelos ficaram de pé com a força da descarga, pedaços do chão é das árvores à volta voaram para todo o lado, isso havia valido a pena, mesmo que Osmund tivesse escapado de seu mais novo golpe (ela daria um nome à ele mais tarde, agora estava ocupada), sua raiva já fluíra e agora ela podia concentrar-se mais na luta.

Osmund se levantou e correu para ela com o punho erguido, a barra de seu terno importado ao vento, mas ela o segurou ente suas garras, e o amassou, quebrou seu punho, esmigalhando os ossos, fazendo-o lacrimejar, ela encostou sua mão na barriga dele, e liberou sua técnica mais marcante, Αφής του Δία, lançando-o na distância, ela então socou o chão sobre seus pés, fazendo a área inteira se transformar, estava já na hora de transformar o ‘’monastério’’ de Osmund no que realmente era, um circuito de caverninhas na montanha, - Camuflagem de Área... sabe, me dá uma desgraça saber que está usando o que te ensinei para o mal!

Osmund começou a rir, - Bem, e Mal? Dinheiro é o que se faz com ele! Vociferou, - Dinheiro? É por isso que você se tornou ladrão por aluguel? Perguntou ela, - O termo é mercenário, anunciou ele, divertido, mas dava para ver que ainda estava com medo dela, só se fazia de despreocupado, ele sabia muito bem em que buraco havia caído, ele já sabia que Sophie era agora membra do conselho, mas a diferença entre a força dos dois, ele não podia imaginar que era tão imensa, sua operação de assassinato havia falhado, mas haveriam mais chances, ele não tinha outra escolha para esse momento, tinha que fugir. Fechou o braço direito e o cortou seu pulso com uma pequena adaga, deixou o sangue escorrer e do filete vermelho saiu uma luz, os monges reapareciam, mas agora se transformavam em manequins, marionetes e bonecos, todos manipulados por cordões, presos aos dedos de Osmund, que os jogou contra Sophie, as criaturas, mesmo que de plástico, haviam sido imbuídas de magia negra, uma magia perversa, corrompida, e mesmo a Harpia teve de lutar para destruí-los um por um, - Só quero saber o que me denunciou, gritou ele, e ela respondeu, - Jasmim-venenosa no meu chá, sua preferida, declarou ela com raiva, muita raiva ainda por ver que ele pulara da montanha, e confiara à suas asas de morcego, para desaparecer, ela havia vencido, por aquele dia, apertou o botão de seu aparelho de comunicação, desapareceu, reaparecendo no conselho das espadas, sala de comunicações, Lewis correu até ela, querendo o status da missão, que terminará muito mais cedo, mas ela simplesmente tirou os casacos e tirou uma de suas penas nas asas, Lewis entendia que ela sairia com raiva se a perguntasse, por isso, ia só analisar o vídeo gravado pela mini-câmera na pena, e assim ela o fez, desaparecendo. Voltando à sala de reuniões, agora vazia exceto por Jack e Samantha, que a acolheram antes dela cair por exaustão, ela agora, desmaiada, lembrava apenas do doce garotinho para qual ela dava aulas particulares, aplicado, atencioso, gentil, um passado que ela gostaria de ver refletido no futuro, ela reafirmou sua promessa, de um dia, tirar o garoto gentil que conhecera, de dentro da abominação na qual ele havia se transformado, e voltou a dormir.


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Δαγκάνες της Μνημοσύνης, Grego para, Garras de Mnemosine


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Capítulo 6: A Verdade na Floresta.

Mensagem  Jack Jerripher em Sex Out 19, 2012 9:17 pm

O calor residual dos dias mais quentes continuavam se alastrando pelas terras do castelo, e sob tal calor, era importantíssimo manter-se refrescado, ainda mais se está de repouso acamado. Cattleya, a enfermeira da escola, havia pedido à Jack para que levasse uma grande jarra de água para Sophie em seu lugar, pois estava ocupada com alguns desastrados no hall das refeições, e os outros professores se ocupavam, apartir desse mesmo dia, c om as primeiras aulas daquele ano letivo; Sophie Merryweather já havia levantado, estava em sua maca na ala hospitalar, encostada em dois travesseiros de pena de Garuda, lendo ‘’Camaleão Moderno: Camuflagem de Mestres, o Diretor agora a fazia companhia, - Então, Taylor confirmou sua presença? Perguntou a Harpia, olhando seu amigo com o canto de seus olhos azul-metálicos, Jack ajeitou seu tapa-olho e respondeu que sim, e que ele a agradeceria por isso assim que chegasse. De súbito, os olhos de Sophie tornaram-se enevoados, e justo quando o Dullahan iria lhe perguntar se havia algo de errado, ela falou: - Se eu soubesse... que o pequeno Osmund Romanov iria crescer e se tornar um barão do crime... o que eu deveria ter feito? A voz dela era calma e controlada, mas era indubitável que ela estava ppreocuapada, Jack abriu e fechou sua boca brevemente, e começou a encarar o teto com seu olho, principiou então a explicar: - Não se martirize Sophie, nosso trabalho é apenas ensinar e aconselhar, depois do colégio, as escolhas são deles, não havia nenhuma certeza de que ele tomaria as escolhas que tomou, é claro, as possibilidades estavam ali, sim, mas nada no mundo é certo. Um silêncio desconfortável tomou conta da larga ala hospitalar, com suas paredes de mármore e tons nude, ele foi finalmente quebrado pelo Diretor, que voltava a falar, - Estamos fazendo um grande bem para o mundo, sabia? E aqueles são os melhores exemplos, disse ele apontando para a janela aberta, Sophie sorriu enquanto via os monstros da profecia atravessando o lago BloodyMary em um barco, com o resto de seus colegas.

- Lindo dia para uma excursão! Brenda exclamou com seus cabelos ao vento, enquanto o barco se aproximava da orla da Floresta Iilfort, - Concerteza, gata! Gritou Kain, fazendo todos baterem seus rostos em suas mãos, saíram então do barco, levemente tontos, - Ninguém costuma vir muito aqui não é? Luke perguntou à Ran Mao, que juntamente com Samantha chefiavam essa pequena excursão, a Bastére assentiu com a cabeça. Esse passeio na verdade também era uma aula, todos carregavam seus exemplares de um guia de identificação de plantas, e deveriam coletar um exemplar por aluno de alguma erva de cura de sua escolha, Blair e Kain discutiam sobre qual era a mais potente, ficando extremamente emocionados com um assunto tão desmerecedor de tal comportamento, fazendo Gary e Brenda fingirem que não os conheciam, Luke apenas suspirou, acostumado com as personalidades abrasivas dos dois. Após terem andado em direção à floresta, chegaram à uma clareira, cercada por altas árvores floridas, e justamente quando a Srta Scarlet e a Srta Kindersley iriam explicar mais sobre a tarefa, a Srta Kindersley saiu correndo após soltar um gritinho, - Gente, o que foi isso? Indagou Blair, tão surpresa quanto todos, mas não precisaram pedir explicações, pois conseguiram ouvir Ran Mao comentar baixinho, - Bom, fazia um tempinho que ela não voltava para casa...

Se Samantha vivia ali, ela devia ser a única que entendia como se achar por ali, pois os cinco, e provavelmente os trinta outros alunos, estávam perdidérrimos, haviam chegado à uma secção escura da mata, e nem todos haviam encontrado suas ervas ainda, - Eu te disse que a gente devia ter virado à esquerda na macieira! Gritou Blair, - Na macieira? Nunca nem teríamos chegado nela se tivesse seguido meu nariz como disse que devíamos! Trovejou Kain a retrucando, Gary entrou no meio dos dois e os separou sem cerimônias, - Nós aqui perdidos e vocês com briguinhas inúteis! Parem já ou eu juro que expulso os dois da Academia! Ralhou o Kelpie; Todos se assustaram com a raiva de Gary, Luke o conhecia como um rapaz quieto, vê-lo se irritar assim não era natural, e não era apenas uma simples mudança de humor, Brenda confirmou suas suspeitas ao apontar para o chão, - Se afastem dele! Luke gritou, Blair percebeu na hora, ao contrário de Kain, mas isso foi o bastante, pois ela conseguiu empurrá-lo à tempo, ambos se desviando do golpe do tridente de Gary, e caíram os dois no solo, justamente em cima das pedras da baía, que deixavam seu amigo naquele frenezi de raiva, não perderam tempo em jogá-las longe, e com ajuda de Brenda, retiraram todas as pedras da área, Luke segurava Gary com uma Mão Fantasma, embora não fosse aguentar por muito tempo, mas foi o bastante, fazendo Gary perder a consciência, agora estavam perdidos e com um deles incapacitado. –Ei, isso não é um chão escuro comum, está queimado... Blair reparou.

Samantha estava aos pulos, comunicava-se com seus amigos, as árvores, as flores e alguns pequenos mamíferos, além dos insetos, ela amava os insetos, já confeccionava uma coroa de flores, que ela mesma havia produzido, e já havia plantado novas companheiras para que suas antigas amigas não ficassem solitárias, enroscou uma ou duas vezes seus cabelos loiros cacheados nos galhos ao redor, mas fortunadamente, não quebrou nenhum deles (ufa! Suspirou a Ninfa) e após passar mentalmente sua lista de tarefas, chegou à triste realização, a de que só faltava ‘’aquilo’’ a ser feito; Ela não estava mentalmente preparada para aquilo, nunca estaria, mesmo que treinasse diariamente, e isso ela já fazia. Respirou fundo, olhou para trás para ver se sua colega professora não a seguia, ela não podia deixá-la saber disso, pessoas demais já conheciam seu pecado, ao se levantar, seguiu o caminho conhecido, arbustos, galhos, musgos e até o padrão das asas das mariposas que dormiam pareciam tornar-se setas, setas que riam, apontavam-na como piada, e não estavam erradas, era isso que ela era. Lembranças de um tempo passado, do tempo em que ela era apenas uma jovem Ninfa, uma protetora de sua floresta, como todas as pequenas Ninfas eram, e por essa a mesma razão pela qual a maioria delas não crescia e nem deixava sua floresta, eram boas memórias, cenas agora começavam em sua mente, pessoas bonitas, sorridentes, tão diferentes! Começavam um picnic na floresta, Sam se aproximou à elas, pouco a pouco virou parte do grupo deles, eles ganharam sua confiança, lembrava-se agora de um círculo de fogo, um anel incandescente destruía sua casa, seu dever, sua obrigação. Ao meio de suas recordações, chegou à parte escura da floresta, já via as marcas de queimado, ela não conseguiu manter-se, caiu aos joelhos, se desculpando.

- Então vocês estavam aí! Exclamou Ran Mao, ao encontrar os cinco, saíndo de sua forma de monstro, pois a usava para aumentar seus sentidos aos de um felino e tomou um susto ao ver Gary, seu favorito, desacordado, mas pôde verificar que ele não corria perigo, pois estava inclusive até acordando, - Vamos, todos já estão na orla! Apressou-os ela, mas eles logo ouviram um som esquisito, e o seguiram, não andaram muito até Ran Mao sair correndo à frente deles, e podiam apenas vê-la ajudando alguém a se levantar, e logo viram que era a Srta Kindersley, que se debulhava em lágrimas no chão queimado, ela os viu, e limpou rapidamente os olhos de avelã, ainda que não tenha feito diferença alguma, eles não pediram uma explicação, mas ouviram atentamente à história de sua vida, sabiam por experiências próprias que às vezes, pessoas só querem ser ouvidas, e assim que ela terminou, com os olhos vermelhos em lágrimas, Brenda se ajoelhou ao seu lado e abraçou sua professora, - Prô, não sei se já se esqueceu, mas... em meu primeiro ano aqui, após ter perdido meu controle, foi a senhorita que me levantou, Samantha se lembrava, óbvio, Ran Mao também passou sua mão, fazendo uma massagem nas costas da amiga, a lembrando de que ela própria também tinha sua história de confiar demais nos outros, - Ahn, professora, tenho certeza que as flores não lhe culpam mais, Luke disse, um pouco embaraçado, Samantha sorriu para ele, e assim que olhou para cima, viu que as plantas ao seu redor começavam a crescer, do chão queimado, que ela própria enchera de pedras da baía como oferenda, e as ervas que Luke, Gary e Brenda carregavam acompanharam as plantas ao redor em um brilho tênue, e Samantha percebeu que não deveria mais ficar assim, e sentiu, pela primeira vez em muito tempo, que podia fazer algo para mudar sua condição. Do outro lado do castelo, na entrada, um novo ser se aproximava da ponte, - Tsk tsk tsk, vejo que o estilinho desse lugar ainda não mudou, para onde vai meu dinheiro? Perguntou divertidamente, lambendo os lábios.
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Re: Fanfic: Grave Academy.

Mensagem  Svetlana Kerff em Dom Out 21, 2012 1:56 pm

Olá, sou nova aqui, prazer, Svetlana Kerff, mas podem me chamar de Russy, é um apelido.

Vou aproveitar meu tempo antes das provas para ler, já estou no quarto capítulo e estou amando!
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Capítulo 7: Falsa Esperança.

Mensagem  Jack Jerripher em Sab Nov 03, 2012 1:51 pm

Blair estava chocada, tremia profusamente enquanto segurava um envelope pardo em suas mãos, começava agora a andar de um lado para o outro de seu dormitório, como suas colegas haviam largado a escola no ano anterior, tinha o quarto só para si, o quarto, com decorações gregas como padrão da Sapiensores, era evidentemente grande demais para uma pessoa só, e dava à Blair uma idéia de solidão, representava a solidão que ela estava superando com seus amigos, com os quais ela havia acabado de tomar o café da manhã, antes de encontrar o envelope, que parecia marcar a volta de sua solidão, algo em seu passado que ela havia, inconscientemente, bloqueado por medo, ou covardia, leu novamente o nome que a endereçava a correspondência, passava os dedos por cima da tinta, lendo o nome que não lhe pertencia realmente, Blair Liddel.

Após ter se decidido, a garota desceu para hall de sua república e passou despercebida por todos, mesmo Gary, que lia o jornal dos monstros, ''Daily Scare'', ele se concentrava tanto na leitura que nem levantara o olhar quando ela passara, ou talvez apenas não estivesse acostumado a vê-la com sua cor de cabelo original, pois não tinha tido tempo e nem a cabeça para fazer seu glamour que tornava a cabeleira ruiva em um loiro bonito. Saiu pela grande porta que continha a gravura de um Centauro e passou a andar rapidamente em direção às escadas, no caminho, passou por Carmela, que estava pronta para cumprimentá-la, mas sua angústia não passara desapercebida pela Vampira, que insistiu em seguir a Bruxa pelas escadas, alcançou-a e colocou uma de suas mãos nos ombros da colega, - Blair, o que houve? Perguntou ela em voz baixa, pois era evidente que, fosse o que fosse, a garota não gostaria de dividir com os colegas que passavam, descendo para suas aulas da manhã. Blair estava transtornada demais, e quando se virou, Carmela pôde ver em seus olhos que ela esteve chorando, a garota apenas deu o envelope para a Vampira ler, seus olhos se arregalaram ao abrir a carta, tinha ouvido de Luke sobre a história de Blair, ou de Alice, melhor dizendo, e se surpreendera com o nome de Blair na carta, seria mesmo possível que a irmã da garota estava ali, na academia?

As duas continuaram a descer as escadas, em rumo ao quarto andar, quando Blair se virou, agora um pouco irritada, - A carta estava endereçada a mim, por que você está vindo junto? Carmela se surpreendeu com a pergunta, mas respondeu assim mesmo, - Se você continuar assim, vai se destruir, não pode fazer tudo sozinha, Blair não demonstrou reação alguma além de continuar descendo escada à baixo, enquanto Carmela ficou parada onde estava, e dessa vez ergueu a voz, algo que ela quase nunca fazia, - Acredita mesmo que a carta é de sua irmã? A pergunta ressou pelo andar, Blair havia parado de descer as escadas, e então se virou para Carmela, - Não, mas não posso simplesmente ignorar, tenho que ver quem tem a coragem de me mandar isso, e após dizer isso, apenas continuou a andar, Carmela a seguiu, colocando novamente a mão em seus ombros, - Você não pode ir sozinha, acredite, EU SEI.

A Vampira e a Bruxa chegaram ao quarto andar, o andar causava duas impressões nos alunos, o ignoravam, ou se divertiam muito com ele, era já um costume plantar armadilhas nos longos corredores labirínticos que o formavam, as duas garotas se postaram lado a lado na entrada do corredor, e após terem se dado uma olhada, partiram em desparada, se esquivaram dos troncos de árvore que caíam do terto, saltaram por cima das bolas de gude que as fariam escorregar, e evitaram com muito cuidado as lâminas que balançavam como pêndulos em fios no teto, Blair havia recebido um pequeno corte nesse último destino, e o estava enfaixando com magia, - Me deixe parar o sangramento, Carmela pediu em um tom cômico, com os olhos vermelho-sangue, Blair apenas sorriu, e as duas, graças a Kain, sabiam o que estava por vir, o hall das explosões, sem hesitar, ambas correram ao topo de suas velocidades, explosões seguiam seus passos, se aproximando cada vez mais de seus calcanhares; Sem aviso, Blair atirou uma Pumpkin Grenade em uma parede, abrindo um buraco grande o bastante para as duas, que prontamente se esconderam nele, viram as explosões passarem por elas, significando que agora era seguro, - Depois eu me entendo com Jack por isso, Blair disse à Carmela, apontando para a parede que quebrara, a Vampira apenas assentiu; Haviam chegado ao lugar endereçado, a antiga sala de recreação, Carmela chutou sua porta para abr
i-la, revelando uma ampla cúpula com lugar para a prática de esportes, que incluiam até uma piscina, agora verde de musgo, - Pena que fica no quarto andar, ou faria sucesso, Carmela comentou para si mesma.

A pessoa que escrevera a carta se mostrara, estava de pé, no meio da quadra de basquete, - Charlotte! Gritou Blair furiosa, Carmela se surpreendeu, pensou que não voltaria a ter seus poderes tão cedo depois do martelo de ossos de Juliet, com as energias de todos os estudantes, - De fato, fiquei sem poderes por estes dois anos, começava Charlotte Garret, que agora, juntamente com as duas garotas, começava a circular a arena em uma espécie de dança pré-batalha, e então, puxando seus longos cabelos negros para trás, acenou com seus dedos e uma teia prateada revelou-se, fechando a porta, e logo depois, a sala inteira revelou-se estar coberta de suas teias, mas com sorte, nenhuma das garotas haviam sido presa, - Como conseguiu invadir a Academia? Carmela perguntou, - Eu nunca saí, fiquei esses dois anos como apenas uma aranha comum, apenas voltei semana passada, declarou a Aracne, - E essa coisa com minha irmã, é o máximo que soube fazer? Não se motiva se não for paga? Rosnou Blair, planejava irritar a adversária, o que Carmela não tinha certeza de ser o melhor a fazer, as três passaram as preliminares e correram em direção à Arena.
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Capítulo 8: Duelo Rápido.

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Nov 13, 2012 1:53 pm

Em uma calma manhã comum, os estudantes descendo para sua aula de Armas teriam de esperar um pouco, Jack estava em seu escritório, também no sétimo andar, e atendia duas pessoas, uma era uma mulher alta de físico forte e cara de durona, usava uma roupa indubitavelmente da última moda francesa, e parecia um tanto consternada, segurava seus óculos nas mãos, enquanto os limpava com uma flanelinha, - Isso é inacreditável! Dizia ela pontuando cada sílaba da palavra com um tom de raiva, - Você me deu os piores horários, isso foi de propósito que eu sei! Ralhava ela, empurrando Jack, que coçava sua têmpora direita, não querendo ter uma dor de cabeça logo pela manhã, - Não, Taylor, pense um pouco, eu apenas lhe dei os horários de Sophie, ela aguentava os ''piores'' horários, dizia ele pontuando as duas últimas palavras com aspas com as mãos, por que ela não se importava de dar duro com os alunos, e além disso, são só duas semanas... Tentava argumentar, mas a Demônia não ia ouví-lo, - Duas semanas é tempo demais, parou ela para ponderar, - Mas... acho que posso fazer isso, já que sou uma das principais colaboradoras financeiras da Academia, terminou ela, inesperadamente, enquanto colocava ênfase em ''principais'', ela logo então se levantou, e sob a desculpa de ter de tomar seu chá matinal, se levantou e saiu. Jack suspirou e então se dirigiu à segunda pessoa na sala, sentado em uma poltrona, estava um garoto de traços japoneses, que mantinha seu cabelo longo preso ao estilo Samurai e segurava uma longa Katana de baínha azul-clara no colo.

- Bem-Vindo à Academia Grave, senhor... Hayato, não é mesmo? Meu Japonês está à algumas décadas enferrujado, Jack comentou, mas Hayato apenas concordou com a cabeça, mantendo um ar sério, Jack então continuou, - Acredito que já tenha sido apresentado às normas do colégio pela Srta. Scarlet, que está com essa função enquanto a Srta. Merryweather está acamada, Hayato concordou novamente, - Agora, Sr. Kurogane, será que poderia me dizer porque saiu de Hisasaya? E porque escolheu a Academia Grave? Jack terminou de falar e aguardou em silêncio a fala de Hayato, que até agora tinha permanecido quieto e imóvel, - Hisasaya, com todo respeito, não ensina nada de prático, e por mais que tenham a fama da arte da espada, estão atrasados, e sua Academia se mostra repetidamente ser a melhor em praticamente todos os níveis, Diretor, falou ele, com um tom de voz também calmo e sem emoções transparecendo, - Ah, entendo, parece que minha querida Ur continua com seus métodos de ensino, Hayato curvou-se respeitosamente, percebendo que a conversa já havia terminado, mas antes de sair, Jack falou-lhe novamente, - Me desculpe por ter de ouvir a conversa entre eu e a professora substituta, sem se virar, Hayato pareceu estar hesitando, mas logo falou, - Diretor, que tipo de monstro o senhor é? Jack mostrou-se surpreso com a pergunta, mas não viu razão para não responder, - Sou um Dullahan, Hayato então se virou novamente, desta vez tinha um certo fogo no olhar, - Ouvi dizer que Dullahans são mestres das armas, nunca lutei com um antes, poderia me dar esta honra? Perguntou ele, Jack sorriu, vendo nisso uma oportunidade, - Talvez, se derrotar dois de meus alunos, completou, Hayato concordou, antes de sair da sala, era visto que tinha mudado sua personalidade ao falar de combate.

Jack saiu de sua sala e a trancou, pegou um capuccino no bar e dirigiu-se até sua sala, que era no mesmo andar, atravessando alguns corredores, no meio do caminho, perto das escadas, viu Blair e Carmela descendo as escadas, ainda mais para baixo, - As duas não deveriam estar em aula? Perguntou, mas não foi ouvido, ignorou e então entrou em sua sala, pediu desculpas pela demora, - Velhote deixa a gente nesse frio da manhã e pede só desculpas, balbuciu Kain, - Ora Sr. Winchester, era de se pensar que todo essa sua pelagem corporal o esquentasse, mas vejo que não, gargalhadas da turma se seguiram, - Era de se pensar que depois de dois anos ele já teria parado de tentar vencer o Diretor, Gary sussurrou no ouvido de Luke e Brenda, que abafaram uma risada, - Mas enfim, cadê a Blair? Kain perguntou, nada envergonhado, enquanto procurava a musa inspiradora na multidão, - Ela parecia meio estranha na sala da Sapiensores, afirmou o Kelpie, mas isso ainda não respondia muito; Uma voz se juntou à eles, - Carmela também não está aqui, ao se virarem, o grupo viu Juliet, que chegava com Jonah e James, como sempre, - Eu duvido muito que elas tenham escolhido botânica para o primeiro período, Jonah comentou, fazendo os outros concordarem. Após a aula, onde haviam começado a aprender como se jogam Chakrams, Jack se encontrou com o grupo, - Olá, escutem, eu gostaria que o... Sr. Winchester e o Sr. Heartshell viessem comigo, não se preocupem, adicionou, não é nada sério, ah, e se os outros quiserem vir, tudo bem também, um pouco surpresos com o convite, o resto do grupo concordou e seguiu o Diretor escada à cima.

Ao chegarem ao nono andar, Jack os conduziu à Arena de Duelos, - Por acaso isso é um teste surpresa? Luke perguntou, mas Jack acertou-o com o copo de plástico de seu capuccino na cabeça, - Eu disse para não se preocuparem, ao entrarem na arena, com um alto teto de pedra, perceberam um garoto da idade deles, de descendência oriental esperando em pé em um dos lados da Arena, - Quem é aquele? Alguém conhece? Brenda perguntou, e Juliet a respondeu, - Esse é o Hayato Kurogane, ele é novo no colégio, chegou ontem, e senta do meu lado em venenos e Antídotos, dizer que ele não fala muito é um eufemismo, ela completou, - Bem, agora que estão todos aqui, gostaria de propor um duelo, entre Kain Winchester, James Heartshell e Hayato Kurogane, isso é tanto para avaliar nossa Academia, como para testar nosso novo aluno, mas como vamos organizar os duelos... Vejamos... Pensou Jack, com a mão no queixo, - Posso enfrentar ambos ao mesmo tempo, Hayato falara, seu sotaque ainda precisando de algum trabalho, Kain e James se surpreenderam, sentindo-se um pouco humilhados, e então logo subiram na arena, os outros, acharam lugares nas arquibancadas, enquanto Jack se postou na posição de juíz do combate, - Peço para que façam o máximo possível para não se machucarem, o Diretor os pediu. Eles então se postaram Kain e James lado a lado na mesma parte da arena, e Hayato na outra, cada um pegando suas espadas, com exceção de James, que técnicamente usava uma adaga, - Qual é o nome de suas lâminas? Hayato indagou, James deu de ombros, e Kain respondeu que não dava nome para sua espada, - Ah, dá sim, disse Brenda na platéia, já vi você abraçado nela, dormindo, a chamando de Isabella, todos encararam a Lobisomem, que então percebeu, - Bem, talvez, pensando melhor, ele não estivesse se referindo à espada.

Soou o gongo, e para a surpresa de Kain e James, Hayato apenas avaliou a postura de ambos, e colocou sua espada na baia do desafiado, - Shirojima não será necessária para essa disputa, Hayato comentou, Kain e James se olharam, demorando um pouco para entender que Shirojima era o nome da espada de seu oponente, Kain tomou a dianteira, tentado acertar Hayato com a guarda de sua espada, mas Hayato, com as mãos nas costas, apenas deu dois passos para o lado, e então acertou as costas de Kain com a palma de sua mão, o tirando o equilíbrio, James foi o próximo, tentando cortá-lo com a adaga, mas Hayato agarraou Kain pela gola da camisa e o jogou contra James, os derrubando, ele então postou-se novamente no meio da arena, e ambos se levantaram, e ambos correram para o ataque, tentando acertar Hayato, mas ele calmamente dava alguns passos e se virava para se esquivar da espada e da adaga, e então, para a surpresa dele, James o segurou pelas costas, segurando seus braços, enquanto Kain levantou sua espada para cima, e ao tentar descê-la em Hayato, o garoto já havia acertado James no estômago com o cotovelo, livrando-se de seu aperto, seguindo com uma rasteira, enquanto segurava a ponta da espada de Kain com uma técnica conhecida como Tetsutê, segurando-a com ambas as mãos formando uma concha, ele então desarmou Kain com uma cotovelada e derrubou James da arena com um chute, fazendo ambos assumirem suas formas de monstro, James abriu suas asas, preparando seu Veneno Negro e Kain chegando perto dele com garras erguidas para executar as Garras Lacinantes, mas Hayato apenas se virou, pegando Shirojima de sua baia, e em seguida, rapidamente a tirando da baínha azul-clara, enquanto, com um movimento de 180 graus, desferiu em ambos um forte golpe através da barriga, mandando-os para longe, caíndo da arena no outro lado dela, revertendo a suas formas humanas, era uma técnica muito veloz, Hisatsu: Futakiri, Jack anunciou o fim da disputa. Ao se levantarem, Kain e James verificaram com surpresa, que não haviam sido cortados, e agora percebiam que Hayato os acertara com sua Katana precisamente na direção e potência correta para não cortá-los, apenas mandá-los para longe, Hayato embainhou Shirojima e estava prestes a se retirar quando apontou para Jack, - Devo admitir que eles são bons lutadores, em Hisasaya, nunca precisei desenbainhar minha companheira, nosso duelo fica para outro dia, e sem dizer mais nada, Hayato curvou-se com respeito, e se retirou dali.


Traduções
Spoiler:
Shirojima, Japonês para, Ilha Branca
Tetsutê, Japonês para, Mãos de Aço
Hisatsu: Futakiri, Japonês para, Técnica Secreta: Talho Duplo.
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Jack Jerripher
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Capítulo 9: Descanse em Paz.

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Nov 20, 2012 2:12 pm

Charlotte secretou teias de cada um de seus dedos, e criou um emaranhado delas, tentando criar uma rede cortante e pegajosa, quase pegando Blair nela, mas por sorte, Carmela a empurrara bem à tempo, mas não fora de graça, uma cor vermelha-escura pintava o braço da Vampira, - Humpf, sangue coagulado... Disse Carmela após lamber o sangue da ferida, ela então a tocou, e dela saiu um flash de uma brilhante luz avermelhada, distraíndo a Aracne tempo o bastante para que Blair a acertasse com uma Pumpkin Grenade, mandando-a para longe com a explosão. Blair correra em direção à Carmela, checando para ver como ela estava, - Nós Vampiros nos curamos rápido, não se preocupe, ela então apontou para frente, e Blair via que Charlotte ainda não havia sido derrotada, - Ainda bem, eu ainda não bati o bastante nela... A Bruxa comentou.

- Você agora precisa de outra pessoa para me derrotar A-Li-Ce? A voz da Aracne não parecia vir de nenhum lugar específicamente, mas Blair logo percebera, pois conhecia sua inimiga, - O teto! Ela gritou, e isso deu a Carmela tempo o suficiente para se esquivar das teias que pareciam chover do teto alto da arena, onde Charlotte já havia feito sua casa temporária, ela e Blair já haviam combatido tal estratégia, duas vezes, mas desta vez ela parecia ainda mais potente, e já que o teto da arena era muito alto, chegar até ela seria mais difícil, Blair conjurou uma vassoura e voou com ela, mas tornou-se quase impossível para desviar das teias, que pareciam se concentrar nela, até que ela sentiu uma dor lacinante na cintura, e verificou um corte ensanguentado no lado esquerdo, e esse foi apenas o tempo preciso para que ela se distraísse e algumas teias se prendessem à sua vassoura, obrigando-a a saltar dela, antes de cair, via que Charlotte havia criado uma nova técnica, e assim que sua vassoura foi presa, as teias a apertaram, praticamente a esmigalhando, Carmela pulou e pegou a colega antes que ela atingisse o chão, - Obrigada por isso, Blair disse, um pouco branca, tanto pela perda de sangue como pela queda, Carmela a pôs no chão e então sussurrou um plano em seu ouvido, - Pode ser loucura, mas acho que vai dar certo, - Você ficou mais fraca Alice, antigamente você podia me derrotar sem piscar, seus amigos lhe enfraquecem, Charlotte continuava, ainda em tom monótono.

- Blair correu e tocou no chão, em um ponto próximo à onde uma das teias de Charlotte se dependurava, e lançou uma Magia de Gelo, congelando a teia, fazendo com que a Aranha-Rainha tivesse de deixar seu abrigo, o emaranhado de teias que haviam se formado no teto agora criavam uma abóbada gelada, que impendia sobre a Bruxa e a Vampira, ambas agora estavam escalando-a, Charlotte Garret dos Fios de Prata, porém, não ia ser vencida assim tão fácil, e logo encontrou um ponto de seu gosto e então fez algo que assustou ambas as suas adversárias, colocou dois dedos em sua boca e cuspiu algo com uma cor esmeralda, esse algo logo se tornou uma névoa. As teias congeladas pelas quais ambas as monstras subiam começavam a perder sua estabilidade, a névoa, claramente ácida, começava a corroê-las, Carmela e Blair rapidamente viraram seus calcanhares, começando agora a escorregar para baixo, evitando a rajada tóxica por pouco. Blair lançava agora várias bolas de chamas com Magia de Fogo, mas isso apenas causara com que Charlotte tivesse um pequeno ataque de risos, - Teias de aranha não são inflamáveis, as minhas, menos ainda, mas o que ela não percebia era que tanto Blair quanto Carmela já sabiam disso.

As bolas de fogo de Blair, de repente, pairaram no ar, formando um círculo, e então se extinguiram, mas assim que o fizeram, a Aracne conseguia ver pequenos objetos negros e vermelhos que pareciam ter saído de dentro das chamas, ao chegarem mais perto dela, percebeu que eram morcegos, que rapidamente se agruparam, formando-se em uma única entidade, Carmela, que segurava sua Lance Effrayant, e quase conseguira acertar Charlotte com ela, mas a Aranha defendeu-se da lança a segurando com as teias cortantes que saíam de seus dedos, porém, a lança de Carmela se estendeu apartir da ponta traseira, aproximando-se do chão, e Blair aproveitara essa oportunidade, correndo por cima da lança feita de sangue solidificado, ela alcançou ambas e primeiramente acertou Charlotte com Magia de Água, seguindo-a com Magia de Trovão, torrando-a com um poderoso golpe, e ainda por cima, antes que atingisse o chão, Carmela girou sua lança na mão e apontou-a para a Aracne, acertando-a com a combinação de aceleração gravitacional e pura força, Charlotte jazia derrotada no chão.

Assim que ambas as amigas estavam no chão, perto do meio da arena, Blair caminhou até Charlotte, - Anda, está esperando o que? Me mate, Charlotte disse, ainda consciente apesar dos sérios ferimentos, - Eu não sou mais assim... Quero te matar, queria acabar com você, mas... não posso, estaria em seu nível se matasse sem remorço, a Bruxa declarou, - Eu matei sua irmã, Charlotte confessou, - Faz muitos anos, Shade se cansou dela, assim que a conheceu soube que tinha pego a irmã errada, eu ganhei uma bolada, disse ela, sem emoções na voz, - Ah, de alguma forma, eu já sabia que ela estava morta, Blair concluiu, olhando para baixo, - É só isso? Eu matei sua irmã e você não quer me matar? Charlotte indagou, sendo incapaz de entender, - Sabe, já faz muito tempo que eu penso em Blair, não consigo esquecer dela, e nem vou, mas é provavelmente melhor que eu... pare de incomodá-la, e deixe ela... Descansar em paz, A Bruxa então sentou-se, as pernas juntas, limpando a única lágrima que conseguira produzir, mas foi aí que Carmela, que estava calada até então, perguntou, - O que você quis dizer com ''irmã errada''? Os olhos de Carmela se arregalaram, não havia focado nessa parte, - Charlotte ofegou, não respondendo, e então Blair quebrou o silêncio, - A profecia... era... foi por isso que Shade me escolheu? por isso controlou minha irmã? Porque sou um dos guerreiros?! A garota levantou-se rapidamente, percebendo e finalmente entendendo a razão por trás de tudo, Carmela estava igualmente surpresa, mas chegou perto da colega, tentando confortá-la, mas Blair então caiu ao chão de joelhos, suas memórias passavam em frente de si mesma, tudo o que havia sofrido, agora sabia o porquê, ela então segurou o estômago e despejou um vômito fino ao chão quebrado, começando a tossir.

As portas do local se abriram, e delas vieram Cattleya e Hilda, que rapidamente chegaram até Blair e Carmela, ouvindo de Carmela o que havia acontecido, Cattleya ordenou à Hilda, para que ela providenciasse duas macas, e com um gesto da Fênix, dois aparatos brancos com rodas surgiram, e tanto Blair como Charlotte foram postas nelas, e depois magicamente transportadas para a ala hospitalar, - Entendo... Vou ter de avisar Jack sobre o que aconteceu, Cattleya saia apressada da sala quando Carmela insistiu que ela deveria ir cuidar de Blair, e que ela mesma poderia avisar o Diretor, a mulher-de-duas-bocas concordou, - Acredito que o Diretor esteja em sua sala agora, Carmela subiu o mais rápido que pôde, e trouxe Jack para a ala do hospital no oitavo andar, Notaram que Luke, Gary, Brenda e Kain já estava lá, mas não tinham sucesso em se comunicar com a amiga - Blair, você está bem? Jack colocava sua mão no ombro da garota, que estava encostada no travesseiro, que havia sido posto na parede, segurava seus joelhos juntos, e que foi instantâneamente lembrada da cena terna que ela e o Diretor dividiram ao final do primeiro ano, Jack esperava uma resposta bem diferente da que recebeu, - Não, eu desisto, não quero... nào sou mais a bruxa de quem a profecia se refere, todos foram pegos de surpresa, e haviam se petrificado, embora quisessem dizer alguma coisa que ajudasse, não estavam encontrando nada útil para dizer, e o tom da Bruxa era final, - Por favor, quero ficar sozinha um pouco... Todos exceto Cattleya e Hilda se retiraram, todos ainda sem entender o que significava aquilo por completo.
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Jack Jerripher
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Capítulo 10: Grave Academy - O Musical♫

Mensagem  Jack Jerripher em Qua Nov 28, 2012 4:41 pm

Blair acordou em sua cama na enfermaria, se sentia ainda um pouco tonta pelo dia anterior, mas antes de dormir, havia tomado uma decisão, e estava planejando mantê-la, a garota se levantou e se vestiu por de trás de um pano, e então achou seu monóculo da sapiensorens, que estava em um bolse de seu jeans, ''Que bom que essas coisas não quebram'', pensou, ela então olhou para o outro lado de sua cama, e para sua surpresa, viu que Luke se encontrava dormindo, sentado e encostado na parede, ele passara a noite ao seu lado. Ao sair pelas portas da ala do hospital, pôde confirmar que ainda era muito cedo, pois o sol ainda não havia aparecido por completo ainda, e agradeceu por isso, já que quase ninguém estava nos corredores, embora alguns poucos alunos estivessem na praça central do nono andar. Blair pegou seu monóculo e entrou pela porta com a enorme gravura de um Centauro, ''Estranho, de onde será que vem essa musiquinha''.

Não podia parar de pensar na sorte que tivera, ao acordar antes que todos, mas aí percebeu que não era realmente sorte, e sim um costume, pois acordava bem cedo quando treinava com Shade. Ela rapidamente passou pelo hall de entrada de sua república e subiu para seu quarto, abriu a porta silenciando-a com um feitiço, e então não perdeu tempo em começar a enfiar suas coisas em uma mochila magicamente ampliada, que podia suportar mais carga do que logicamente seria capaz de fazê-lo, e antes de sair, relutantemente se postou diante de seu espelho e converteu seu cabelo ruivo-escuro em uma cor castanho-clara, o que ela nunca havia feito antes, e então colocou seus óculos por cima, ''Vai acabar rápido'', pensou. A Bruxa saiu pela porta, um pouco mais tarde, e viu que os mesmos poucos alunos continuavam lá, e também que seus professores, à exceção de Jack e Sophie, estavam saíndo de sua sala, ''É só eu passar rápido, que eles nem vão me perceber'', pensou ela, mas o que viu, a deixou grudada no lugar. Samantha, Margarete e Ran Mao, se postaram, uma ao lado da outra, em linha reta, com Samantha no meio, enquanto Aaron e Griffon estavam também um ao lado do outro, só que atrás das mulheres. A luz do sol que passava pelas janelas sumiu, deixando o andar escuro, e holofotes inexistentes brilharam sobre cada um dos professores, e uma música de fundo, vinda não se sabe de onde, similar à um pastiche retrô, começou a tocar.

♫ O Que Fazemos ♫

Samantha: Neste lugar, toda manhã...
Ran: Estamos aqui a ensinar...
(Griffon e Aaron: A ensinaaaar!)
Margarete: Mas ultimamente, a gente percebe... Ninguém parece mais ligar!
Samantha: Quem aqui já ganhou uma maçã?
(*Todos dão de ombros*)
Margarete: Não há ninguém que ligue -
Ran: - Para um professor que brigue...
Griffon: Mas mesmo assim
Todos: FICAMOS!
(*Alunos no andar começam a ser os back-up dancers*)
Aaron: Ensinamos, trabalhamos, não para o dinheiro que ganhamos
Margarete: Atenção, respeito e retribuição, não temos nada disso, não!
Todos: Mas mesmo assim ficamos!
Samantha: Ensinar...
Ran: É...
Aaron: O que...
Todos: Fazemos!
Samantha: Ensinar...
Margarete: É...
Griffon: O que...
Todos: Fazemos!
Todos: E ainda assim, uma merreca é o que ganhamos!


Margarete: Quem topa pedir um aumento?

Blair estava perturbada, em vários sentidos, se retirara dali quando a professora substituta, de um físico um pouco masculino, começara a cantar uma ópera, ela percebia que todos os poucos alunos acordados dançavam nos corredores e nas escadas, ''Quem está acordado a essa hora, quem, quem?'' Ela então lembrou-se, e desceu para o terceiro andar, entrando na segunda porta à esquerda, após a área do bazar, - Juliet! Graças aos deuses, você sabem o que está havendo? No momento em que ela perguntou isso, notou que todos que estavam na sala do grêmio (Juliet, James, Jonah, Carmela e Marion, provavelmente não deveriam estar usando ternos, laranja para Juliet, preto para Marion, azul escuro para Jonah, azul claro para Carmela, e vermelho para James, e óculos escuros tingidos das mesmas cores) e um jazz começava a se fazer presente.

♫ O Jazz do Grêmio ♫

Juliet: A Dois anos atrás, achei minha vocação, cuidei de minha paixão...
(James e Jonah: Mas sem ajuda não foi não...)
Juliet: Venho aqui todo dia, ter em minha companhia, dois tolos e duas meninas!
(*Marion no fundo estalando os dedos*)
James: A Juliet é um pouco autoritária...
Jonah: Mas você vai querer escutá-la!
Carmela: Não tenho nem ideia do que eu estou fazendo aqui...
(*Marion, James e Jonah estalando os dedos no fundo*)
Juliet: Ouvir, argumentar, preencher, tentar, vender, o grêmio não é piada
(James e Jonah: Se duvidar ela vai te dar uma porrada!)
Carmela: Se essa virar política, eu é que estou danada...
(*Marion estalando os dedos no fundo*)
Juliet: Esse é o Jazz do grêmio!!


Carmela: Ei, vocês ouviram alguém entrar?
Outros: Não, por que?

Blair não tinha mais a quem recorrer, o que quer que estivesse acontecendo, ela parecia ser a única não afetada, e estava agora prestes a ficar pior, pois havia sido encurralada no térreo, por um bando de alunos, que se dirigiam para o hall das refeições, que de súbito pararam e bloquearam seu caminho, enquanto um pop dos anos setenta começava a tocar.


♫ Nós Somos Monstros ♫

Todos: Andando pelas ruas!
Todos: Escondidos no escuro!
Todos: Espreitando na noite!
Todos: Nós. Somos. Monstros!
Só as Garotas: Não achem que nos conhecem, pelos filmes de terror...
Só as Garotas: Por que nós também podemos ter um grande amor!
Só os Garotos: Matando humanos à torto e à direito, uma grande demência!
Só os Garotos: Vocês nos subestimam mas nós temos inteligência!
Todos: Os Vampiros podem se controlar, e o seu sangue não secar!
Todos: Fantasmas podem ter grandes riquezas, Demônios podem mostrar grande nobreza
Todos: Nós. Somos. Monstros!
(Todos começavam a entrar e sair de suas formas originais)
Todos: NÓS. SOMOS. MONSTROS!!!


Blair passou voando pela porta na primeira chance que teve, durante o refrão final, e estava passando pelo corredor de entrada, quando parou entre as atendentes, - Mimi, Lorelei, alguém sabe se algum feitiço foi lançado no castelo? Ambas as irmãs deram de ombros, - Não, porque? Lorelei perguntou, - Por Quê? Vocês nem ouviram a cantoria? A música de fundo de lugar nenhum? Os alunos aí dentro continuavam virando humanos e depois monstros, em ordem Vampiro-Lobisomem-Sereia-Fantasma-Medusa-Anjo-sei lá o quê com tentáculos... Mas ela logo parou de falar.


♫Não Ouvimos Nada♫
(Todos os contratados do colégio, Kalifa, Antonni, Grigori, Yuji, Babayaga, as irmãs Parvour, Hilda e Cattleya chegaram ao corredor, em fila única)
Lorelei: Nós -

- Eu não tenho tempo pra isso! Blair saiu dali rápido. Enquanto isso, Jack estava indo ver como Sophie estava, e assim que entrou no aposento, a viu de pé, quando devia estar de cama, mas justo quando o Diretor ia dizer algo a respeito, se sentiu movido por algo estranho, uma música country de tom melancólico começara a tocar.

♫ Guias ♫

Sophie: Tanto tempo em meu trabalho, mas sinto que errei...
Jack: Eu devia tê-los protegido...
Sophie: Mesmo por tudo que passei...
Jack: Eles são mais importantes, salvá-los do perigo
Jack e Sophie: Dessa vida, cruel, má, e sem perdão!
Jack: Queria tirá-los do frio
Sophie: Queria não vê-los mais no campo de batalha
Jack e Sophie: Pensei que poderia, fazer tudo por eles
Jack e Sophie: Mas parecem nem precisar... Ou será que não ia adiantar?
Jack: Queria poder derrotar seus inimigos
Sophie: Cuidar dos feridos
Jack e Sophie: Mas nem isso conseguimos...
(*Jack e Sophie veem Blair correndo para fora, ambos de bruços na janela de pedra)
Sophie: Apagar suas tristezas...
Jack: Destruir suas incertezas...
Jack e Sophie: Prometi que cuidaria de vocês
Jack e Sophie: Mas parece que falhamos, mais uma vez...
Jack e Sophie: Nessa vida, cruel, má e sem perdão
Jack e Sophie: Mas parece, que falhamos, mais, uma, vez...



De súbito, quatro silhuetas se aproximaram de Blair, ela não demorou nem um pouco para notar que eram Luke, Gary, Brenda e Kain, ela estava prestes a perguntá-los sobre a cantoria, mas então percebeu que eles sabiam o que ela estava prestes a fazer, Luke aproximou-se dela, seus olhos a desconcentraram, e ela perdeu ainda mais o foco do feitiço, mudando seu cabelo novamente para a cor original, - Eu... Eu posso explicar, é que... eu preciso só de um... t-tempo.

♫ Juntos ♫

Luke: O que enfrentamos, todo esse tempo...
Brenda: Você quer dizer que nada importou?
Kain: Sabemos que podemos superar mais essa também
Gary: Apenas nos dê uma chance de te ajudar
Luke: Andamos através de desafios, superamos as circunstâncias
Todos: Juntos
Brenda: Amigos até o fim, achei que ia ser assim
Kain: Consolação, perdão, não importa a emoção
Gary: Enfretamos até mesmo à um dragão
Todos: Juntos
Luke: Ninguém aqui quer ver você assim
Brenda: Faremos nosso melhor pra te ajudar
Kain: Deixa a gente te apoiar
Gary: Através do fogo, contigo vamos andar
Todos: Juntos


Blair não conseguia falar nada, mas não por falta de tentativa, ela abria e fechava a boca, na esperança de encontrar uma razão lógica, mas ela apenas se virou, chamou sua vassoura e saiu voando, Luke e Kain já partiram atrás dela, olhando para trás, esperando Gary e Brenda, - Sei lá, não acho que vá adiantar... Brenda constatou, Gary concordou com um olhar, mas o Fantasma e o Wendigo não estavam prontos para desistir, e saíram dalí. Estavam agora cruzando a ponte, quando viram Blair acelerar, então Luke transformou-se, e Kain também, pulando em cima das cordas que sustentavam a ponte, e as usou para pular, e Luke o segurou com um braço feito de energia espectral , enquanto viam a ponte cair no abismo, eles sobrevoaram, acabando por achá-la em um caminho da montanha, começando a perseguí-la à pé, mas a garota acenou com o dedo, e um serra laranja, Pumpkin Saw cortou uma árvore, que caíra, também provocando um deslizamento de terra e pedras, barrando o caminho deles, Kain apenas gritou para Luke continuar, e ele tornou-se intangível, atravessando a barragem, e flutuando em direção à uma clareira, o sol da manhã agora estava no ponto alto, e ele via Blair, entrando na clareira, um tom triste soou pela mata.

♫ Sozinhos ♫

Luke: Uma tentativa a mais, nada vai te custar
Blair: Meu propósito é só de me afastar
Blair: Dor, Amor, Sofrimento e Benção, nada consigo mais sentir...
Luke: Dias assim, ainda hão de ir e vir...
Luke: Me deixe compartilhar, sei como se sente
Blair: Tudo o que me fala, só me parece que mente
Luke e Blair: Podemos andar por este caminho com outros, mas no fim...
Luke e Blair: Estamos à sós
Luke: Até mesmo só com nós
Blair: Ou com outros a ajudar
Luke: Chegamos aqui, de mão dadas
Blair: É uma pena eu ter que desvencilhá-las
Luke: Não importa para onde você vá...
Luke: Saiba que estou sempre aqui, se você precisar...
Luke e Blair: Sozinhos
Luke e Blair: Sozinhos
Luke e Blair: Mesmo com todos...


O sol brilhava em suas caras, Blair e Luke estavam face a face, só agora ela percebia que ele a alcançara na altura, ele só notava agora, os cabelos dela cheiravam à rosas, Blair se aproximou mais um pouco, seus lábios se tocaram, e se entrelaçaram em um beijo, por mais que devesse ser um momento feliz, Luke não podia deixar de sentir uma certa tristeza na amiga. O Fantasma abriu seus olhos, estava caído no chão da clareira, demorou um pouco para processar tudo, socou o chão, e respirou profundamente, ouviu um som, e via que seus professores, à exceção, novamente de Jack e Sophie, e seus amigos (Kain, Gary, Brenda, Juliet, Carmela, James e Jonah), entravam na clareira, e pela expressão de Luke, viram que ele não conseguira evitar, Margarete em especial, ficara decepcionada, - Isso foi uma ideia idiota, o que eu tinha na cabeça? Ela então apontou para Griffon com a mão, e ele suspirou e tocou o chão com o cajado que segurava, e a magia foi terminada, todos na região paravam de dançar, - Não Srta. Rabbit, ela gosta de musicais, Luke disse, em um timbre que era um meio termo dicótomo entre devastação e aceitação, ele então se levantou e estavam prestes a sair, quando Gary apontou para algo no bolso da jaqueta de Luke, o Fantasma tirou um cartão de papel, enquanto sorria, leu-o para os outros, ''Voltarei''.
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Capítulo 11: Proposição

Mensagem  Jack Jerripher em Seg Dez 24, 2012 2:31 pm

Primeiramente, desculpe pelo atraso, e também, Feliz Natal!

Em uma sala retangular, quase completamente branca, com quase nenhum detalhe exceto um espelho no canto e uma poltrona virada ao contrário, em direção à grande janela, que ajudava ainda mais com a iluminação, a janela dava vista para um grande lago de águas claras, e a uma floresta verde-vívida. Um homem com cabelo raspado curto, barba mal-feita e olhos cor de avelã entrou pela grande porta e andou apenas alguns passos na iluminada sala antes de se ajoelhar, uma voz masculina e calma então se fez ouvir, vinda de quem estava sentado na poltrona, - Osmund, como está? O homem surpreendeu-se com a pergunta, mas logo se recompôs e respondeu, - Melhor agora, mas ainda não me recuperei por completo, o outro homem, a quem Osmund falava, adicionou, - Nunca vi um Demônio demorar tanto para se recuperar, a Srta. Merryweather concerteza não enferrujou nem um pouco, o que é bom, torna nossos planos mais interessantes, Osmund riu, mas logo sentiu a energia emanando de seu chefe e calou-se, sentindo como se ela apertasse sua garganta, o homem voltou então a falar, - Por mais que tenha acabado falhado em sua missão, acredito que apenas tornou as coisas mais divertidas, é um bom engano, mas espero que não piore, Osmund sentia a fria finalidade na voz de seu patrão, e estava preparado para sair sem nada, quando uma enorme saca de dinheiro se materializou à sua frente, juntamente com uma nota afirmando que continuariam a ter contato, ele então agradeceu, e com um sorriso saiu da sala.


Enquanto isso, em uma manhã normal de aula na Academia Grave, perto das dez horas da manhã, Brenda, Kain, Gary e Luke, que ainda se recuperavam da saída inesperada de Blair, e por isso não estavam com os melhores humores, estavam nos calabouços, tendo aula de Tortura com Margarete, ela pulava de um lado para o outro, enquanto espetava um monstro feral, desta vez um lobisomem, com um atiçador quente, o provocando a mordê-la, a turma já estava acostumada com esse tipo de lição, mas hoje seria a primeira aula prática, pois eram necessários dois anos de teoria para poderem pôr-la em prática, não era exatamente algo ético, mas como haviam aprendido anteriormente, precisavam estar preparados para fazê-lo. Todos estavam em suas pontas dos pés nas carteiras, pois queriam saber quem seria o primeiro chamado para demonstrar, mas então, a Srta. Rabbit pôs o atiçador na água, o resfriando, e então pareceu captar algo com suas orelhas de coelho, ninguém podia deixar de pensar que isso era fofo, mas ninguém se atreveria a dizer isso para ela, mas a professora então sorriu maníacamente, fazendo todos se perguntarem se ela sabia ler mentes, mas então ela limpou sua garganta, transportando magicamente o lobisomem ferido da sala, e então declarou, - Preciso agora que vocês façam uma fila até o Hall das Refeições, pra já! Os alunos ficaram descontentes com aquilo, é claro, mas usualmente perdiam dois períodos com anúncios, então pararam de reclamar e se mexeram, Luke e seu grupo se encontraram com Juliet, o resto de sua trindade e Carmela juntamente com Genevieve, que vinham de suas respectivas salas, mas antes que pudessem comentar a respeito de o quê o anúncio se tratava, viram-se boquiabertos pelas decorações do Hall.

Ninguém alli havia imaginado que o salão, já normalmente bonito, pudesse ser o mesmo lugar que agora viam, estava iluminado como um restaurante chique e o piso havia sido completamente refeito, com padrões roxos e pretos no chão, e as paredes também haviam sido pintadas de uma cor mais vívida, parecida com um tom vermelho-vivo, e a marca de academia, uma sepultura com uma caveira estilizada na sua frente, de cores roxas para a caveira e cinza-claro para a sepultúra, adornava as tapeçarias avermelhadas, que haviam sido penduradas ali, nem ao menos uma viva (morta, e/ou morta-viva) alma parecia ter notado que ele estava cheio de pessoas desconhecidas, mas antes que pudessem ficar de bocas fechadas sobre isso, a voz de Jack, entusiasmado, ecoou, pedindo para que os alunos se sentassem nas diversas mesas novas em meia-lua, nos lugares normais, e assim que o fizeram, as luzes se apagaram, sendo substituídas por cores azuis fantasmagóricas, que cobriram o local rapidamente.

- Tenho o prazer de apresentar vocês às três outras grandes academias de monstros do mundo! Aplausos foram ouvidos da multidão, Brenda se virou para Luke, pronta para explicar, mas ele logo a avisou que já sabia sobre elas, pois havia lido panfletos no escritório de Jack no ano anterior, Jack então pediu para que se acalmassem, e voltou a apresentá-las, - Uma salva de palmas para a Academia Reefside, da Austrália e sua Diretora, Madame Pauline Silver! Palmas foram ouvidas e Jack ofereceu sua mão para uma bonita mulher, de pele negra e cabelos loiros compridos, usava um vestido curto azul-claro e botas rosas, - Muito gata mas que roupinha mais estranha... Kain comentou, ganhando uma pisada no pé, de Juliet e Brenda, fazendo-o cobrir sua boca para não gritar, assim que Pauline se postou ao centro do salão, uma barreira de água a cobriu, e ela se transformou, era uma Sereia, tinha a cauda rosa-brilhante e o cabelo havia se alongado, além de um biquini de conchas azuladas aparecerem em seu busto, agora tinha uma estrela do mar no cabelo e mais conhchas como brincos, ela sorriu, e então oito de seus alunos se postaram atrás dela, três garotos e cinco garotas, o emblema de sua academia, um pedaço de coral rosa com uma bandeira azul cravada em cima, apareceu como um holograma, e então Pauline falou: - É uma honra que possam nos receber aqui!

Logo então Jack os conduziu à seus assentos, e agora acenou para um homem alto e mirrado, de cabelos castanhos bagunçados, ele então se levantou e Jack o apresentou, - Uma outra salva de palmas para Joachim Proença, Diretor da Academia Prominência, das Américas! ele então se transformou, era um Changeling, e parecia uma mistura entre um louva-a-deus e um bicho-pau mas muito maior, suas antenas demonstrando felicidade como a cauda de um cão, sua delegação correu e ficaram ao seu lado, eram todos garotos, com jeitões largados, - Esperamos muita diversão este ano! Seu símbolo, um Falcão Vermelho apareceu, As palmas vieram novamente, apenas para serem paradas pela aparição de uma mulher alta em um kimono branco na entrada do hall, bela de pele pálida, cabelos negros lisos e de uma complexão um pouco intimidante, todos pareciam um pouco chocados, enquanto outros pareciam ver uma celebridade, Luke se perguntava por que se sentia estranho com a presença da mulher, e pelo canto dos olhos, via que ela estava com o olhar vidrado em Hayato, que desviava seu olhar dela, Jack então quebrou o silêncio, - Dêem as boas-vindas à Ur Valentine, Segunda do Conselho e Diretora da Academia Hisasaya, do Japão, Ur Valentine! Ela andou até o centro, enquanto sua delegação, composta de quatro garotos e quatro garotas, todos de traços orientais, alguns chineses, a maioria japoneses e dois coreanos. Ao chegar ao centro, fogo se expandiu à direita de Ur e gelo à sua direita, enquanto ela se transformaea em um Dragão serpentino, oriental de uma cor azul-clara, enquanto o símbolo de Hisasaya, uma Katana flamejante congelada aparecia.

Após Ur e sua delegação terem se sentado, Jack apontou para um senhor de idade, bem vestido de terno e com um monóculo, ele se levantou, e com sua bengala, foi ao lado de Jack, que o apresentou, - E a última rodade de hoje é do Sir Walter Richard Wingrates! Ele pode não ter delegação, mas sua presença aqui é a mais importante, Sir Wingrates então teve a palavra, - Estou aqui em vossa prezada Academia para convidá-los a participar de um evento realizado uma vez a cada década, todos já pareciam saber do que se tratava, menos Luke, Os Grandes Jogos Monstruosos Internacionais! Jack havia mentido, essa sim fora a última onda de aplausos, - Os grandes jogos, como todos sabem, concerteza, são uma competição de batalha para testar os desempenhos de nossas escolas, que treinam futuros monstros! O domo em que as batalhas acontecem, aparece magicamente a cada dez anos perto de uma das quatro escola, e esse ano, é a vez da Academia Grave! Peço agora que Jack e minha querida sobrinha escolham os oito membros de sua delegação, e com essa declaração, o almoço, mais chique do que o normal, estava servido, -UAU, UAU, UAU! Kain ainda estava maravilhado, como todos os outros, que viam agora as delegações das outras academias se retirando, para descansarem em um edifício parecido com um pequeno hotel de três andares, que agora percebiam havia se anexado ao castelo, - Me pergunto quem vão ser os escolhidos daqui... Gary comentou, olhando o formulário que os alunos da Grave receberam, onde deviam nomear oito coelgas que acreditavam que deviam participar, e imediatamente após entregarem, Sophie, que havia se recuperado, juntamente de seu tio, Sir Wingrates, instauraram uma magia de contação de votos, fazendo os nomes dos candidatos oficias das quatro escolas aparecerem nas paredes do Hall, levando Luke e sua turma à um susto:



Academia Reefside - Diretora: Pauline Silver
Marcia Dawson
Wesley Bleak
Marlon Marston
Kylie Griff
Marie Beach
Katrina Angel
Aila Marsh
Steve Sermas


Academia Prominência - Diretor: Joachim Proença
Pedro Cuarón
Ricardo Islas
Roberto Silva
Gustavo Pinheiro
Alex Edwards
Miguel Teva
Luís Viera
Ramón Álvares


Academia Hisasaya - Diretora: Ur Valentine
Jiang Yi
Leelang
Saya Matsuda
Hiro Kameichi
Sora Tsuwabuki
Mosuke Morigasa
FREEZE
Kayako Houjo


Academia Grave - Diretor: Jack Jerripher
Juliet C. Wood
Brenda Thompson
Gary Crawford
Kain Winchester
Carmela Sherridan
Blaise Cocteau
Luke Truesdale
Hayato Kurogane


Última edição por Jack Jerripher em Sex Fev 08, 2013 7:31 am, editado 2 vez(es)
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Aviso

Mensagem  Jack Jerripher em Ter Dez 25, 2012 4:56 pm

Gostaria de dar um ''presentinho'' de natal para os fãs da Fic, pois estou anunciando um Spin-off da série (para quem não conhece, um spin-off é uma série paralela, com personagens diferentes), ele irá se chamar Pendulum, e vai tratar da vida de Jack, Sophie e outros quando ainda eram jovens, é um projeto muito pessoal para mim, e quero transmitir para vocês, até porque recebi uns pedidos para expandir na história destes personagens. Pendulum estreia no dia 10/01, espero que vocês gostem!
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Capítulo 12: Regulamento e Equipe.

Mensagem  Jack Jerripher em Sex Jan 04, 2013 7:42 am

Após se recuperarem da surpresa de verem seus nomes no quadro de competidores, o grupo de Luke percebeu que não era realmente tão imprevisível assim, observaram enquanto seus colegas os olhavam com faces risonhas, conversando em tons baixos que acreditavam que eles seriam bons no torneio, - Acho que pelo menos é bom que eu seja a líder, Juliet comentou, fazendo Kain gaguejar, - T-típico, mas um olhar da Necromante o fez colocar o rabo entre as pernas, Brenda e Gary riram, enquanto Blaise se aproximou do grupo, - Não é melhor vermos com o Jack o que precisamos? O grupo concordou, mas ficaram apreensivos em chamar Hayato, que realmente não era parte do grupo, mas isso foi resolvido quando ele levantou de sua mesa e os seguiu, eles partiram para um dos cantos do saguão de entrada, com seu Diretor, enquanto ele tentava, em vão, dispersar os curiosos dalí. - Crianças, crianças, dêem licença! Oh, vocês, parabéns por serem escolhidos, eu não podia imaginar... mas sua fala foi cortada pelas faces de incredulidade de seus estudantes.

- Olha, OK, então vocês foram escolhidos, grande coisa, vocês realmente tem uma chance de ganhar, Jack tentou convencê-los - Não tem como desistir, não? Indagou Brenda, um pouco apreensiva, mas o Diretor apenas se virou de costas e os disse que uma vez que forem eleitos, têm que continuar, ou a Academia seria desgraçada, - Cara, isso não é legal... Comentou Gary, mas Jack então se virou e disse: - Já mencionei que há um prêmio em dinheiro para os ganhadores? O grupo não precisava mais de muita coerção, portanto Jack saiu dalí, precisando se reunir para um passeio com os outros Diretores, mas chamou Taylor para preenchê-los nos detalhes, o professor temporário de camuflagem se aproximou, pelo que parecia, Sophie Merryweather, mesmo que curada, não parecia estar disposta a dar aulas ainda, por isso, Taylor ainda a substituia, ele se aproximou do grupo, que tornara-se um pouco envergonhado perto dele, pois para falar a verdade, não sabiam dizer se ele era homem ou mulher.

- Porque não peguntam, se isso está incomodando vocês? Ele indagou, assustando-os, - Você lê mentes? Luke perguntou, fascinado, mas Taylor disse que nem precisava, pois a pergunta estava na cara de todos, - Acontece que, como um Demônio, eu não tenho sexo definido, mas posso mudar para uma forma masculina e outra feminina,  é só que a maioria dos demônios assume apenas uma forma, considero isso um disperdício, mas não é disso que precisamos tratar, o sotaque britânico de Taylor fazia Carmela querer cochilar em meio à sua fala, mas sabia que isso seria uma ofensa, e por isso concentrou-se o máximo, - Bom, como sabem, os Grandes Jogos Monstruosos Internacionais (GJMI como serão referidos), consistem em lutas que exibem os potênciais dos candidatos de cada Academia, e portanto, refletem a qualidade da instituição, - Como a Grave se saiu nos últimos jogos? A pergunta viera de Hayato, o que fez todos o encararem, pois falava pouco, Taylor recuperou a compostura e anunciou: - Mesmo que Grave seja a mais famosa e antiga das quatro academias, chegamos em segundo lugar nas últimas sete décadas, afirmou ele, com um meio-suspiro, retornando a falar, atrás de... Mas Hayato completou sua fala, - Hisasaya.

- Correto, Taylor afirmou, Hisasaya será, indubitávelmente, o maior oponente e a favorita para ganhar, mas nós não podemos nos dar por vencidos! (''afinal eu estou financiando esse colégio...'') Taylor limpou sua garganta, - Enfim, as regras do torneio, vocês todos precisarão vestir as roupas que lhe serão entregues para as lutas, - Que cor serão elas? Taylor respondeu à Juliet que seriam roxas, a cor padrão da Academia, - Mas isso não é realmente importante, o que devem saber é que as lutas não são fatais, obviamente, e serão conduzidas primeiro em três rounds de lutas um-contra-um, com duas academias sendo postas uma contra a outra totalizando duas lutas por round, o time do ganhador ganha 10 pontos, o perdedor não ganha nada, e se houver empate, o que nunca aconteceu na história do torneio, ambas ganham 5, após esses, os rounds 4 e 5 serão lutas em dupla, com dois participantes de cada Academia, do sexto ao oitavo round, voltam a ser um-contra-um, culminando em lutas finais entre cada academia, eliminando a perdedora, as duas que sobrarem serão postas uma contra a outra, tendo batalhas entre todos os membros das equipes opostas, a que tiver mais pontos pode escolher as ordens das lutas. A ganhadora recebe um troféu, glória e dinhiero, óbvio.

- Teremos algum treinamento especial para isso? Blaise perguntou, e o professor concordou, dizendo que seriam levados para um campo de treinos especial junto com as outras delegações no dia de amanhã, onde treinariam não só individualmente, mas em grupo também. Ao ouvirem as regras, todos se animaram, pois se faziam algo certo, era trabalhar em equipe, haviam passado por tantas dificuldades em anos anteriores, que essa competição não parecia muita coisa, Luke então postou-se um pouco na posição de Juliet, ele era uma das poucas pessoas vivas (ou quase) que Juliet confiava para tal, e colocou sua mão no centro, esperando para que todos colocassem suas mãos àcima da dele, todos o fizeram, menos Hayato, quando procuraram por ele, o garoto já havia desaparecido, mas fizeram o gesto do mesmo jeito, - Enfim, estejam aqui amanhã às 5:00 para a partida, vocês estão dispensados das aulas de hoje à tarde, Taylor declarou, falando por debaixo de um suspiro que queria voltar a ser jovem como eles. Após ter passado algum tempo, James, Jonah e Flint apareceram, dando os parabéns para seus amigos, mas Luke não podia deixar de perceber que Blaise, que agora conversava com Charles e Valery, parecia um pouco distraída, se aproximou dela despercebido, aproveitando a conversa dos outros, - O que houve? Ele perguntou, surpreendendo-a, a garota começara a gaguejar levemente, mas por fim se acalmou, ao receber olhares reconfortantes de seus amigos, - é que eu não consigo parar de  imaginar que estou... no lugar da Blair, ela esperava que Luke reagisse de outra forma, mas ele calmamente colocou a mão em seu ombro, e afirmou que todos consideravam ela parte importante da equipe, mesmo sem Blair por aqui, eles ainda deveriam se focar em um objetivo em comum, enquanto subia para seu quarto, encontrou seus colegas de residência, - Que legal cara, foi escolhido! Disse Leonard, - Pegamos assentos especiais para te ver competir! Anunciou Indra, Luke apenas sorriu, ainda incerto daquilo tudo.


Última edição por Jack Jerripher em Seg Jul 15, 2013 3:53 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Fanfic: Grave Academy.

Mensagem  Marshall C. Duke em Ter Jan 08, 2013 3:54 pm

Oi Diretor, gostaria di saber que horas vc vai postar o primeiro capítulo de Pendulum?

(é que eu vou viajar bem no dia [as 11] e vou ficar duas semanas sem internet, então eu queria saber se vou conseguir ler antes...)
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Re: Fanfic: Grave Academy.

Mensagem  Jack Jerripher em Qua Jan 09, 2013 8:55 am

Olha, talvez você deva esperar para guardar seu laptop por último, pois acho que vou conseguir postar o capítulo lá pelas 10 horas da manhã, espero que consiga pegar o capítulo, mas acho que irá, vou me esforçar para postar o mais cedo possível.
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Capítulo 13: Campo de Treinamento - Parte Um

Mensagem  Jack Jerripher em Seg Jan 14, 2013 10:40 am

Luke acordou de súbito durante a noite, estivera tendo um pesadelo horrível, mesmo que não conseguisse se lembrar o que vira nele, o Fantasma estava coberto em suor frio, e por isso, foi tomar banho, ao sair do chuveiro, pensou ter visto alguém o observando, mas não havia ninguém para aquela direção, apenas um grande espelho, Luke percebia agora que algo estava errado, mesmo que ele não soubesse o que era. Ao notar que estava perto da hora de saírem para uma excursão de treino, o Fantasma transformou-se em sua forma original, e fez algo que queria fazer já a algum tempo, se tornou intangível e atravessou o solo, voando através dos andares, ele se sentia livre, e estranhamente divertido fingir que ia bater no chão, mas não fazê-lo, isto é, até que acabou atravessando o térreo e acabou caíndo nas masmorras, levantou-se, limpando as calças jeans da terra que agora estava nela, muito envergonhado, o garoto subiu as escadas até o Saguão de entrada, onde encontrou todos já o esperando para partirem.

- O que aconteceu agora? Luke desajeitadamente se dirigiu à seus amigos, e tentou responder a pergunta de Brenda, mas disse que os explicaria no trem, ''Oba, só faltava mesmo se envergonhar na frente de todos'', pensou ele, porém, percebeu que ninguém estava rindo, Hayato pareceu perceber a confusão de Luke e se aproximou a ele, - Ninguém está rindo pois você demonstrou seu treinamento ao ficar intangível por muito tempo, o colega voltou a ser o quietão após falar aquilo, e Luke ficara se questionando se Hayato teria realmente compaixão dentro de si, - Bom, acho que é isso, disse Jack ao ver que estavam todos ali, ao saírem pelos portões frontais da Academia, os estudantes formaram uma linha atrás de seus respectivos Diretores, ao andarem em linha reta em direção à Ponte Warlock, viram Sophie conversando com Taylor, o deixando encarregado das aulas dela, - Bom, nem sei como te agradecer, tem me substituído tanto esse ano, disse a Harpia ao Demônio, que com uma cara não muito feliz, abanou para ela, e logo voltou-se para entrar no castelo. Luke porém, percebeu que Taylor estava com o mesmo olhar que ele próprio, e após pedir para que seus amigos acobertassem sua ausência, tornou-se invisível para falar com o professor, - Senhor Temime! Gritou ele, ainda invisível, para chamar a atenção, porém, o inesperado aconteceu, Taylor retirara uma faca da manga e a jogara na direção de Luke, que desviara por um triz, tornando-se visível novamente, Taylor se desculpou, pois pensou que estava sendo atacado, mas o Fantasma percebeu que isso era uma confirmação de que algo estava errado com tudo aquilo, - Obrigado Sr. Temime! Agradeceu ele ao ficar invisível para voltar a seu grupo, - Bom, mas que situação mais estranha! Comentou o Demônio.

Os garotos cumprimentaram alegremente o Sr. Heklar, maquinista do trem, e então entraram por último, se comparados às outras academias, pegaram os últimos vagões, e era melhor assim, - Olha pessoal, talvez seja só eu, mas sinto que tem algo de errado, com toda essa competição, mas não consigo descobrir o que é... seus amigos se entreolharam, e Gary então colocou uma mão sobre o ombro do colega, - Você não é o único, nós estávamos debatendo sobre isso um pouco antes de você chegar, Luke só então percebera que seus amigos estavam igualmente pálidos e com olheiras, e então perguntou, - Por acaso vocês acordaram no meio da noite, por causa de um pesadelo? Desta vez todos, inclusive Juliet, Carmela, Hayato e Blaise o encararam, a resposta estava na cara, - Todos tivemos o mesmo sonho então, não importa quando, isso é sempre más notícas, explicou Juliet, Carmela então se pronunciou, - Algumas criaturas, como nós Vampiros, podem afetar os sonhos das pessoas, com um tipo específico de hipnose, será que algum dos competidores possui tais habilidades? A pergunta de Carmela realmente era oportuna, podia ser que não tivesse nada de errado com a competição em si, mas alguém podia estar tentando sabotá-la, mas Kain parecia ter um entendimento diferente - Ou... podem estar tentando nos afetar, olha como estamos hoje, desconcentrados e com sono, seria muito útil para outros se estivessemos assim na competição! Todos perceberam que ele provavelmente estava certo, - Aposto que é alguém da Hisasaya, Brenda concluiu, e isso parecia óbvio, pois certamente queriam ter seu lugar como primeiros na competição novamente, à menção de Hisasaya, Hayato observou seus colegas, e declarou que alguns dos colocados realmente possuíam tais habilidades, - Mesmo assim, é melhor que não assumamos que seja da Hisasaya logo de cara, ou podemos perder fatos importantes, os colegas concordaram, e ao olharem para Hayato, ele concordou em ajudar.

Após mais ou menos uma hora e meia no trem, ele parou em uma estação nas montanhas, e Sophie entrou no vagão deles, os dizendo para saírem, e se prepararem para uma escalada montanha à baixo. O caminho era íngreme e rochoso, andar por lá certamente não era uma caminhada no parque, precisavam encontrar um lugar que estivesse fora da vista de humanos, pois estariam usando, óbviamente, suas formas originais e habilidades para o treino. Após quase terem caído, alcançaram o grupo de Hisasaya, podendo ver que alguns de seus estudantes os olhavam com olhares esnobes e maldosos, - Sério, eles estão tentando serem óbvios? Kain perguntou, fazendo Luke rir, mas Brenda virou para eles, - Lembrem-se, não sabemos se eles são os culpados, e logo Carmela completou, - Nem ao menos sabemos se estão fazendo alguma coisa, e Juliet então adicionou seus dois centavos, - Vocês deviam fazer caras e bocas para eles também, faz parte da competição, tal menção os preencheu de idéias de coisas, um pouco malévolas e maquiavélicas, que podiam bolar, - Será que devemos relatar nossas suspeitas para o Jack ou a Sophie? Luke perguntou, mas Brenda respondeu, - Acusar sem provas é algo sério, precisamos de evidências primeiro, e essa excursão é uma oportunidade perfeita de arranjá-las...
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Capítulo 14: Campo de Treinamento - Parte Dois

Mensagem  Jack Jerripher em Seg Jan 21, 2013 8:04 am

Luke e seus colegas de equipe continuavam a trilhar morro abaixo, juntamente com os times das outras academias, estavam chegando ao pé quando puderam ver Jack e os outros diretores se distraírem, e assim que o fizeram, um dos membros de Hisasaya, uma garota japonesa com o cabelo colorido de loiro, virou-se e jogou uma bola de fogo aos pés do time da Grave, Brenda e Gary saíram do caminho, mas a bola de fogo não era para eles... O chão à seus pés quebrou com o impacto, e os oito caíram de costas ao chão, a queda causou muitas reações diferentes, risadas de alguns membros, suspiros de preocupação de outros e somente silêncio de outros, Sophie e Jack correram para socorrê-los, mas nenhum havia chegado à se machucar, - Bom, tomem mais cuidado vocês! Declarou a Harpia, - Na verdade... Brenda havia começado a falar, mas percebeu que seria melhor para eles se não falassem nada, - Deixa pra lá... Completou a Lobisomem, Juliet virou-se para falar com Hayato, - Quem era aquela? Hayato ficou um momento antes de falar, - Sora Tsuwabuki, uma Salamandra, ele explicou, - Um réptil de fogo ahn... Kain falou, visivelmente irritado.

Assim que todos os times chegaram à mesma clareira, com o time da Grave e de Hisasaya próximos, Gary teve que segurar Kain para que ele não saltasse no pescoço de Sora, enquanto Luke tentava acalmá-lo, para surpresa deles, um membro do time de Hisasaya, um garoto chinês alto, vestido com trajes tradicionais, e com o cabelo preso em uma espécie de coque, se aproximou deles, de acordo com Hayato, era Jiang Yi, líder do time, - Me desculpem pelo comportamento deplorável de nossa colega de equipe, disse ele, dirigindo-se especialmene à Juliet, capitã da Grave, antes de se retirar, - Bom, isso foi estranho... Carmela comentou, tão surpresa quanto seus colegas, seguiram caminho alguns minutos até chegarem à uma clareira no meio da mata e novamente aos pés da montanha, mas agora do outro lado dela, - Ei, eu conheço esse lugar... Kain falou, antes de Jack aparecer, - Claro que conhece, é a montanha Reyres, todos então entenderam, no começo do ano passado, haviam sido atacados por Caronte, vestido como palhaço demônio em uma estrada ali perto, não era uma boa memória para nenhum dos quatro, mas eles então preencheram Hayato da história, - Huh... murmurou ele, ao escutar a história, todos esperavam que ele completasse sua mensagem, mas ele não o fez.

Haviam parado ali para o almoço, Jack anunciara que este era um ótimo lugar para treinarem, pois era grande e nenhum humano vinha aqui, ele então se levantou, e usando Hierophant, chamou Ukoback, das cozinhas da Grave, os garotos cumprimentaram a criatura, e ele logo trouxe pratos de comida para todos, enquanto comia, Luke sentiu a estranha sensação se estar sendo observado, virou-se para trás de súbito, e estava certo, viu, mesmo que só por um momento, um vulto encapuzado os espiando no meio de algumas árvores, mas quem quer que fosse, saltou para atrás de um arbusto com agilidade, seus colegas também viram o vulto, - Alguém de Hisasaya? Gary perguntou, falando baixo, conseguiam ver o time de Hisasaya de onde estavam sentados, e todos estavam em círculo para para o almoço, porém, não conseguiam ver os outros dois times, - Não entendo, o que ganhariam nos espionando? Kain perguntou, e Brenda logo o respondeu, - Devem estar querendo saber de algum segredo para usarem contra nós, de fato, combinaram em não falar quase mais nada durante o treino em si, após Jack ter chamado para o início do treinamento, o grupo se levantou, deixando os pratos em um tronco de árvore, correram, porém, Gary, proporcionalmente à seu tamanho, ainda estava comendo, se engasgou tentando dizer-lhes para esperá-lo, terminou rápido, e se levantou, porém, alguém estava em seu caminho, era a Amazona das Nevascas, Ur Valentine parada em seu caminho, - Entendo Sr. Crawford, que seu fardo este ano seja mais complicado, mas espero que consiga se adaptar, o Kelpie cobrio seu ombro esquerdo com sua mão, como se protegesse algo, mas à beleza estatuesca já havia se retirado, ''Como ela podia saber??''

O garoto logo se reuniu à seus amigos, - Aconteceu alguma coisa? Brenda perguntou, - Você parece que viu um Fantasma, bom... além de mim e do Hayato, ah você entendeu! Luke o dissera, eles podiam ver pela cara do amigo que havia algo de errado, - Não é nada... é que eu ahn, d-devo ter comido rápido demais, - Bom, desculpe a gente por te deixar para trás, Kain disse, - Não, imagina, eu é que não deveria ter demorado tanto, declarou ele, - Bom, não temos tempo para isso agora, disse Juliet enquanto Carmela entregava uma bola de cristal para Gary, - O que é isto? Ele perguntou, e a Vampira o respondeu, - Uma bola de energia, nós devemos concentrar toda a nossa energia nela, - Esperem! Vociferou Juliet, fazendo todos pararem de se concentrar, - Acho que seria melhor se não revelássemos toda a nossa força neste momento... é só o que acho, disse a Necromante, um pouco apreensiva, - Concordo, adicionou Hayato calmamente, seguindo o conselho deles, nenhum colocou sua força total na esfera, mas colocaram o bastante, pois uma aura visível se formou em volta de seus corpos e começou a envolver as esferas, de cor negra para Juliet e Carmela, azul-clara para Gary, verde para Luke e Hayato, cinza para Brenda e laranja para Kain, logo suas auras aumentaram, - Não sabia que já estávamos nesse nível! Declarou Luke feliz, - E isso nem é nosso força por completo! Brenda declarou, igualmente maravilhada, e parece que ocultar suas forças era algo certo à fazer, pois todas as auras vindas das quatro equipes estavam equiparadas, era claro que isso também era parte do teste.
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Re: Fanfic: Grave Academy.

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